sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 6 - 6.5

6-6.5
Incendio!

As chamas, alimentadas pelo encanamento de oxigênio, subiam a grande altura; as paredes e o teto derretiam-se como cera. Os depósitos de hidrogênio, oxigênio, peróxido e deutério explodiam, os encanamentos retorciam-se como serpentes de fogo, e o escapamento de oxigênio fervente cobria a estrutura com espinhas incandescentes de viva cor azul e branco. A temperatura começou a subir, afetando inclusive aos marcianos que observavam do outro lado da cerca magnética.


Os homens desdobraram as mangueiras ligadas ao poço e o reservatório. O encanamento vomitava milhares de litros de água por minuto sobre o fogo e os reservatórios intocados ainda pelo fogo; consumindo mais água da que o poço produzia. Em seguida foi preciso usar água do reservatório. Elvis, num ato desesperado, abordou a Antarte, fez a nave pairar sobre o fogo e descomprimiu milhares de litros de água da reserva da nave sobre a fábrica. No obstante, nem a água nem os extintores químicos podiam conter o fogo; aquela se evaporava pelo calor e estes eram insuficientes. Apenas podiam impedir que o incêndio se propagasse aos enormes reservatórios de combustível recém fabricado, a maior parte vazia.


A fábrica de vitroplast estava em perigo pela sua proximidade. Os jatos d'água dirigiram-se a ela em previsão de danos maiores. O centro de abastecimento das naves estava em perigo por sua proximidade e pelos encanamentos.


A tripulação da Prometeo com seu capitão à frente, introduziu-se dentro da fábrica em chamas. Protegidos por jatos d'água das mangueiras e seus trajes de vôo incombustíveis, resgataram a maquinaria insubstituível pouco antes que se derrubasse a superestrutura do edifício. Em meia hora a Antarte esgotou sua água, assim a do reservatório principal.


–Chega! – gritou Aldo com o rosto alterado – Não gastem mais água!


–Mas já o temos sob controle... – começou dizendo Tom Silveira.


–Deixem queimar. Já salvaram o material insubstituível e não tem objeto gastar água. Custará muito recuperar a que perdemos.


–É verdade – respondeu Tom – Rapazes! Só não o deixem alastrar-se!


E dirigindo-se ao capitão:


–Se os tanques de oxigênio não vazassem constantemente, o fogo já teria se
apagado com o frio e a baixa pressão.


–Desligaram a tubulação principal?


–Sim, mas as válvulas dos cilindros subterrâneos derreteram-se e não há maneira de fechá-las.


–Há perigo de explosão?


–Não, acho que não.


–Há muito oxigênio nos depósitos?


–Vai queimar até amanhã. Talvez o frio ajude, à noite a temperatura desce a menos 30 graus...


–Isolem o local e fechem a base até nova ordem. Quero um inventário de danos e saber quando poderemos começar a reconstruir e recomeçar a produção.


Depois disso, Aldo encaminhou-se ao seu alojamento, caminhando devagar e ouviu nos seu capacete a voz de Tom:


–Presumo que adiaremos a viagem à Terra...


–De momento sim.


Aldo foi para seu alojamento. Já era noite fechada, mas ninguém o notou, devido ao vivo resplendor do incêndio. Alguém o seguia: Chiyoko.


–Isto me dói – ouviu Aldo nos fones – Vejo-o triste.


–Não te preocupes – respondeu ele – Não é a primeira das minhas provações.


Estavam chegando ao alojamento dele. Entraram.


–Aldo-San, não deve abalar-se na desgraça – disse Chiyoko num tom de esposa de samurai; enquanto as válvulas funcionavam.


–Eu não me abalo, eu sou um antártico – respondeu Aldo secamente, abrindo a viseira do capacete quanto a pressão se equilibrou.


–Prefiro tê-lo morto nos meus braços a vê-lo derrotado – disse ela abrindo a viseira do capacete.


Aldo tirou o capacete e a mochila, colocando-os nos cabides, pensando que o palavreado da moça era romântico demais, clássico demais. Talvez muita leitura do gênero medieval; nobres damas, valentes samurais e corajosos ronins...
Foi até a janela. Ela ficou do seu lado. As chamas produziam sinistros reflexos nos seus rostos e ele achou que podia responder-lhe à altura dos romances:


–Morrerei nos teus braços antes de abandonar este mundo sem tê-lo conquistado. Isso é uma promessa.


