sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mundos Paralelos - Capítulo 7-7.8

7-7.8
1º de agosto de 2013.

Faz 104 dias que os antárticos estão em Marte e 45 dias que as oito naves partiram à Terra. Uma mensagem captada em Phobos tranqüiliza a todos, respeito à sorte de Boris e seu grupo, que estão nas antípodas.

O grupo chegou à grande fenda de Vallis Marineris onde se encontra o reino de Angopak. Mas antes, localizaram o ponto de pouso da Viking, onde acharam restos muito antigos de um acampamento deixado por um grupo de cientistas darnianos.

–Temos a prova de que eles nos monitoravam, Aldo – disse Boris pela rádio na ocasião – Aqui há um edifício de pedra com restos de equipamento de rádio nativo e inclusive uma antena semidestruída, construída pelos darnianos.

–E onde deve estar a Viking agora?

–Segundo os guias, é provável que o equipamento esteja em Darnián.

–Se faz imperativo o contato com eles, Boris. O mais breve possível.

O contato com Darnián se fez através do Líder Vurián. Quando chegou a novidade de que Boris já estava no Vallis Marineris, surgiu uma nova possibilidade, já que tudo está em paz no Ponto de Apoio; de ir atrás de Boris por ar, e o 3 de agosto, Aldo decolou na Antílope, acompanhado de Inge e Regina.

*******.


Outono no hemisfério sul.
Após fazer uma curva no espaço, a nave sobrevoa à fenda que de perto se torna assustadora. A nave parece minúscula dentro das paredes de três mil metros do abismo semelhante ao Grand Canyon elevado à enésima potência. Há nuvens no seu interior e a pressão é maior que a média. Milhões de anos atrás devia ter sido um mar.
Uma fina linha de água percebe-se entre a abundante vegetação do fundo.

–Há um ponto de descida! – exclamou Inge indicando a parede íngreme.

–Parece artificial – disse Aldo.

–Onde estão os carros? – perguntou Regina – Não podem descer por aqui...

–Vamos subir ao platô – disse Aldo, fazendo a nave elevar-se.

–O rádio está recebendo o sinal código dos carros – disse Regina.

–Estão muito longe – disse Inge – a bombordo!

–Vamos lá – disse Aldo, fazendo a nave virar noventa graus.

–Vieram pelo norte, devem estar na borda norte.

–Não perde o sinal, Inge. Regina; dá uma olhada lá embaixo.

Regina não enxergava os veículos à simples vista, apesar da boa visibilidade.

–Aqui, Aldo – disse Inge, de olho nos sensores – desce mais.

Aldo faz a nave pairar quase ao borde do precipício e Regina grita:

–Estão aí!

Estavam todos estacionados em linha, terrestres e marcianos.

–Aparentemente estão inteiros, apesar de sujos...

–Por quê não descem para nos cumprimentar? Estão cegos e surdos?

–Estão vazios, Aldo – disse Inge, atenta aos sensores – não detecto vida.

A Antílope pousou a cem metros do abismo do qual não divisavam a borda sul.

–Esperem aqui, vou dar uma olhada – disse Aldo pondo o capacete.

O primeiro carro estava fechado com chave. Os outros; vazios e fechados.

–Há abundantes pegadas que levam ao borde do precipício.

–Certamente que todos foram para Angopak – disse Regina.

–Angopak deve estar embaixo – disse Aldo assomando-se à borda do abismo.

–Deuses!

–Quê foi? – disse Inge.

–Há uma trilha de mais ou menos dois metros de largura que desce ao fundo.

–Desceram por aí! – disse Regina – podemos descer com os impulsores.

–Nós também vamos descer, mas não com impulsores – disse Aldo.

Aldo voltou e sentou na poltrona de pilotagem. A nave elevou-se e dirigiu-se ao abismo. Não se enxergava o fundo devido às nuvens.

Desceu verticalmente junto à parede onde havia uma trilha artificial com descansos construídos por antiqüíssimas mãos marcianas.

Atravessou a fina capa de nuvens e embaixo podia ver-se o verde da vegetação e a linha de água que fertilizava o local. A nave pousou no fundo, no solo úmido e fértil da beira do rio, numa clareira artificial na vegetação junto à parede do abismo.

A trilha terminava na frente de uma caverna de vinte metros de altura por cinqüenta de largura; na qual junto às pegadas apareciam marcas de carros. Aldo
desligou os motores.

–Regina, fica monitorando. Inge e eu vamos entrar.

–Por favor, tenham cuidado.

–Não te preocupes – disse Aldo colocando uma pistola marciana no cinto.

