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Mundos Paralelos - Capítulo 4 - 4.3

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4 - 4.3. Após sepultar de novo o cadáver, empregaram o resto da manhã em adaptar os veículos. Colocaram flutuadores e um cabo para descer o barranco até a água. Para descer, pensaram explodir o barranco e formar uma rampa. O conhecedor o impediu: –Não é preciso expl odir nada. Há uma passagem ao sul. Além do mais, do outro lado, há muito barro. A não ser aquela rocha grande que marca o inicio da parte alta, o resto do terreno é mole embaixo, próximo da água. –Podemos voltar ao mesmo ponto depois, Borg? – perguntou Lon. –É só marcar o local em que estamos . –Os visitantes devem ter deixado rastos do outro lado – disse Nig, dando uma olhada demorada na rocha do outro lado. Daqui se vê um brilho na folhagem, Lon. –Um veículo! – exclamou Borg – Eles estão aí! –Não estão. – replicou Lon – Está abandonado. Viram que não poderiam atravessar com ele e o deixaram. –Façanha notável! – disse Borg – Estou inclinado a admirá-los por isso. –E o que fizeram? – quis saber Dorn. –Acha pouco? – r...

Mundos Paralelos - Capítulo 4 - 4.2

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4-4.2 O sol se levantava, iluminando aos poucos às diferentes formas vivas do deserto, seres diurnos que retomavam o cotidiano trabalho de procurar alimento para sobreviver, enquanto os seres noturnos recolhiam-se nos seus buracos. O sol fazia brilhar com inusitadas cores a nuvem de pó deixada atrás pelo veículo vermelho e cinza que marchava à boa velocidade pela borda do areal. Na cabine dianteira, Lon Vurián dirigia, enquanto ao seu lado, Vurón observava atentamente a floresta. Na cabine posterior, as companheiras preparavam lanches para os maridos. O veículo devorava os estádios rapidamente, embora o terreno fosse acidentado. –Já era para encontrá-los, Lon. Estamos na metade do caminho. –Estão atrasados. Algo deve ter acontecido. Danai apareceu pela porta interior e lhes alcançou bebidas quentes e comida. –Obrigado! – disse Vurón – estava fazendo falta. Comeram com apetite prestando atenção ao trajeto, intrigados pela demora da outra patrulha. Quando já tinham comido, Vurón perceb...

Mundos Paralelos - Capítulo 4 - 4.1

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4 -4.1 CAPÍTULO IV Interlúdio Sentados em pedras ao redor do fogo; quatro exploradores saboreavam uma boa comida; o arqueólogo Lon Vurián, junto à sua bela companheira, a biólo ga Danai, e o alto e musculoso paleontólogo Vurón Garlak com sua companheira, a também bela e não menos inteligente médica Irp-Sur. No meio deles, queimavam uns troncos dando luz mortiça, porém romântica na noite sem luas. Acamparam no limite entre a floresta do canal e o deserto de areia, após percorrer 1.600 estádios, no seu veículo de exploração movido sobre l agartas. A cidade e suas comodidades ficaram atrás. Respiravam o leve ar fresco da noite estrelada. Embora o fogo desse um calor agradável, talvez fosse melhor subir ao aconchegante veículo e dormir nos quentes beliches. Mas algo lhes impe dia de fazê-lo. Talvez o mistério da noite, de todas as noites; o brilho das estre las, o barulho abafado da floresta perto d eles; talvez o frio e as feras... Algo anima os exploradores a dormir junto à naturez...

