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Mundos Paralelos - Capítulo 9-9.4

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9-9.4 2 de dezembro de 2013. Primavera em Marte. Aldo morava sozinho. Agora sobrava espaço no Ponto de Apoio. Depois do banho preparou seu café e sentou à mesa junto à janela de onde podia ver quase todo o acampamento. Pensava em Elvis e Marcos, que tinham projetos para o futuro. Ambos pretendiam casar-se com as suas respectivas namoradas, Linda e Bárbara. Sabia que teria que prescindir deles no futuro próximo. Outros membros do grupo principal tinham planos semelhantes e por isso não seria fácil a escolha da tripulação para ir a Júpiter e para a frota que voltaria para iniciar a guerra de libertação. Aldo queria seguir para Júpiter. Era compulsivo nele. Não tinha muita vontade de voltar à Terra para lutar, depois de ver o que lhe aguardava lá fora. Mas, pessoas valiosas como seus irmãos ficariam fora dos seus planos. Isso era evidente. Estava triste por não ter tempo para si próprio. Pensava em Inge, sua namorada da infância e na jovem Chiyoko; no sentimento que ambas ...

Mundos Paralelos - Capítulo 9-9.3

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9-9.3 Aldo não era nada diplomático, mas devia apurar o amargo cálice em nome do protocolo. Após duas horas de conversa nesse teor, cansou de lidar com esses seres tão desconfiados, mas finalmente teve a oportunidade de oferecer seu ferro: –O metal que tenho para negociar é vital para vocês. Nossa aliança e amizade podem começar hoje; já que vocês acreditaram e construíram o astroporto. Eu fabrico as naves, treino os pilotos e vocês virão a ser os primeiros astronautas do mundo. Lon Vurián traduziu estas palavras e eles se maravilharam ao saber qual era o carregamento da nave e a quantidade. Lon Der-Sur, perguntou em espanhol: –Você disse negociar? –Sim. Quero fazer a primeira de muitas compras. –Você deve de saber que não usamos o mesmo sistema de troca que vocês usam no seu mundo, presumo – disse Lon Der Sur. –Presume corretamente. –O que vai querer em troca? –Armas e munições. Lon Vurián ficou pálido e suas pupilas contraíram-se. Seu nariz dilatou...

Mundos Paralelos - Capítulo 9-9.2

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9-9.2 Os darnianos eram um povo diferente; governado por uma casta de intelectuais desconfiados, fleumáticos e orgulhosos. Diferenciavam-se até no modo de vestir. Suas roupas de uso diário, soltas e coloridas eram mais artisticamente elaboradas do que as espartanas e funcionais roupas de Hariez ou as simples e rústicas roupas de Angopak. Apenas as excelentes botas de couro de wok trabalhadas artisticamente; fortes e funcionais, providas de bolsos e compridas até metade da coxa, pareciam comuns a todos eles; talvez imprescindíveis para caminhar nos desertos. Usavam seus cabelos compridos amarrados em complicados laços ou artisticamente trançados. Ostentavam brincos nas orelhas e anéis nos dedos, enquanto os angopakis nada usavam de enfeite, assim como os hariezanos; que só colocavam brincos em ocasiones especiais. Os angopakis cortavam o cabelo rente ao crânio e enfeitavam as botas com desenhos rústicos. As botas dos hariezanos careciam de qualquer enfeite a não ser simpl...

Mundos Paralelos - Capítulo 9-9.1

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Capítulo IX 9-9.1 30 de novembro de 2013. Cada uma das comunidades marcianas tinha uma característica; a de Darnián era sua vasta cultura geral. Eram exploradores, viajantes, tinham dado a volta ao seu mundo várias vezes, e apenas não se entendiam com os vizinhos de Hariez. A cidade-estado de Darnián estava situada a quase quinhentos kms ao sul do equador, na região de Paraná Vallis. Seus habitantes não gostavam dos seus rivais de Hariez, mas ao saber que Lon Vurián e seu grupo eram renegados e aliados dos visitantes, confraternizaram sem maiores problemas. Sua reação, ao saber que os visitantes ocuparam a Zona Contestada e resistiram à violenta pressão de Hariez; foi positiva. Já que não podiam ser donos da área; era melhor que caísse em mãos dos visitantes e não nas de Hariez. Por isso concordaram em construir o espaço-porto. A civilização darniana era a mais desenvolvida. Observadores do espaço e possuidores de excelentes equipamentos de rádio; fazia mais de 35 anos marcianos ou 67 ...