Inge e Aldo desceram e entraram na profunda caverna ligando as luzes dos trajes. Após caminhar oitenta metros encontraram duas dúzias de carros de carga enfileirados, nos quais havia restos de vegetais, redes, gaiolas, arpões e armas curtas.

–Isto está ficando interessante, Inge.

–E misterioso – replica a jovem – um país subterrâneo!

Inspecionaram as paredes, que à luz artificial produzia belos reflexos coloridos, e foi aí que Inge descobriu uma porta de quatro metros de altura por três de largura.

–Vejamos – disse Aldo – tem um marco encravado na rocha. Belo trabalho.

–Não tem fechadura, ou o que seja que abra as portas por aqui...

–Há uma alavanca no marco. Cuidado Aldo! Pode abrir-se de repente.

–Afasta-te um pouco. Vou abrir.

–E se for uma armadilha mortal?

–Não acho. Há muitas pegadas, a maioria humanas. Olha o padrão das botas!

–Boris e seu grupo entraram por esta porta! – disse Inge emocionada.

Aldo puxou a pistola e abaixou cautelosamente a alavanca. A porta se abriu devagar para fora, deixando ver...

–Uma sala iluminada!

–E com outra porta igual – disse Aldo – deve ser uma eclusa.

–A luz é fraca como a do sol...

–Nossas lanternas devem ser torturantes para eles, Inge.

–Não precisamos delas aqui – disse ela, desligando a luz.

Entraram, havia outra alavanca por trás deles. Aldo acionou o mecanismo e a porta se fechou com lentidão. Dentro da sala, abriram a outra porta, que dava a um corredor iluminado.

–Aldo para Regina!

–Prossiga.

–Só queria saber se estava ouvindo.

–Alto e claro; Aldo.

–Ótimo.

–Só isso?

–Encontramos a entrada de Angopak!

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Fim do Capítulo 7.
(próximo capítulo (8) inicia em 10 de fevereiro).


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mundos Paralelos - Capítulo 7-7.7

7-7.7
18 de julho de 2013.

Primavera no norte marciano.

À distância, percebe-se uma faixa de vegetação que se aproxima, alimentada pela água subterrânea, do degelo do Pólo Norte.

O acampamento ferve de atividade. Há tropas marcianas acampadas, tanques, canhões capturados e equipamentos diversos.

O sítio continua tão violento como antes, apesar de que a linha de abastecimento foi cortada à altura da Havern Umbr pela patrulha que Lon Vurián deixou dias atrás.

Está na hora de romper o cerco novamente para reforçar a patrulha com soldados descansados. À frente de uma coluna de cinqüenta blindados pesados, Lon sai pelo portão principal disparando com todas as armas e rompendo o cerco.

Not já não sabe o quê fazer, se perseguí-los ou permanecer, o que é indiferente, porque já não é operante. As forças legalistas dão a impressão de serem um bando de mendigos querendo assaltar uma fortaleza.

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20 de julho.

O chão e o ar começam a adquirir umidade e uma camada de musgo avança, vinda do norte.

Aldo ordena apressar a devastação do solo ao redor da base, que está parecendo uma torre de Babel não concluída.

O concreto impedirá a penetração da vegetação rasteira. O poço de água verte sozinho. Os marcianos dizem que no verão boreal secar-se-á, por isso há que estocar água. O satélite mostra o canal desbordando.

A ponte flutuante foi destruída pela água e arrastada ao sul. Agora o Líder Not não tem como receber munição, energia nem alimentos. Está isolado completamente.

Compreendendo isto, Lon Vurián retorna ao Ponto de Apoio para a batalha final.

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22 de julho.

Querendo evitar mais mortes, o Líder Not rende-se ao Líder Vurián, no final da tarde.

Sobraram-lhe menos de dois mil soldados e cinqüenta e cinco blindados intactos; que passam a engrossar a máquina de guerra rebelde.

De Hariez chega informação de que o governo mandou suspender os combates; mas que isso não significa o fim das hostilidades.

Outra notícia, desta vez da rádio Darnián captada na base terrestre; disse que se Hariez tenta atravessar de novo o Magta Ers com armas, Darnián enviará tropas à região.

Aldo percebeu que se Darnián declara a guerra a Hariez, o local tornar-se-á incômodo para permanecer, e assim o fez saber ao seu amigo Lon.


–Não é para preocupar-se, Aldo. Não pode haver guerra antes do verão porque o Magta Ers não pode ser atravessado na primavera. As tropas de Hariez não têm como chegar aqui, ao contrário das de Darnián. O mais importante seria confraternizar agora mesmo com os darnianos até o verão chegar.