Ouviu-se o barulho da eclusa e em seguida penetraram Lúcio, Boris os irmãos de Aldo, Inge e Leif. Ao ver à japonesa, Inge e Mara não ocultaram sua surpresa.


–Aldo – disse Boris – isto foi negativo para o moral. Alguns querem voltar.


–Leia-se; o geólogo argentino, o bioquímico inglês, o zoólogo peruano e o botânico angolano que vieram comigo na Antarte – disse Elvis.


–Imaginava isso. Vocês querem voltar?


–Claro que não – disse Boris.


–Ninguém entre os meus quinze principais quer ir embora?


–De forma alguma – respondeu Lúcio.


–Muito bem – Aldo estava mudado, parecia outra pessoa – mas... Para quê vieram em comissão a dizer-me uma coisa que poderiam ter me dito pelo rádio?


Os outros se olharam em silêncio.


–Espero uma resposta – disse Aldo falando em tom de capitão.


–Pois... – começou Leif.


–Estamos na expectativa – cortou Boris – para ver o que você decide.


–Parece-me bem que lembrem quem manda aqui.


–Não diga isso, Aldo – interveio Mara com severidade – Não é justo conosco.


–Perdão, querida; mas pensei ter percebido um, digamos, indício de falta de confiança em mim por parte de vocês, para não ofendê-los com a palavra “motim”.

–Aldo! – gritou Mara.


–Foi o que deduzi quando os vi entrando aqui em bando, maninha.


–Aldo tem razão – interveio Elvis.


–Estou de acordo – disse Marcos – devíamos ter usado o rádio.


Inge, até esse momento mantivera-se em silêncio. Abraçou-o e disse:


–Se confiamos nele até agora, seria bom continuar confiando.


–Claro! – exclamou Mara.


–Até agora tudo funcionou bem – disse Aldo – Se nestes 58 dias que levamos aqui, consegui levar o projeto adiante, penso que seria muita sujeira por parte dos camaradas, querer abandonar-me ao primeiro tropeço.


–Chama tropeço a isto? – explodiu Leif – Queima-se nossa principal fonte de energia e para você não é mais do que um simples tropeço?


–O que quer que eu faça? – Aldo encarou o irmão de Inge com olhar glacial e gritou: – Que me atire no chão para chorar, gritar e arrancar-me os cabelos?


–Não foi isso que eu quis dizer... – Leif suavizou a voz.


–Já vi que quando estão sob pressão externa, desnorteiam-se todos.


–Mas... – Leif ainda queria dizer algo, mas Aldo o cortou:


–Parece que sou bom só quando tudo funciona às mil maravilhas.


Eles se entreolharam envergonhados.


–Minhas ordens são lógicas e devem ser cumpridas ao pé da letra, sem discussão, gente! Senão isto não vai funcionar...! Não vai mesmo!


Ninguém respondeu. Todos abaixaram a cabeça. Aldo estava irritado. Seus irmãos e seus mais íntimos colaboradores deram um passo em falso, como se um espírito maligno os dominasse, fazendo-os discordar, o que nunca antes aconteceu, como querendo separá-los. No mesmo tom disse:


–Se tivemos capacidade para chegar aqui, teremos também para conquistar este mundo. Vamos ver se merecemos ficar nele!... Entenderam?


No silêncio que se fez, ouviu-se o suspiro de Inge.


–Mereço ficar. Perdi minha infância melhorando o IS-TRES do meu pai anos a fio, para servir à Causa, detonar a Internet do inimigo e programar todas estas naves.


–Mereço ficar – disse Boris – Explorei a Lua, ajudei a construir a Antílope e lutei na floresta, no canal e no deserto, com as feras e os aborígines marcianos.


–Também mereço ficar – afirmou Elvis – não trabalhei todos estes anos e nem comandei uma nave todos esses milhões de kms à toa.


Um a um foram dando seus motivos. Finalmente Aldo disse:


–Somos a máxima autoridade da comunidade. Não podemos desentender-nos, senão tudo irá para o inferno, como os marcianos querem.


