sexta-feira, 27 de maio de 2011

Iron Sky teaser - Space Nazis attack!

Alguns comentários para o video a seguir, relacionados com o post anterior.












Eles (do filme) estão errados.

Não é na Lua da Terra.

Os caras mencionados
estão na lua Europa de Júpiter,

ESPERANDO,

como será descoberto
no segundo volume de

MUNDOS PARALELOS:
O Tenente Nakamura, da Frota Antârtica
a bordo do seu CH-3

é interceptado na órbita da lua Europa
por quatro astro-caças da classe Horten M-2020.

O quê vai a acontecer?...

Aguarde.

ANO 2014

MUNDOS PARALELOS


VOLUME 2

E mais não conto!
(o autor não permite)
Aguardem o lançamento.
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Proxima sexta:
Continua o capítulo 5 do volume 1
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 5 - 5.1

5 - 5.1
Capítulo V.

19 de abril de 1945 – época atual.

"No 3º planeta, o III Reich, estava em situação desesperada.

Alguma coisa deveria ser tentada, pois a guerra era de extermínio total contra a estirpe racial alemã, não somente contra seu Líder, ou contra a cosmo-visão que sustentava sua política; e por isso alguma coisa deveria ser feita. O mundo já não seria o mesmo após a derrota.
Pessoas suicidavam-se porque não queriam viver no mundo vindouro, decorrente da
guerra perdida. O Ministro da Propaganda pronunciou nesse dia seu último discurso:"

"... A Guerra aproxima-se do seu fim. A loucura que as potências inimigas desencadearam sobre a Humanidade já passou do seu ponto culminante no que se refere a esta guerra. A única cosa que deixará atrás de si, em todo o mundo, será um indescritível sentimento de vergonha e asco. E não poderia ser de outra forma. Esta aliança – artificialmente estabelecida e corrompidamente mantida – entre plutocracia e bolchevismo, os nossos inimigos, terminará por se romper.

Mas aconteça o que acontecer, a Alemanha ressurgirá em poucos anos após
esta guerra, e não será unicamente pelo nosso esforço. A Alemanha é tão imprescindível à Europa que até os nossos próprios atuais inimigos terão de impulsionar sua reconstrução. Nossos campos e cidades destruídas serão repovoados com novas cidades e populações...

Voltaremos a ser amigos de todos os povos de boa vontade que habitam a
Terra e junto a eles faremos cicatrizar as sérias feridas que deformam o Nobre Rosto de nosso Continente.

Quando nossos inimigos impuserem a sua vontade, a Humanidade naufragará num mar de sangue e lágrimas. Haverá guerras e mais guerras que se sucederão praticamente sem interrupção. Sem dúvida serão mais reduzidas e isoladas geopoliticamente do que esta guerra, porque já ninguém se atreverá a provocar uma hecatombe semelhante à atual. A honra no campo de batalha será definitivamente suplantada pela fria e sistemática decisão de matar e destruir a qualquer preço.

Os homens se matarão para possuir mais, para ter coisas em maior quantidade; inclusive as supérfluas e banais. As plutocracias naufragarão numa desesperada carreira para dar cada vez mais luxo a uma Humanidade corrompida pela apatia e, no final, terminarão não podendo nem dar de comer a uma população cada vez mais numerosa. Haverá outra vez fome e desemprego. E virá o bolchevismo a oferecer, tentadoramente, as mesmas soluções falsas que nos ofereceram durante aquele monstruoso monumento ao fracasso e à ignomínia que foi a república de novembro.

E aqueles que quiserem aplicar um remédio a este estado de coisas, não terão
outra solução que volver os olhos ao que conseguimos, e pelo qual seguiremos lutando até o amargo fim. Aqueles que quiserem melhorar este mundo decadente e corrupto terão que compreender que plutocracia e bolchevismo não são os únicos caminhos transitáveis para redimir à Humanidade da miséria e do fracasso. Porque há um Terceiro Caminho, que é o Nosso, que é o único e melhor, e que é aquele que Nosso Líder nos assinalou.


Virão homens, que ainda que sem nos mencionar – porque
lhes estará proibido ou porque temerão fazê-lo – tentarão transitar por este nosso caminho. E serão combatidos e atraiçoados, assim como nós o fomos. Porém, no final, venceremos, porque o bom e verdadeiro; sempre triunfa sobre este mundo."

