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Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.11

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1.11 –Não! Deixem o doutor atendê-lo! – ordenou o que comandava o grupo. –Mas, Morris, para quê deixá-lo viver? – perguntou o chamado David. –Deixe que o levem para a base. Menos gente aqui para nos atrapalhar. –Certo, certo! Vocês! – disse o lacaio da Nova Ordem Mundial dirigindo-se a Nico e Lina – Levem o sujeito para fora, rápido! Nico e Lina puxaram o corpo sem peso de Eric as dependências da pequena estação de abastecimento que dispunha de enfermaria e médico de plantão permanente. –O que vocês querem? – perguntou o capitão. –Eu já disse. Vocês vão nos levar à Lua – disse o chamado Morris – se não querem que lhes aconteça o mesmo que a seu colega. –Quê lugar? –Base militar número um. –Recém chegamos da Lua – disse Leif, tentando ganhar tempo – estamos sem combustível... –Sabemos – replicou o chamado Morris – e também que mente quanto ao combustível, capitão. –Está bem! Desembarquem as mulheres – disse Leif por fim. –Nada disso – replicou o chamado Morris – as vagabundas vão com a ...

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.10

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1.10 –Vamos para a Lua. O senhor irá nos levar ou alguém leva uma bala! Lina gritou e distraiu os facínoras. Eric Wilkins tentou proteger Lina. –Miserável...! – gritou Eric, voando com habilidade na gravitação zero e tentando desarmar o criminoso mais próx imo. Ambos homens lutaram no ar e em seguida ouviu-se um disparo. O retrocesso da arma separou os dois homens. O corpo de Eric afastou-se em direção à escotilha aberta, ligada no tubo sanfona, enquanto o sangue flutuava no ar. –Assassino! – gritou Lina Antúnez – Matou o meu Eric! –Quieta mulher! – ordenou o que atirara, apontando à jovem. –Pare, David! Está louco? – gritou um deles – Perfure a bala uma parede e morremos todos! –Tem razão, James. Mas o imbecil me provocou! –Chega! – disse Leif, alterado pela raiva – já vimos do que são capazes. –Ele está vivo! – exclamou Eva. –Não é probl ema, vai morrer logo! – replicou o chamado David. –Seu... Seu desumano! – gritou Lina transfigurada – Nós podemos salvá-lo! –Por quê? – disse o cha...

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.9

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1.9 –Terminando manobra de amarre. Fechar garras de atracação – respondeu em perfeito espanhol a voz clara de Leif – Selene III desliga. Eva, com seu capacete nas mãos, disse: –Acho que está na hora. Eric? –É um prazer – responde o médico estendendo a mão para abrir a escotilha. Eric não conseguiu abrir, e notou uma certa vibração do outro lado: –Tem algo errado. Parece que estão forçando por fora. Nesse momento a escotilha se abriu violentamente e a nave foi abordada por três comandos ao serviço da ditadura, armados de pequenas pistolas automáticas. –Ninguém se mexa ou atiro! – gritou um deles apontando sua arma. –Obrigado por abrir – disse o segundo, flutuando para dentro no ambiente de gravitação zero – a escotilha estava difícil de abrir pelo lado de fora! –Agora para trás! – gritou com prepotência o terceiro. –Mas o que é isto? – perguntou escandalizada a doutora Klinger. Silêncio! – gritou o primeiro; e dirigindo-se à Dra. Lina Antúnez: –Você aí, mulher!... Tire já esse capacete!...