Inge deu um pulo:


–É isso!


Vários pares de olhos fixaram-se nela. Inge, como sacerdotisa odínica, tinha uma sensibilidade superior. Mara perguntou:


–Isso... O quê?


–Os marcianos. Pode ser que nos tenham influenciado de alguma maneira que ignoramos. Pode até ser que a explosão da fábrica tenha sido coisa deles.


–Inge, é isso mesmo – concordou Aldo recuperando sua compostura – Mas há que esperar o informe dos peritos para saber se a explosão foi acidental.


Nesse momento entrou Tom Silveira, com seu traje coberto de cinzas.


–Dominamos o fogo – anunciou, abrindo a viseira – não se estenderá.


–E os danos?


–Perdemos a fábrica, capitão. O combustível novo está à salvo e o anterior também, não perdemos nem uma gota. Salvamos o equipamento robótico e os secundários. O vitroplast perdido não é problema, podemos fazer mais. A única coisa que ficou no fogo foi o forno de gaseificação de urânio e plutônio. Esperemos que agüente o calor sem derreter-se. Há chances.


–O que me diz da água e do oxigênio? Perdeu-se muito?


–O oxigênio não é uma grande perda, só está queimando o destinado à fábrica, e perdemos noventa por cento da água, mas não haverá racionamento. Com o poço,
num mês, recuperaremos toda a que perdemos. Isso é tudo, capitão.


–Obrigado Tom.


Aldo dirigiu-se aos outros:


–Já ouviram.


Leif, ainda magoado, atreveu-se a intervir:


–Mas vá trazer 400 pessoas que comem, bebem, respiram, tomam banho, iluminam-se, esquentam-se e para isso precisam energia. E a energia precisa do reator principal que precisa combustível que agora não podemos fabricar.


–Se isso era o que lhe preocupava, devia ter falado antes, Leif. Venha aqui, vou mostrar-lhe números. Os outros, cheguem perto!


Aldo ligou seu terminal.


–Trouxemos da Terra, 2.920.000 litros. O reator gasta diariamente dois barris e meio por dia. Em 58 dias que estamos aqui já gastou 29.000 litros. Sobram 2.891.000. Hoje abastecemos as naves que vão voltar com 144.000 litros e sobram, pela tabela, 2.747.000 litros. Se restarmos a isso os 14.000 litros que gastamos com a maquinaria e outras despesas diversas, restam 2.733.000 litros nos reservatórios. Se continuarmos como até agora, gastando 500 litros por dia no reator, com luz, escudo de força e o mais, mas sem abastecer naves, o fluído acabar-se-á em 14 anos e 360 dias, quase 15 anos. Exatamente 14,97534246575 anos.


Lúcio deu uma risada:


–Se trazemos 400 colonos, o fluído durará cinco vezes menos, mas é claro que muito antes a fábrica estará funcionando.


–Além disso – disse Aldo – há meio milhão de litros de combustível novo para a viagem a Júpiter; não incluído neste cálculo. Sem contar com outro meio milhão de litros ainda em órbita nas naves robôs que já chegaram.


Leif viu que tinha se precipitado. Acalmou-se e disse:


–Desculpe Aldo. Fui um estúpido.


–Não foi nada, Leif. Entendo seus motivos. Como Inge disse, também estou começando a achar que esta nossa discussão boba escapa ao nosso controle. Não é
somente o estresse que nos deixa meio loucos.


–Devemos investigar isso – disse Inge – eu sinto que há algo.


–Sim, devemos indagar entre os marcianos – interveio Elvis – e não deixar que percebam que estamos desconfiando deles.


–Não suspenderemos em forma alguma a viagem à Terra – disse Aldo – avisem aos capitães que se preparem para decolar amanhã à tarde.


Imediatamente entraram na eclusa, Chiyoko incluída. Inge observou-a quando a porta fechou-se, abstraída em pensamentos não muito agradáveis.
De repente notou que todos na eclusa olhavam-na.


–O que há?


–Põe o capacete – disse Mara.


Todos começaram a rir enquanto os exaustores assobiavam.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 6 - 6.4

6-6.4
16 de junho de 2013.