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.20

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21 de maio de 2013. Ao anoitecer. Enquanto os homens descansados e ansiosos por atividade após um mês no espaço trabalhavam noite adentro à luz de holofotes; os quatro chefes reu niam-se ao redor do terminal, examinando as imagens coletadas pelos exploradores com intuito de tomar alguma atitude quanto ao resgate dos mesmos. –Como sabem – disse Inge – do outro lado do canal, 200 kms ao leste; há uma cidade da qual temos mais detalhes graças às imagens que vocês coletaram. Nossos homens atravessaram o deserto e estão á beira de um dos lagos que a delimitam. Aldo sabe que podemos pegá-los em qualquer momento com a Antílope , já que posso pilotá-la por meio do sistema. Afinal fui eu que a programei. –Mas agora estamos nós. Proponho ir buscá-los na minha nave – disse Elvis. –Acho que devíamos ir buscá-los, já que as naves devem ter sido avistadas, menos a de Elvis, que chegou em direção oposta. – disse Andrés. –Os marcianos devem ser cegos para não ter-nos notado... –disse Luis. –Podemo...

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.19

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20 de maio de 2013. –Antarte e Polaris solicitaram autorização de pouso, Elvis. Responda; agora manda você no acampamento – disse Inge. –Posso mandar, Reverenda, mas você está aqui há mais tempo. –Certo Elvis. Mandarei prosseguir. –Soltaram os containeres? – perguntou Inge. –Soltamos junto com os outros dois, Inge. É nossa órbita particular? Isto aqui em cima já é um estacionamento de shopping... – disse Andrés Rodríguez. –Ah, rapazes! Quê alegria...! –A alegria é nossa, Reverenda – disse Luis Fagúndez. –Mas... Desçam de uma vez! *******. Diário pessoal de vôo do capitão Luis Fagúndez; da Polaris. "Faltam 250 kms para o Ponto de Apoio. O chão corre vertiginosamente, o vemos admirados. A estibordo vemos o centro urbano relatado pelos Primeiros. São edifícios claros, piramidais ou cilíndricos. Há terras de cultivo... Pergunta: que tipos de vegetais podem crescer aqui...? Há dois lagos; depois começa o deserto com manchas verdes. Menos de 100 kms de deserto e vemos a faixa es...

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.18

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3.18 18 de maio, pela manhã. Inge, de plantão; sonolenta no rádio. De repente escuta-se a voz esperada: –Atenção, Ponto de Apoio, Antares, solicita permissão para pousar. –Seja bem-vinda Antares, que alegria! Entraram em órbita agora? –Não. Deixamos o container na órbita e estamos chegando do noroeste. –A que altura está? Não consigo pegá-lo com o radar. –Temos a camuflagem ligada, estamos a mil metros de altura. –Desçam para 500 metros. Qual a sua distância? –Cinqüenta kms do Ponto de Apoio. Em um minuto estaremos sobre vocês. –Muito bem. A pista está orientada de leste a oeste. –Obrigado. Inge foi ao armário e equipou-se para sair; não sem antes acordar os outros. *******. A nave começou a descer quando o capitão Elvis avistou o acampamento. A Antares baixou as rodas e tocou a pista endurecida pela tecnologia antártica. Os freios dianteiros diminuíram a marcha antes do final da pista. Em segundos a segunda nave antártica em Marte detinha-se com os motores ainda fume...

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.17

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3.17 17 de maio, noite. –Hoje saímos da floresta. Deveria ver a diferença, Tama. Deste lado é um deserto com vegetação do tipo rústico, as imagens já estão chegando, acho. –Chegaram e estou gravando para o sistema – respondeu a doutora Tamara Wilkins, que estava de plantão. –Como vê, há pequenos animais que fazem buracos no chão para esconder-se de nós. Encontramos o formigueiro. Vivem organizados com o nossas formigas, imagino que deverão ter rainha. Chegamos perto e nos atacaram. Lúcio queria disparar-lhes foguetes, mas eu disse para economizar, portanto atirei com a pistola do falecido. Contei os tiros e somei os dois que tinha disparado quando aprendíamos seu manejo. Vinte tiros. Uma arma e tanto. Os restantes quatro carregadores estão cheios, temos 80 tiros. Destroçamos o formigueiro e dispersamos as formigas, mas achamos que se reagruparão logo. Não importa, não representam perigo. –Pois é, Aldo – concordou Nico – mas há suficiente mantimento para voltar? –Aí é que está, Nic...