Mundos Paralelos - Capítulo 8-8.10

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8-8.10 30 de novembro de 2013. A nave; número de série D1H; rodou fora do hangar sobre 16 rodas de dois metros que a mantêm a três metros do solo. Tem 66 metros de comprimento e 38 de envergadura. A fuselagem de 10,40 metros de diâmetro. Antes era um container e foi montada em tempo recorde. As máquinas a rebocam até a cabeceira da pista. Logo as mangueiras enchem os tanques, enquanto caminhões carregam nas adegas três mil toneladas de ferro puro em barras. Aldo e seus irmãos abordam a nave para fazer seu vôo inaugural. Mara foi a primeira a subir. Após fechar a eclusa tomaram banho de raios germicidas, subiram ao compartimento de trajes e daí ao andar do controle de energia, onde Aldo abriu os 27 acumuladores dos 27 motores e quatro acumuladores da antigravitação. No andar seguinte uma porta comunicava com a sala de torpedos. Outra escada e chegaram à ponte, ocupando as poltronas; piloto e co-piloto à frente; navegador e engenheiro aos lados; capitão no meio e um pouco atrás dos outro...

Sobrevivendo a 2012 - Parte 5

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Sobrevivendo a 2012 - Parte 5 Aqui há um vídeo sobre uma das técnicas de armazenamento de alimentos em baldes com tampa. Segundo o vídeo, coloca-se uma pedra de gelo seco e depois o alimento. O gás carbônico toma lugar do oxigênio o que, segundo o autor, ajuda a não proliferar nenhum tipo de inseto. No depoimento final ele conta que armazenou desta mesma forma arroz em 1998, e após 13 anos, estava em perfeitas condições e sem alterações tanto no cozimento, quanto no gosto. http://youtu.be/qeOceduZ-qc O segundo vídeo , mostra uma dica do que armazenar em baldes. http://youtu.be/NrVgob6vq8c E depois por aí vai de tantas opções. Quem quiser assistir ao canal do youtube deste gordo vai se surpreender. Pena que nem possam usufruir plenamente dos vídeos, mas, fica o registro. Vejam aqui mais um exemplo, estes tambores com tampa e anel de pressão que ele adquiriu justamente para armazenar de tudo um pouco, comidas, roupas, eletrônicos, etc. Ele estima que para uma pessoas viver...

Mundos Paralelos - Capítulo 8-8.9

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8-8.9 14 de novembro de 2013. Lídia e Aldo debatiam o plano original de terra-formação de Valerión; semear microorganismos produzidos por engenharia genética em Antártica. Havia 1000 kg. de bactérias mutantes congeladas num container em órbita; que uma vez no solo iriam reproduzir-se vertiginosamente até multiplicar-se mil vezes num dia e cobrir o planeta extraindo dióxido de carbono. Depois seriam introduzidas cianobactérias para produzir oxigênio e logo depois bactérias mutantes produtoras de nitrogênio. Com isto a luz solar quebraria as moléculas de oxigênio nas partes altas da atmosfera para criar uma camada de ozônio capaz de proteger o planeta contra a radiação ultravioleta. Isto produziria chuvas suaves e serviria para encher os locais baixos como, por exemplo, o Vallis Marineris, no qual poderiam semear-se corais que absorvem o gás carbônico. Depois seriam introduzidos fungos, vegetais e insetos para polinizá-los. Esta parafernália científica estava congelada em órbita. O plano...