Final de tarde no alojamento de Aldo. Os capitães já sabiam que suas famílias seriam trazidas. Era tudo o que faltava para alegrar-lhes o dia.


–Com as naves recondicionadas com novos motores e combustíveis, vamos ver quem volta para buscar os colonos. A Antílope e a Antarte ficam aqui, assim como
a Ikeya-Maru. O capitão Fuchida voltará na Antarte, com Andrés. Junto com a Polaris e a Ares I. Recolherão o pessoal lunar. Na Ares II irá Maya Terasaki com Alfredo, comandando o grupo que embarcará pessoal em Antártica. Dois tripulantes em cada nave na ida. Piloto e navegador. Na volta trarão containeres e cinqüenta passageiros, meio apertados em cada nave. Mas a viagem será rápida.


–Quando partimos? – perguntou Willy Medina, da Procion.


–Assim que se ponha o sol. Carregue 53.000 litros de combustível em cada nave. Na volta contarão com foguetes auxiliares.


Um rebuliço se fez no do alojamento. O cronograma estava sendo acelerado.


–E quanto a Ikeya-Maru? – perguntou o capitão Fuchida.


–Não se preocupe. Está protegida pelo escudo, e sua gente ficará trabalhando conosco na base. Nos encarregaremos de que nada lhes falte. Ainda há material na
Ikeya-Maru, que deveremos trazer. Alguma pergunta; senhores?


–Não.


–Podem retirar-se. Vejo vocês na pista.


Ao sair o último, Aldo assomou-se à janela e os viu indo aos seus alojamentos, misturando-se na multidão de seres que circulavam, entre terrestres e marcianos do líder Vurián, que trabalhavam em obras simples. Havia gente de Hariez, que veio em seus veículos para observar os visitantes, por curiosidade. Vurián convencera seus concidadãos que os visitantes não representavam mais perigo do que os darnianos, seus rivais ancestrais.


Aldo retirou-se da janela e examinou um mapa, onde se via o acampamento e a base marciana, vinte kms ao sul. Podia ver a urbe de Darnián, que lhe despertava curiosidade e uma vontade imensa de entrar em contato com seus habitantes. O Ponto de Apoio estava bem longe dos centros urbanos do hemisfério, embora houvesse outros mais afastados. Se os tivesse escolhido talvez não saberia todo o que sabia agora. Esperava conseguir sua permanência no local pacificamente, sem tomar medidas drásticas em relação aos nativos.


De repente ouviu o barulho dos exaustores, as válvulas e o assobio do oxigênio penetrando à pressão na eclusa. Acendeu-se a luz verde e abriu-se a porta interior
dando passo a duas pessoas despojando-se dos capacetes, pendurando-os nos cabides ao lado da porta. Eram Chiyoko e Márcio Zenkner; engenheiro de máquinas da Audaz.


–Com licença capitão – disse o recém chegado em português.


–Pois não – disse Aldo no mesmo idioma, que dominava à perfeição.


–As naves estão abastecidas – disse o brasileiro alto e loiro – precisamos fechar a base, porque agora os nativos atrapalham, capitão.


–Feche. Limpem tudo e retirem o que não for imprescindível no terreno.


–Sim senhor. Já está sendo feito conforme sua ordem. Alguma outra coisa?


–Não. Pode se retirar.


Márcio cumprimentou e entrou na eclusa. Aldo voltou-se para Chiyoko.


–E você, pequena jovem. O que faz aqui? O que deseja?


–Saber qual será minha função aqui, meu senhor.


–Você é navegadora, sua função é no espaço.


–Por quê, então, não embarquei nas naves que retornam?


–Será uma viagem difícil, já há dois navegadores na frota e a volta será ainda mais difícil com naves superlotadas. Você está na reserva por enquanto.


–Ouvi dizer que haverá uma viagem a Júpiter até o fim do ano. Haverá lugar para mim nessa jornada?


–Talvez. A nave será terminada de montar em novembro, segundo seu avô.


–Gostaria muito de ir.