–Sim, tem razão. Como sugere, será melhor que nós e vocês façamos amizade com os darnianos – disse Aldo com olhar sombrio – Caso contrário...

–Caso contrário...?

–Serei obrigado a exterminar-lhes as espécies, tanto a Hariez como a Darnián...

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(Próximo post de Mundos Paralelos em 27/01/2012)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Mundos Paralelos - Capítulo 7-7.6

7-7.6
9 de julho de 2013.

Décimo primeiro dia de assédio ao Ponto de Apoio.

Os hariezanos sitiaram a base.

O escudo funcionava a toda potência, os postes foram substituídos por outros mais potentes e uma dúzia de torres protegiam a parte de cima. O acampamento estava num local alto da planície com quinze metros de desnível.

Prevaleceu a idéia de Lúcio de rebaixar a circunferência ao redor dos postes e construir muros ao redor para deixar a base na cima de um platô de dois mil metros de diâmetro. As máquinas desbastaram o perímetro e ao chegar à rocha sólida, usou-se dinamite.

O cascalho foi levado ao interior e transformado em blocos sólidos para rodear as paredes de terra. Aos poucos tomou forma o círculo de concreto e pedra ao redor da base, que de início pareceu ter um fosso a rodeá-la.

Com o tempo, seria uma colina no meio do descampado.

Trabalhar sem importar-se com os sitiadores era um forte golpe psicológico, já que se demonstrava menosprezo pelos nativos.

Os planos de Aldo e Vurián, de reunir suas forças dentro da base terrestre foram infrutíferos desde o princípio, porque os batalhões de tanques ligeiros de Hariez não deixaram.

Desde o Ponto de Apoio podiam ver-se as colunas de fumaça e nuvem de pó, levantadas pelas batalhas.

Duas forças blindadas enfrentavam-se: os rebeldes do Líder Vurián e os legalistas do Líder Not, amigo de Zayo Bertián.

Vurián tinha inferioridade numérica, mas suas blindagens eram mais grossas e sua capacidade de fogo era superior, com o que conseguiu abrir uma brecha em direção à base dos visitantes.

Lon comandava uma força de ataque de trinta tanques e dois grupos de quinhentos soldados a pé. Com eles realizava ataques de distração que permitiam ao seu pai, dar golpes mortais com o grosso da força.

As pequenas forças aéreas de Not e de Vurián, não eram usadas como arma por nenhum dos dois lados.

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13 de julho.

As forças de Hariez precisaram dividir-se ou não conteriam o avanço de Vurián que esmagava tudo em direção à base dos visitantes.

Metade da força do governo foi aprisionada num movimento envolvente e derrotada.

Depois da vitória parcial, Vurián consolidou sua posição e avançou em duas colunas.

Lon dirigia-se ao Norte, para atacar as linhas de abastecimento que chegavam à grande velocidade pela estrada de chão rústico; recém construída pelas forças legalistas.

Desde a base terrestre partiu uma coluna de sitiadores para deter o Líder Vurián, que estava a pouca distância.

Já se observava à simples vista a nuvem de pó e fumaça levantada pelos blindados que se deslocavam à máxima velocidade pelo deserto.

O Líder Not sabia que era vital para Vurián chegar à base visitante, já que sua munição deveria estar no fim.

Se conseguisse detê-lo um dia, Vurián render-se-ia.

Lon e sua esquadra cortaram a estrada de Hariez.

Os velozes, embora frágeis veículos de transporte eram alvo fácil para os pesados tanques rebeldes.

Lon capturou um trem de reboques de munição e células de energia e deixou meia dúzia de blindados para guardar a estrada, retornando ao ponto onde deveria estar seu pai; segundo as instruções transmitidas por Lúcio, comodamente sentado no seu alojamento frente do terminal do satélite; assistindo às batalhas, interagindo com elas, passando informação em espanhol; enquanto o sistema registrava as imagens para a posteridade; a primeira batalha extraterrestre jamais vista por olhos humanos, desde o Mahabharatta.

Entardecia e Vurián não se rendera.

Not, um inexperiente de gabinete, o subestimara.

Sofrera numerosas baixas e os rebeldes só duas dúzias de feridos e cinco tanques inutilizados.

A estratégia de Vurián era superior, mas ele só poderia resistir até o amanhecer, pelo que reduzira o ritmo de fogo.

Ao pôr do sol, Lon alcançou seu pai pelo flanco direito e enviou uma patrulha de distração para mandar à retaguarda do seu pai o esperado suprimento.

