sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sobrevivendo a 2012 – Parte DOIS.

Sobrevivendo a 2012 – Parte DOIS.
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Uma outra idéia mirabolante que se me ocorre para salvar minha pele e da minha família em 21 de dezembro de 2012, (danem-se as jirafas, (Girafas) os elefantes, os tigres e principalmente as antas!) é a construção de um dirigível mais ou menos como este da foto (meu pai que bateu) de junho de 1934, quando o Graff Zeppelin alemão passava sobre Montevideo, Uruguai, indo em direção a Buenos Aires, Argentina:





Os alemães inventaram isso no início do século XX e fins do XIX.

O Conde Ferdinand von Zeppelin foi o inventor cujo nome ficou para sempre associado à sua invenção, assim como Ford.




Vejam o enorme Zeppelin pousado em Buenos Aires em Junho de 1934... Era grande mesmo!




Mas vejam as medidas do segundo dirigível, aquele do filme, que foi sabotado por um agitador pró-guerra ao chegar aos Estados Unidos.
O troço era grande mesmo, comparem com um dirigível atual e um Boeing 747:






Poderia ser uma so
lução mais barata do que a arca, e a estação espacial (outra idéia mirabolante) e, tendo em conta de que pode manter-se no ar por tempo indefinido, mais do que um Antonov 225 e um Boeing 747, sem falar no consumo mínimo de combustível, poderia ser o achado ideal para escapar.



Vejam como é simples:


Era um aparelho bem eficiente, com o defeito de ser carregado com o inflamável hidrogênio, já que o hélio, um gás neutro não inflamável (embora menos eficiente), era monop
ólio dos Estados Unidos, que se negaram a vende-lo aos alemães nos anos trintas porque já estavam com a idéia de fazer-lhes a guerra desde 1934, e não queriam que o futuro inimigo tivesse mais essas vantagens.

Nada novo sob o sol; mais o menos como a celeuma atual e rasgação de vestiduras por conta da energia atômica dos iranianos nos dias de hoje, mas isso é outra história, e como digo sempre:

AQUELE QUE ESQUECE A HISTÓRIA; É OBRIGADO A REPETI-LA!

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Porquê sou trekker

Só para trekkers

A Série Clássica lançada em 1966, foi um divisor de águas entre a “Velha” e a “Nova” Ficção Científica.

Assim como as histórias de robôs, nunca foram as mesmas após as Três Leis da Robótica de Isaac Assimov, (Eu Robô), As historias espaciais nunca foram as mesmas depois da Diretriz Primeira de Roddemberry.

Antes de Star Trek, os filmes e seriados de FC eram Negativistas. ETs em discos voadores, tentando invadir e dominar a Terra ou então futuros apocalípticos, com a tão temida Terceira Guerra Mundial, um mundo contaminado pela radiação, humanos mutantes deformados, etc.

Os filmes negativistas eram o padrão, para quem quisesse produzí-los. Os escritores não fugiram à regra, Ray Bradbury com “Virão Chuvas Suaves”, “Fahrenheit 451” e “O Holandês Voador”, Forrest Ackerman com “The Mute Question”, e inclusive Marion Zimmer Bradley, com “The Climbing Wave”.

Nem sequer Gene Roddemberry conseguiu fugir do tom geral, já que ele situa uma Terceira Guerra Mundial no ano de 2053. Mas ele deu uma chance à raça humana: ele nos deu em 5 de Abril 2063, Zefram Cochrane. A partir daí, temos um universo no qual todos gostaríamos de viver.


Em palavras de Edith Keeler em "City on the Edge of Forever ":

"...e os homens do futuro, que forem ao espaço em naves espaciais, serão capazes de encontrar um meio de esperança e de um futuro melhor... pois esses tempos... valerão a pena ser vividos."



Ainda são feitos filmes negativistas, e deprimentes, mas temos uma esperança. O Universo da Federação, é um lugar idílico, onde nos refugiamos, onde sonhamos com um futuro que desejamos, apesar de sabermos que não o veremos tão cedo.