A conversa era banal. O verdadeiro assunto era referente a ambos. Apesar da sua pouca experiência com mulheres, Aldo não deixava de ter aquele sexto sentido que lhe salvaria a vida no futuro. Algo lhe arranhava por dentro, ao respeito da jovem japonesa e surpreendeu-se a si próprio aceitando o fato. Apesar do seu amor por Inge, Aldo nunca sentira ainda, por uma quase desconhecida, o que estava sentindo por esta jovem: uma intensa atração sexual... E a jovem parecia corresponder-lhe. Num impulso, colocou a mão na nuca dela e beijou-a na boca.


–Meu senhor! – protestou Chiyoko quando pôde soltar-se do abraço.


–Gosto de ti – disse ele, lembrando vagamente que os japoneses, ao igual que outros povos orientais, não se beijam, pelo menos em público, por ser um ato obsceno.


–Eu também gosto muito do senhor – Murmurou ela entre lágrimas.


–Por que choras?


–Por isso mesmo, senhor. Não sei o que me acontece, eu o amo, senhor.


–Não chores por isso.


–Mas é uma desgraça!


Aldo pensou um pouco. Percebeu que sim. Que era uma desgraça.


–É um pecado, porque o senhor não me ama, e nem nunca poderá amar-me. Amaldiçoado seja o instante em que cheguei aqui!


De repente tremeu o solo e ouviu-se uma explosão terrível e pela janela entrou
uma brilhante luminosidade.


–A fábrica de combustível! – gritou Aldo desesperado.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Inversão dos Pólos nos Jornais Ingleses


Buracos no campo magnético do planeta sugerem que os pólos podem ''trocar'' de lugar


Jonathan Leake - The Sunday Times

http://1.bp.blogspot.com/_5f8TWVrIi64/SrKpOzmN-jI/AAAAAAAACkg/zz6rGqABBYo/s400/campo-magnetico.jpgLONDRES - O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética.
Há muitos anos se sabe que o pólo norte muda de lugar,mas achava-se que era um movimento pendular, conhecido pelos físicos e geodésicos como "Declinação Magnética", também levada em consideração em levantamentos topográficos e mais recentemente em georreferenciamentos, porém o que se tem visto é que o Polo Norte já se deslocou mais de 400 km ao sul desde os anos 80 e não retornado à sua posição original, como se pensava no "movimento pendular".

Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar.

Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.

A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas.

''Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter'', diz o pesquisador.
http://zapper.xitizap.com/xitizap%2014/img19.gif


O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.

A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.

Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: ''Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última.''
Impacto
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,16156702-EX,00.jpgA mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra.

A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo ''vento solar''.Outra hipótese é a de que a mudança nos pólos teria influência nos terremotos e tsunamis cada vez mais frequentes de algum tempo para cá.
O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições.
A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro. A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação.
O ponto zero e a mudança das eras do calendário Maia
http://foradoninho.files.wordpress.com/2009/05/maiacalendarimg.jpgProfecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno. Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência vibratória da Terra.

O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.

O texto que o Guia Lótus agora veicula é baseado nas informações que enfoca o trabalho do geólogo norte-americano Greg Braden, maior estudioso do fenômeno.

Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do livro "Awakening to Zero Point " (Despertando para o Ponto Zero – ainda não traduzido para o português) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno e suas possíveis conseqüências para a humanidade.

Greg Braden está constantemente viajando pelos Estados Unidos e marcando presença na mídia demonstrando com provas científicas que a Terra vem passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na freqüência ressonante da Terra (a chamada Ressonância de Schumann).

Quando a Terra perder por completo a sua rotação e a freqüência ressonante alcançar o índice de 13 ciclos, nós estaremos no que Braden chama de Ponto Zero do campo magnético.

A Terra ficará parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que na direção oposta. Isto produzirá uma total reversão nos campos magnéticos terrestres.
Freqüência de base crescente
http://4.bp.blogspot.com/_tgMSn4wibhA/SMQ7v2GOwcI/AAAAAAAAAXs/V0uq4BhXN_A/s320/shumann_ondasatm.gifA freqüência de base da Terra, ou ''pulsação'' (chamada Ressonância de Schumann, ou RS), está aumentando drasticamente. Embora varie entre regiões geográficas, durante décadas a média foi de 7 e 8 ciclos por segundo. Esta medida já foi considerada uma constante; comunicações globais militares foram desenvolvidas a partir do valor desta freqüência. Recentes relatórios estabeleceram a taxa num índice superior a 11 ciclos.