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Marte, 24 de maio de 2013 – época atual.

Aldo, hipnotizado pelo discurso do Ministro do passado; continuou a leitura do

extenso espaço-fax do Doutor Valerión:

"Os cientistas alemães, em previsão do amargo fim e suas conseqüências, profetizados pelo seu Ministro, desenvolveram uma nave em forma de disco, baseados nos antigos escritos tibetanos, deixados pelos antigos deuses: a Haunebu-3, de 71 metros de diâmetro.


Sua capacidade e autonomia foram calculadas matematicamente
com propulsão eletro-gravitacional em 75.274.000 km; ou seja; a distância Terra-Marte. Porém depois, o impulsor eletro-gravitacional ficava inoperante, porque lentamente fundia-se aos metais que, na época, foi possível conseguir para utilizar na sua construção por serem os únicos disponíveis na Alemanha.


Essa travessia ao
desconhecido, era heroicamente arriscada e não oferecia, possibilidade alguma de retorno. Mas, mesmo assim, foi decidido realizá-lo na primavera de 1945, após o Ministro de Propaganda ter pronunciado seu último discurso; mesmo sabendo que seria um ato de sacrifício. Com justiça mereceria o título de maior aventura realizada pelo homem. Maior que a descida na lua pelos astronautas norte-americanos em 20 de julho de 1969.


A Haunebu-3 era uma nave-arca. Sua seleta tripulação era
composta de astronautas de ambos os sexos. Estes heróis e seus mentores, tomando ao pé da letra os escritos dos deuses, tinham a esperança de encontrar ajuda extraterrestre, para terem alguma possibilidade de sobrevivência fora da Terra e poderem retornar posteriormente."

*******.


Aldo ficou surpreso de saber que eles não foram os primeiros em Marte, senão que os alemães os tinham precedido no século passado. Estava explicada a presença do objeto com a palavra “Wasser”, que encontraram ao entrar na órbita de Marte.

O
resto da mensagem eram elucubrações do próprio doutor Valerión, sobre o destino final dos heróis precursores:

"Seria possível, Aldo, que eles sobrevivessem e tivessem descendência, e deste modo o Terceiro Reich conseguisse conquistar a imensidão espacial?... Especulações excessivas devem ser evitadas. Porém existe algo que foge ao controle e ao domínio da ditadura terrestre: os OVNIS.


Isto é uma situação verdadeiramente ridícu
la para o Governo Mundial. Tudo o que os OVNIS desejam ver, observar, conhecer, visitar, está ao seu alcance quando queiram. Nem armas, nem dinheiro, nem conspirações de seitas sicárias do Governo são capazes de impedi-los; assim como nós, que temos o poder agora e fazemos o que queremos. Eles acham que os OVNIS; quando decidirem lutar e vencer; ninguém poderá detê-los.

Nós sabemos que não só existem os nefastos Alfas Cinzentos que ajudam secretamente o Governo Mundial, senão que também existem os Betas Cinzentos e outros dois tipos, os Beta Grandes, parecidos com os Alfas, porém de tamanho igual ao nosso; e os denominados “Adamskys”, que segundo seu descobridor Adamsky, são loiros de olhos azuis, como os tripulantes da Haunebu-3.

Há fotos de OVNIS que Adamsky tirou no século XX, que conferem com
os projetos de naves dos alemães. Fotografias de fim de século, mais ou menos da década de 90, mostram uma nave do tipo Haunebu vindo da lua em direção à Terra. O que eram estes objetos detectados em fotografias telescópicas da Lua?
Tais eram as perguntas que fazia a gente comum ao final do século. Hoje nós sabemos tudo isso, mas na época, apenas os dominadores do governo invisível o sabiam. Havia fotografias de OVNIS tiradas de naves espaciais. Muitas procediam da NASA e, pela sua abundância, deixaram de ser raridades que chamavam a atenção.
Em 1995, antes do golpe; documentos e informes formavam uma extensa lista. Curiosamente, apareciam nas fotos naves iguais aos modelos de naves alemãs: Haunebu, Vril e Andrômeda. Tudo isto eram alucinações de um material fotográfico sem adulterações ou falsificações? Eram alucinações produzidas pelos alemães? E aquele estranho “S”; enorme, traçado sobre o solo lunar?
Nós não o encontramos, quando fomos lá. Penso que poderia ser a inicial do termo militar alemão Stutzepunkt, ou Ponto de Apoio. Estaria já verdadeiramente preparada uma invasão à Terra desde o espaço exterior? Estariam realizando manobras diante dos olhos dos Aliados? Eles voltariam para contra-atacar? Ou era apenas guerra psicológica?