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.8

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1.8 Recém chegada à base orbital desde a Lua; a Selene III comandada pelo capitão norueguês Leif Stefansson e tripulada pelos doutores Nico Klinger, Eric Wilkins, Eva Klinger, Tamara Wilkins e Lina Antúnez; retornando à Antártida após uma missão no Hospital Lunar; estava atracando na doca. – Seja bem vinda, Selene III! – radiou o operador da base orbital. –É sempre bom voltar – disse Leif Stefansson – diminuindo velocidade agora. –Confirme atracação na escotilha Dois. Nesse momento a jovem médica alemã Eva Klinger entra na ponte: –E então, Leif? Posso avisar o pessoal? –Sim, Eva. Já alcanço vocês. –Não demore ou deixamos você aí – disse Eva, sorridente, antes de passar para as dependências interiores da nave onde anunciou: –Certo, pessoal! Chegamos em casa. Todos dentro dos trajes! Em seguida, dirigindo-se ao médico australiano Eric Wilkins, que flutuava na sala de estar, com um livro de biologia espacial na mão, disse: –E você, Eric? Ainda não acabou esse livro? –Já, mas comecei de no...

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.7

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1.7 Tragédi a. Longe estavam aqueles jovens de imaginar que muito cedo os aconteciment os precipitar-se-iam. Muita gente não marcada trabalhava na Lua; na cons truç ão de bases, desafiando o governo mundial. A Lua estava ao alcance de mísse is do braço armado da ditadura; os Estad os Unidos. No século XX foram assinados tratados obrigatórios de suspensão de testes nucleares com intuito de que ape nas aquele país; futuro xerife do governo mundial; estivesse armado. Membros do Grupo dos Treze, fa mílias e correligionários, estavam enquistados em pontos c have do s governos des de antes de a nunciar ao mundo qu e ele s mandavam de fato; ocultos desde séculos imemoriais. A Humanidade não sabia que era escrava, porqu e o melho r escravo é aquele que não sabe que é escravo. Os que recusaram a marca era m caçados e ex ecutados, apesar de que , quando nas sombras, os atuais inimigos da raça humana sempre lutaram pelos c hamados dire itos humano s e pela abolição da pena de morte em todos os ...

Como nasce um personagem de romance

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Reproduzo aqui um e-mail... ...que receb i há um ano do autor de " Mundos Paralelos ": (Alguns nomes e endereços de lugares foram retirados ou mudados em res peito à privacidade do autor e da família Cardelino) . M.J.S "Caro Martin: Mando-te e m anexo o Sermão do Padre Caselli . Logo do telefonema de hoje, qua n do di ssestes que estavas na reunião de família, resolvi que v ou te mandar, se já não te mand ei, (Est e Dr. Alzheimer...!) uma lista excel de personagens vivos, mortos e por morrer, em ordem de aparição, que fiz para não me perder. Copiei a ideia de Charles Dickens . Em Londres do século 1 9 ele não tinha o Excel 2000 da Microsoft do Bill G ates, e por isso mandav a fazer uns bonequinhos de barro com um cera mista viz i nho, que colocava encima da mesa. Quando o sujeito (ou sujeita) em questão morria, ele queb rava o bonequinho. No capítulo 14 acontecerão os "terríveis acontecimentos de março", mencionados na fo to de ar quivo que te mandei...

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.6

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1.6 –Chegamos, desçam. Caminharam por um corredor cheio de portas, em que homens e mulheres iam e vinham atarefados. Ao final entraram num elevador. –Subimos ou descemos? – perguntou Mara. –Subimos. Segundos depois, abriram-se as portas e passaram a um hangar de vinte e cinco metros de altura; setenta de largura e cem de comprimento, no qual estava sendo introduzida, puxada por um trator, vinda de um local ainda maior, a nave Antílope ; de cor prata brilhante, com quarenta e oit o metros de comprimento, vinte e dois de envergadura, dezessete de altura e 5,40m de diâmetro. –É belíssima – admirou-se Inge. –Como podem ver tem um trem de pouso de dez rodas de dois metros de diâmetro repartidas em três jogos. Cinco motores no tubo principal, um em cada um dos seus três tubos laterais, que estão quase grudados à fuselagem para dar maior estabilidade ao conjunto quando se voa na atmosfera. Como podem ver também tem quatro motores de freio na proa e quarenta motores de manobra. O que acham? –F...