A ciência não sabe porque isso acontece – nem o que fazer com essa situação. Greg Baden encontrou dados coletados por pesquisadores noruegueses e russos sobre o assunto – que, por sinal, não é amplamente tratado nos Estados Unidos.

A única referência à RS encontrada na Biblioteca de Seattle está relacionada à meteorologia: a ciência reconhece a RS como um sensível indicador de variações de temperatura e condições amplas de clima.

Braden acredita que a RS flutuante pode ser fator importante no desencadeamento das severas tempestades e enchentes dos últimos anos.
Campo magnético decrescente
Enquanto a taxa de ''pulsação'' está crescendo, seu campo de força magnético está declinando. De acordo com professor Banerjee, da Universidade do Novo México – EUA, o campo reduziu sua intensidade à metade, nos últimos quatro (4) mil anos. E como um dos fenômenos que costuma preceder a inversão do magnetismo polar é a redução deste campo de força, ele acredita que outra inversão deve estar acontecendo.

Braden afirma, em função disso, que os registros geológicos da Terra que indicam inversões magnéticas também assinalam mudanças cíclicas ocorridas anteriormente. E, considerando a enorme escala de tempo representada por todo o processo, devem ter ocorrido muito poucas dessas mudanças ao longo da história do planeta.
Impacto sobre o Planeta
http://zapper.xitizap.com/xitizap%2014/img19.gifGreg Braden costuma afirmar que estas informações não devem ser usadas com o objetivo de amedrontar as pessoas.
Ele acredita que devemos estar preparados para as mudanças planetárias, que irão introduzir uma Nova Era de Luz para a humanidade: iremos além do dinheiro e do tempo, com os conceitos baseados no medo sendo totalmente dissolvidos.

Braden lembra que o Ponto Zero ou a Mudança das Eras vem sendo predito por povos ancestrais há milhares de anos. Têm acontecido ao longo da história do planeta muitas transformações geológicas importantes, incluindo aquelas que ocorrem a cada treze (13) mil anos, precisamente na metade dos vinte e seis (26) mil anos de Precessão dos Equinócios.


O Ponto Zero ou uma inversão dos pólos magnéticos provavelmente acontecerá logo, acredita Braden. Poderia possivelmente sincronizar-se com o biorritmo de quatro (4) ciclos da Terra, que ocorre a cada vinte (20) anos, sempre no dia 12 de Agosto. A última ocorrência foi em 2003.
Afirma-se que depois do Ponto Zero o sol nascerá no oeste e se porá no leste. Ocorrências passadas, deste mesmo tipo de mudança, foram encontradas em registros ancestrais.


Os reflexos na vida humana


Greg Braden assinala que as mudanças na Terra estarão afetando cada vez mais nossos padrões de sono, relacionamentos, a habilidade de regular o sistema imunológico e a percepção do tempo. Tudo isso pode envolver sintomas como enxaquecas, cansaço, sensações elétricas na coluna, dores no sistema muscular, sinais de gripe e sonhos intensos.

Ele associa uma série de conceitos de ordem esotéricos aos processos geológicos e cosmológicos relacionados ao Ponto Zero. Para Braden, cada ser humano está vivendo um intenso processo de iniciação.

O tempo parecerá acelerar-se à medida que nos aproximarmos do Ponto Zero, em função do aumento da freqüência vibratória do planeta: 16 horas agora equivaleriam a um dia inteiro, ou seja, 24 horas.

Durante o fenômeno da mudança, aponta ele, a maior parte de tecnologia que conhecemos deverá parar de operar. Possíveis exceções poderiam ser em aparelhos com tecnologia baseada no ''Ponto Zero'' ou Energia Livre.

domingo, 18 de setembro de 2011

Mars World That Never Was

O Mundo que Nunca Foi.
O Filme aqui embaixo... é sobre o mundo que é tema central do primeiro capítulo de Mundos Paralelos.

Um planeta sobre o qual teceram-se inúmeras hipóteses nos últimos 150 anos.

Um planeta que poderia ter sido e nunca foi...

Ou talvez foi?

Só saberemos o dia em que o homem ponha os pés nele.

Por enquanto ele ,o fez somente nos Mundos Paralelos.