Tudo isto, desde já, são hipóteses difíceis de acreditar e
até conceber. Porém, meu rapaz; na época era diferente. Eles tinham medo. Vejamos em conjunto estes fatos que se completam uns aos outros e nos levarão também, com uma lógica elementar, a refletir. Inclusive, muitas peças isoladas transformam-se em provas irrefutáveis.

Não se trata de invenções ou enganos; como bem sabemos nós;
que já fomos à Lua e vimos os Alfas Cinzentos e seus arquivos. Portanto deve haver algo, ou muita verdade atrás de tudo isso. Já que vocês acharam um tanque de água, um pedaço da Haunebu-3. Isso me leva a pensar nas minhas teorias de 1990, antes da ditadura tirar a máscara, quando os americanos ainda estavam às voltas com o projeto S.T.I. (que era chamado de Guerra nas Estrelas) e que não era para atacar russos, porém talvez os inimigos dos Alfas Cinzentos, o que me ocorre poderiam ser os Betas Grandes ou os Adamskys, Aldo.

Penso que há muito mais fatos concretos do
que imaginávamos. Existem sem dúvida outros. Algo eles sabiam; porém agora os observamos sob novo enfoque. Principalmente se levarmos em conta que os americanos pediram colaboração na época aos seus inimigos soviéticos; para desenvolver melhor os mesmos projetos. Também os soviéticos por sua conta e risco, desenvolviam um projeto similar ao S.T.I.

Na época eu desenvolvi a teoria, que hoje ainda sustento, que o verdadeiro objetivo destes projetos era conseguir, de forma desesperada, uma defesa eficaz contra uma possível invasão. Hoje sei positivamente, que os que se autodenominavam superpotências, tinham um medo mortal à outra Superpotência Verdadeira, que do espaço estava determinada a vencê-las e poderia tê-lo conseguido facilmente, (separadas ou juntas), demonstrando que foi falsamente vencida anteriormente. Isto claro, se os Adamsky fossem os que eu pensava, ou seja, os alemães.

E isto não era uma grande fantasia, porque eu estava de posse de
documentos que provavam, por exemplo, que o primeiro projeto de disco voador, documentado inclusive pela imprensa, o primeiro realmente da história, foi projetado e desenhado na Alemanha em 1928. É claro, Aldo, que ao mesmo foram anexando pouco a pouco, invenções e idéias técnicas que os aperfeiçoavam. De forma que todos, de uma maneira ou de outra, aportaram contribuições, direta e indiretamente, às construções do tipo V-7, aos revolucionários propulsores não convencionais, e os do tipo Haunebu, Vril e Andrômeda, etc.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o
fato de que após nossa descida na Lua, os Alfas Cinzentos aparentemente sumiram do espaço. Porque será? Tiveram medo de nós? Não contavam com Antártica? Nós éramos a variável imprevisível?

No fim do século foi feito um filme sobre invasão de ETs que destruíam todas as cidades importantes do mundo e foram derrotados por um piloto da Califórnia e um técnico de computador de New York, que tripulando o famoso disco capturado em 1947, colocaram vírus de computador no sistema dos ETs e obviamente acabaram com eles.
Lembro que foi na época, quando Hollywood voltou-se para a idéia dos ETs
maus. Antes disso fizeram um filme intitulado ET, no qual aparecia um ET bonzinho. Por quê mudaram de idéia de repente? De qualquer maneira, me intriga não saber se os alemães que saíram para o espaço; deram-se bem lá fora e por qual motivo não retornaram e acabaram com russos e americanos? Teria sido fácil, eles tinham medo, um medo terrível dos 'ETs', como vimos.

Como vocês acharam restos da Haunebu-3, vejo que os alemães chegaram até a órbita de Marte. Talvez tivessem descido, talvez tivessem caído, não sei se algum dia, algum terrestre encontrará os restos dessa nave em algum deserto marciano, com os esqueletos daqueles heróis. Se forem vocês, peçam à sacerdotisa Inge que faça uma prece odínica por eles."
*******.