Com renovadas forças, Lon e seu pai lançaram um ataque frontal nas cansadas tropas legalistas no meio da noite, envolvendo-as e destruindo-as.

Ao ter cortada sua linha de suprimento, Not viu-se num grande aperto, sendo obrigado a diminuir o ritmo de fogo contra o escudo dos visitantes.

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Not percebeu a aproximação de Vurián e compreendeu que a força de ataque fora destruída.

Retirou efetivos do sitio e entrincheirou-se em frente única, apontando a artilharia ao sul.

Foi um erro.

Percebeu que ficaria entre dois fogos se os visitantes atacassem, mas era tarde demais para reorganizar-se.

Os primeiros disparos rebeldes começaram a cair perigosamente perto e a tropa estava no limiar no pânico.

Se não agisse com rapidez, perderia o que tinha.

Organizou a defesa de artilharia e destacou três colunas de blindados ligeiros para interceptar e parar os atacantes. Por trás dos interceptores, mandou duas frentes de tanques pesados num leque de dois kms.

Vurián, orientado por Lúcio, formou uma cunha de blindados pesados na frente e outra menor no meio da primeira. Atrás formou uma frente de blindados leves em meia lua, detrás dos quais avançava a infantaria pesada com fuzis de energia e
armaduras de cerâmica e bronze. À retaguarda, protegidos pelas colunas de tanques, iam os carros utilitários com civis.

A batalha começou a poucos kms da base, desde onde se viam os clarões dos tanques legalistas explodindo. Os antárticos estavam ansiosos para intervir e Aldo entrou em contato com Lon, que disse:


–Não. Temos a situação dominada.


E era verdade, apesar da sua inferioridade numérica, Lon e seu pai conseguiram atravessar as linhas inimigas e romper o sítio à base terrestre no dia 15 de julho.

E foi em tempo, porque quando se abriram os portões do acampamento para receber aos rebeldes, estes não tinham mais energia nem para dar um só tiro.

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(Próximo post de Mundos Paralelos em 20/01/2012)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mundos Paralelos - Capítulo 7-7.5

7-7.5
Sábado, 29 de junho.


O Sol banha a estrutura da Ikeya-Maru e penetra pela janela através do filtro.


A cabeça de Aldo está a centímetros do alumínio transparente. Sem que ele veja, o gelo derrete e evaporar-se.

A janela fica limpa antes dos campos.

A luz devolve-lhe a consciência. Sentiu-se caindo no vácuo e espatifando-se no beliche. Abriu os olhos e olhou para fora. A geada levantava-se em vapores que se dissolviam como se nunca tivessem existido, ao tempo em que a vegetação recuperava sua cor verde e o chão sua cor ferrugem.

Longo tempo ficou observando e depois se virou feliz pelo belo despertar. Valia a pena viajar cem milhões de kms para ver o espetáculo. Inge ainda dormia ao seu lado com a cabeça encostada nos pés de Regina, também dormida. No beliche de cima, ouviu uma voz suave:


–Não acorde a Eva, Lúcio-San. Eu prepararei o desjejum para todos.


A japonesinha pulou ao chão descalça e dirigiu-se à cozinha.


–Aldo! Quê hora é? – perguntou Regina em voz baixa e sonolenta.


–Seis e meia, hora de Ares Vallis. Mas hoje é sábado, relaxa.


–Inge dorme. A despertamos? – Perguntou, agora mais lúcida.


–Não. Nossa reverenda dorme como uma criança.


–Deixa-me mudar para teu lado, quero ver para fora.



Regina virou-se e ficou entre Aldo e a parede, para ver pela janela.


–Quê lindo!


Às sete horas o desjejum foi servido. Chiyoko preparou chá e café; sabendo que os antárticos são grandes consumidores de café. Aldo subiu à ponte com a idéia de preparar tudo para tirar a nave desse local solitário e fazê-la descer no acampamento.


O sensor que permaneceu ligado a noite toda; mostrou algo grande aproximando-se do oriente. As câmeras exteriores mostraram uma nuvem de pó. Ligou o comunicador:


–Lúcio! Aproxima-se um exército pelo leste. Maior que o do velho Vurián.


–Devem ser os devotos do seu querido amigo Zayo Bertián. Querem sua cabeça, Aldo, provavelmente numa bandeja de prata marciana antiga, trabalhada.


–Não mereço menos, mas penso que querem muitas cabeças para oferendar aos seus deuses, se é que eles os têm.


–Com certeza. E agora, Aldo?


–Devemos partir.