Num século XX prenhe de guerras terríveis, e num século XXI inaugurado com uma guerra ainda mais insidiosa do que as anteriores, teremos muita tristeza pela frente, como disse um político visionário do século XX, ao fim da Segunda Guerra Mundial:


“Haverá guerras que se sucederão sem interrupção, mais reduzidas e isoladas geopoliticamente do que esta guerra, porque já ninguém se atreverá, tão irresponsavelmente, a provocar uma hecatombe semelhante à atual.”




Que bom se tivéssemos Orgânia!









“A honra no campo de batalha será definitivamente suplantada pela fria e sistemática decisão de matar e destruir a qualquer preço.”





Que bom se tivéssemos os klingons para nos ensinar o que é Honra no campo de batalha!







“Os homens se
matarão para possuir mais, para ter coisas em maior quantidade, inclusive as supérfluas e banais.”

Que bom se tivéssemos os vulcanos para nos mostrar o caminho do desprendimento, da paz e da lógica!



“Os governos naufragarão numa desesperada carreira para dar cada vez mais luxo a uma Humanidade corrompida pela apatia e, no final, terminarão não podendo dar nem de comer a uma população cada vez mais numerosa Haverá outra vez fome e desemprego".


Que bom se tivéssemos uma Federação de Planetas Unidos, que tivesse uma Primeira Diretriz!




“Porém, no final, venceremos, porque o bom e verdadeiro sempre triunfa sobre este mundo”.

Mas esse final, onde vencerão os bons, ainda está distante. Não surgirão tão cedo Phasers de tonteio para evitar matar sem necessidad e, nem sintetizadores para alimentar todos o milhões de famintos que gemem mundo afora.


Em outras palavras, se somos trekkers, é porque seguimos a filosofia de Edith Keeler. Queremos acreditar que esses tempos virão, e faremos tudo para que venha esse futuro mítico que veneramos, que sabemos que é fantasia, mas bem que pode vir um dia a acontecer.


Como já foi dito:

–Quem sabe se o Zefram Cochrane, já não está para nascer nos próximos decênios?

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Se sobrevivermos a 2012

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sobrevivendo a 2012 – Parte UM.

Construindo a arca
(click na imagem para aumentar os detalhes)

Muita gente já me perguntou ao respeito, e o que se me ocorre é a mesma idéia que ocorreu aos realizadores do filme 2012...

Idéia que aliás não foi deles, senão de Noé, em épocas pretéritas, e se cavarmos mais fundo veremos que o Noé talvez nunca existiu e que o gênesis foi copiado da Epopéia de Gilgamesh, não o Imortal, senão o verdadeiro... Aliás... Talvez o dois seja o mesmo, e o velho Gilgamesh esteja lendo este blog e dando risadas, sabendo que ele se salvará de mais um fim do mundo e nós seremos esmagados...

De todos modos, vamos por partes:

A questão é:

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Primeiro:

O capitão da arca achará um lugar alto e protegido para construir a mesma.

Segundo:

Construir a arca.

Terceiro:

Equipar a arca com determinadas comodidades, como banheiros e uma cozinha, além de quartos com beliches para os passageiros e tripulantes.

Quarto:

Equipar a arca com motores para se movimentar livremente. (a de Noé ficou à vontade do deus Eolo).

Quinto:

A arca deverá possuir bastante espaço para estocar comida não perecível e água.

Sexto:

A arca deverá possuir um sector zoológico para preservar animais comestíveis, como galinhas, patos, ovelhas, vacas e javalis.

Sétimo:

A arca deverá possuir equipamento de pesca, para o caso de que a vida marinha consiga se salvar.