Aldo foi ao alojamento principal para encontrar-se com os capitães.
As naves
foram descarregadas e o material distribuído nos alojamentos recém construídos. Com seis naves e sessenta pessoas, os trabalhos aceleraram. Agora os homens podiam descansar à noite sem necessidade de gastar energia com holofotes. Ainda há muito material em órbita, mas será trazido quando for imprescindível. O dia foi agitado e não foi propício para conversar com os amigos sobre qualquer coisa. Agora, ao redor da mesa do jantar, os assuntos vêm à tona. Daniel Marín, da Ares I foi o primeiro a falar, assim que Aldo chegou:


–Volte, Aldo. Na Lua faria mais do que aqui pela guerra que se aproxima.



–Não posso nem pensar em mover-me de Marte, Daniel. Valerión bem que
pode arranjar-se sem mim. Ele conta com o apoio do Governo Lunar e, como se fosse pouco, com o Esquadrão...


–Sim, mas aqui está tudo organizado e sob controle...



–Não creia. Aqui tenho maiores problemas e, comparando, o que acontece lá
não afeta o que acontece aqui, o que não é o caso inverso. Devo fazer uma cabeça de ponte, para um dia retornar à Terra, e salvar a raça humana dos seus algozes.


–E aqui já não temos essa cabeça de ponte?



–Mas não como deveria ser, ainda não temos autonomia. Estamos perto disso,
mas há problemas. Não houve tempo de falar dos marcianos, Daniel.


–Ah, sim... Os marcianos.



–Estamos a ponto de começar uma guerra com os nativos. Numa garagem
temos quatro marcianos reféns, o que espero funcione, embora não saiba o grau de amor que têm entre eles, se é que o têm.


–Nesse caso o importante seria comunicar-se. Já o fizeram?


–Regina está aplicando neles a máquina hipnopêdica.



–Ah, sim... A máquina de táquions que roubamos dos Cinzentos da Lua, com
Valerión – disse Alfredo, abrindo outra lata de cerveja – Saudades dos velhos tempos da Selene-II. Nós íamos e voltávamos da Lua quando bem entendíamos, e os malditos ficavam impotentes, verdes de raiva e de inveja e o povo festejava...


–Continue com o assunto, Aldo – interveio Daniel.



–Inge está processando os dados, para aprender a língua e talvez eles a nossa.



–Será questão de horas – confirmou Elvis.


–A máquina nunca foi bem testada, a não ser com voluntários, mas Valerión,
sempre previdente, insistiu que devíamos trazê-la – disse Aldo.


–Valerión sempre está um passo à frente – disse Daniel.



–E as armas deles? – perguntou Alfredo.



–Temos três pistolas e vinte e quatro carregadores – respondeu Aldo.



–São tão poderosas como os homens estão comentando?



–Sim, Daniel. Enviaremos uma à INDEVAL, na primeira nave que voltar, para
ver se Valerión consegue reproduzi-las.


–E com essas armas eles deixaram-se derrotar por vocês?


–Sim, Alfredo. Claro que contamos com o escudo, que demonstrou ser eficaz
contra elas. É impenetrável, nossa melhor arma.


–Então é de esperar-se um ataque a qualquer momento?



–Talvez. Estamos preparados para rechaçar qualquer ataque. Modestamente, tenho fé nos nossos recursos e na nossa força.


–Sem falar da nossa superior inteligência, porque somos os mocinhos –
brincou Alfredo sempre gozador – E como se fosse pouco, também somos mais bonitos.


–Não vão pegar-nos – disse Elvis, ignorando a piada – temos vigilância total sobre este território por satélite. O escudo foi ampliado com postes novos e está ligado sempre, até por cima.


–Além do mais – completa Aldo – temos seis naves com poder de atômico de
fogo como para esterilizar-lhes a espécie em dois dias.


–Espero que não haja que chegar a esse ponto – disse Elvis – mas de todas maneiras temos também o Cascavel, o Engesa...


–Em cima há outros dois – disse Daniel – amanhã vamos fazê-los descer.



–Proponho um brinde por Andrés, que trouxe o primeiro Cascavel, e por
Daniel que trouxe o segundo e o terceiro – disse Alfredo.


–Pela sua iniciativa – disse Elvis.


–Por nós! – exclamou Luis, levantando sua lata e ficando de pé.



–E pela Causa – disse Aldo.



Beberam, mas com alegria forçada, porque sabiam que o futuro apresentava-se

coberto de incertezas...
*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.