–Sábia decisão. Vou ligar os sistemas.


–Vá à engenharia e ative o reator. Colocarei a nave em alerta de decolagem. E depois você e Eva devem partir no Auto-N, sem olhar para trás. Não queremos que seja destruído pelo fogo dos motores. Vamos nos mexer.


*******.

Lúcio e Eva embarcaram no Auto-N para salvá-lo da destruição ao decolar a nave e foram para o Ponto de Apoio. Aldo e Chiyoko decolaram a nave vazia, que fez um arco, descendo na base. Aldo foi colocado ao tanto das notícias.

–É isso mesmo, Aldo – disse Marcos – Hariez resolveu agir, vão nos atacar logo e também ao Líder Vurián, culpado de tudo.


–Vurián culpado?


–Seus comandados seqüestraram e entregaram o sabotador Zayo Bertián!


–Ao meu pedido.


–Isso foi um erro, Aldo.


–Foi um erro deixá-lo entrar e explodir nossa fábrica, Marcos.


–Erro foi soltá-lo – interveio Lúcio – devia tê-lo atirado sem pára-quedas sobre sua cidade, como exemplo. Como disse minha irmã; os vilões somos nós. Deveríamos comportar-nos como tais. Prepararei a defesa e reforçarei o escudo.


–Faça isso, Lúcio. Passarão por Vurián antes. Ele foi avisado?



–Sim. Estão vindo a quarenta kph, na melhor das hipóteses. Gostaria de saber como fizeram para atravessar o canal.


–Montaram uma ponte flutuante ao sul – disse Marcos – e uma estrada que corta o deserto e a floresta e nosso lado do deserto 50 kms ao sul da Havern Umbr com uma estrada que ainda estão alisando. Em dois dias estarão aqui.


–Somos importantes, mesmo! – disse Aldo, irritado – Viveram na pachorra, se coçando, se é que se coçam; durante milhares de anos sem precisar nenhuma maldita estrada e nenhuma maldita ponte no maldito canal!


Essa noite, os marcianos de Hariez atacaram o acampamento de Vurián, considerado um traidor pelos governamentais, que perderam o fator surpresa, já que estavam sendo esperados; e se retiraram com numerosas baixas.


–Na próxima nos exterminam – radiou Lon em espanhol para os terrestres.


–Levantem a base, ataquem de surpresa e venham – disse Aldo.


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(Próximo post de Mundos Paralelos em 13/01/2012)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Será assim que vai acabar?

Os Gauleses temiam
que o céu caísse sobre suas cabeças.
Memória ancestral?




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Proximo post em 06/01/2012:

Mundos Paralelos - Capítulo 7-7.5

domingo, 1 de janeiro de 2012

Estamos em 2012...! - O fim dos tempos...?

Hoje é o dia 01/01/12
ou se preferirem:
120101

(Até parece código binário)
Ah... hmm... acho que eu já disse isso em anos passados...
É o ano do Dragão...!
(Ah... Dragão de água, do horóscopo chinês...!)

ESTE BELO DRAGÃO!
(Aqui embaixo!!)
-
|
\|/



E também é o ano...

5773 da Era Judaica;

2788 da Era Greg
a;

2765 da Era Romana;

2671 da Era Japonesa;

2012 da Era Cristã;

Alinhar ao centro1432 da Era Islâmica;

0520 da Era Americana;


0512 da Era Brasileira;


0199 da Era Wagneriana;


0168 da Era Nietzsch
eana;

0123 da Era... da Era... da Era... AH..!
(Nota mental: Lembrar e atualizar).

0067 da Era Atômica;

0059 da Era Sarracênica;


0055 da Era Espacial;

0046 da Era Trekke
r...!!


0044 da Era dos Mundos Paralelos

e o ano 0043 da Era Lunar.

Ou é o ano zero, onde tudo acaba...?
O talvez onde tudo começa de novo...
Quêm sabe...?

Se assim não for...


Escolha uma desgraça:

Armagedon...?


Tsunami...?

Invassão alienígena...?

Pedra caindo do céu...?

"As possibilidades são infinitas..."
(Assim falou Spock)


Feliz 2012!

Vida Long... ah... humm... quer dizer:
Vida Próspera...!
( pelo menos até 21 de dezembro...)

(Se tudo correr bem e uma pedra do céu não fizer um Impacto Profundo antes disso)

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Faltou uma Era... ( desde o ano passado estou tentando me lembrar qual era essa era....)
AH... Este Dr. Alz... Heimer...!
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Sabe? Tenho uma sensação de Déja Vú!
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