Oitavo:

Os motores da arca não precisam ser os diesel poderosos do filme, mas um sistema de rotores movidos por vento. Também pode ser uma turbina de vapor movida por um maçarico oxhídrico, (hidrogênio e oxigênio – o que não vai faltar no que restar do mundo, a não ser que o sol se transforme numa supernova – aí defecaremos fogo.)

Nono:

A arca deverá ter uma biblioteca pequena, mas selecionada, só com o melhor do melhor que a humanidade já produziu e os dez melhores livros que cada tripulante acha que deve salvar. Na Excelsa Lista de discussão dos trekkers já se tocou no assunto e em outras listas também. Há quem pense em salvar livros em CD, filmes em DVD...

Mas eu pergunto:

Cadê a eletricidade para tocar a coisa??

“Isso mesmo.

O que vocês vão salvar na arca?

Um grupo de amigos daqui e eu já fizemos uma lista de dez livros por cabeça que vamos levar para a arca.

Filmes e músicas não servem.

Não haverá eletricidade para rodá-los...”

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“O problema de 2012 é que provavelmente faltará energia elétrica na hora do Grande Espetáculo... Estou providenciando um estoque de cerveja, mas terei de igualmente providenciar um gerador, porque cerveja quente não dá...”

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“Gerador da Stemac. São brasileiros com motor sueco, Montados na avenida Sertório com a Pernambuco em Porto Alegre. Te apresento aos chefes, eu fiz uma consultoria de seis meses lá.”

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“São muito caros. Um pequenininho, chinês, já quebra o galho”.

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“Tinha que ser chinês...!”

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“No filme 2012, quando o figurão americano vê as arcas diz:”

"-Só podia ser coisa de chinês!"

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“Podia ser um Honda japonês, é do tamanho de uma mala de viagem. Pesa menos de 20 quilos.”

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"...forrar todos os deck superiores e telhados da arca com celulas fotovoltaicas de ultima geração associadas com aquecimento solar de agua potavel um link direto com satelites meteorologicos que tambem sejam bons em fornecer imagens da superficie, pelo tempo em que ainda estiverem funcionando."

"...Escrituras de varios lotes em Brasilia e cercanias. (a áfrica não será a unica sortuda)
uma frota de Aquadas, pelo menos 4 um minisubmarino com capacidade para 400m de profundidade com equipamento de resgate pesado."
Décimo:

Tendo providenciado, comida e bebida, vamos à parte mais difícil: Quem escolheremos para nos acompanhar nessa jornada que pode ser a última??

Estou aberto a sugestões. A arca estou providenciando com instruções para começar a construir.

Não perca tempo.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.14

1.14

–Algo lançaram para fora, Aldo. Parece um corpo. Será que mataram alguém?
–São capazes de tudo.
Aldo aplicou os freios e a nave diminuiu sua velocidade até deter-se. Boris equipou-se e saiu para resgatar o corpo antes que se afastasse demais.
–Aldo, é Eva! Está viva!
–Traga-a para bordo, rápido. Eles estão se afastando.

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–Detiveram-se para resgatar Eva – disse Leif.
–A idiota nos fez um favor – disse Morris –Joguem fora a outra garota!
–Não! – gritou Leif, com a esperança de que o fizessem.
–Fique quieto, capitão, continue pilotando, não a mataremos.
–E a nossa diversão? – disse James.
–Temos mais o que fazer do que transar com uma rebelde! – respondeu o líder dos criminosos aos seus capangas decepcionados.
Tamara estava no espaço e a Antílope a recolheu. Quando Eva e Tama estiveram em segurança, Aldo acelerou e as garotas foram para a ponte.
–Como está a situação a bordo da Selene III?
–Péssima – disse Tama Wilkins – Vão para a base militar Número Um.
–A reunião de cúpula! – gritou Aldo – Inge! Tenta fazer contato com o general Preissler, que se coloquem em alerta!
–Lúcio, nosso pai está na base! – exclamou Regina, com o pavor refletido no seu belo semblante.
–O nosso também! – gritou Bárbara.

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