sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Chegamos a 2016...!

Hoje é o dia 01/01/16
ou se preferirem:
160101
(data antártica)

É o ano do MACACO!



Pior... é o ano do Macaco de FOGO...!!


E também é o ano...

5777 da Era Judaica;

2792 da Era Greg
a;

2769 da Era Romana;

2675 da Era Japonesa;

2016 da Era Cristã;

1436 da Era Islâmica;

0524 da Era Americana;


0516 da Era Brasileira;


0203 da Era Wagneriana;


0172 da Era Nietzsch
eana;

0127 da Era... da Era... da Era... AH...!

(Nota mental: Lembrar e atualizar).

0071 da Era Atômica;

0063 da Era Sarracênica;



0059 da Era Espacial;

0050 da Era Trekker...!!




0048 da Era dos Mundos Paralelos


e o ano 0047 da Era Lunar.


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Feliz 2016! Vida Longa e Próspera...!
(Já que o mundo não acabou e uma pedra do céu não fez um Impacto Profundo)
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Hoje 17 de janeiro de 2015 em Saturno.

A Rainha das Estrelas.

–Por quê?

A pergunta de Aldo não surpreendeu o chefe Lian-Ee. Já a esperava.


–Há uma profecia mais velha do que este bosque, a qual nos diz que chegará uma Rainha das Estrelas, com um príncipe no ventre, que nos governará sabiamente por muitas estações.

–Acham que ela é minha esposa? – disse Aldo – Por isso nos acolheram bem?

–Sabemos que é ela – disse o chefe de clã.

–Mas nunca a viram antes! – Aldo estava incrédulo.

–A vimos descer da nave, caminhar e dar ordens como uma rainha... – disse o chefe Lian-Ee, cheio de emoção – Além do mais, espera um filho, um príncipe.
–E se nascer uma mulher?

–Nascerá um príncipe, um homem. Nossa médica nunca se engana.

–Médica?

–A sábia Ruddah. Ela abençoará o príncipe ao nascer e escreverá o acontecimento como deve ser, no Registro Vur-ho.

–O que é isso?

–Nosso livro sagrado. Nele estão relacionados todos os grandes e pequenos fatos da história de nosso povo, desde que nossos antepassados chegaram das estrelas, quando seu lar foi destruído pelo demônio Alakros...

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Terras Frias, Titã, 17 de janeiro de 2015.

Uma manhã clara em Titã é quando Saturno está cheio, refletindo mais luz da que parece provir do sol, que é uma grande estrela tocando o horizonte oposto.

O maior satélite de Saturno foi descoberto em 1655 por Christian Huygens. Tem um diâmetro é de 5.150 km e dista do planeta mãe 1.221.860 km.


No hemisfério norte é muito frio, com uma temperatura media de vinte graus negativos, o que deixa os nativos perfeitamente à vontade, assim como os antárticos, que já vieram aclimatados ao frio da sua nação gelada. A aldeia dos vurians ferve de atividade da manhã à noite do dia de trinta e duas horas.

Cavaleiros montados nos grandes lagartos, asgoths, circulam daqui para lá. De tanto em tanto, um trenó puxado por uma dupla de asgoths; carregado de carne de caça, passa como uma rajada de vento, dirigido por um vurians irascível, que grita aos pedestres para que saiam da frente; enquanto que em um terreno próximo, uma centena de guerreiros treina com lanças e espadas.

Nas ruas; crianças brincam com trenós e flechas, rindo e gritando, correndo e caindo.
Ao leste está o curral, onde dois homens alimentam os asgoths com carne de caça, enquanto outro em uma pista, treina disparando flechas ao galope do seu asgoth, contra um manequim humanóide.


Colunas de fumaça saem pelas chaminés, anunciando o almoço que espera aos guerreiros e caçadores. Aqui e ali se ouvem batidas de machado e martelo, indicando o nascimento de uma nova cabana.

Homens velhos caminham pelas ruas.
Mulheres com bebês, trajadas com bonitos vestidos de cores claras, jaquetas de peles e uma espécie de chapéu de lã e renda na cabeça, caminham cumprimentando-se e rindo.
Na beira do rio gelado os aguadores furam o gelo e carregam água em grandes recipientes a bordo dos trenós. Não longe daí; pescadores com arpão espreitam entre blocos de gelo não muito firmes...

Ao norte; a meio caminho entre o lago e a aldeia, está a parte nova recém edificada, onde moram os terrestres e os troianos.
Compõe-se de nove cabanas bem confortáveis de pedra e troncos, destinadas a moradia, e outras dez, destinadas para depósito de peles, mantimentos e objetos variados.
Na moradia principal, Regina, Nebenka e duas mulheres nativas estão ajudando a Lídia Maximova, a médica terrestre.
Observando tudo, está Ruddah Pakria, a bruxa; mulher em torno dos quarenta e dois anos; ainda bonita, com seu cabelo loiro dividido em duas tranças enroladas no alto da cabeça.
Aldo morde os dedos e coloca mais lenha na lareira. Inge; centro das atenções está no leito; queixando-se fracamente.

–Devíamos tirar a Hércules do gelo...

–Para que? – disse Lídia ajustando o pentacorder médico – Tudo o que poderia precisar da nave está aqui, capitão.

–Mas vai nascer nesta atmosfera...

–Não se preocupe. Muitas crianças nascem no altiplano da Bolívia e no Tibet.

A analogia da doutora convenceu o capitão. Lídia trabalhava enquanto Ruddah entoava um cântico quase inaudível, ao tempo em que queimava algo parecido a incenso, de cheiro agradável. Aldo não teve coragem para impedi-la de assistir, e também não tinha motivos; a feiticeira era muito respeitada na aldeia. Já o convidara numa ocasião para visitar seu laboratório de alquimia, e Aldo pôde verificar a grande cultura e inteligência da mulher.


Quando a cabeça do bebê assomou por entre os lábios vulvares de Ingeborg, Ruddah pulverizou um líquido no recinto e aumentou o volume do seu canto. Para surpresa de Aldo, Inge não gritou. O parto foi maravilhosamente rápido e Inge não sentiu quase dor. O bebê pendurado pelos pés pela doutora Lídia, soltou seu vagido enquanto uma das mulheres cortava o cordão umbilical.

–Nosso Príncipe nasceu, é um homem! – gritou Ruddah.
Adicionar legenda

Um rapazinho que esperava do lado de fora, ao ouvir o grito da bruxa, saiu correndo pelo caminho da aldeia, para anunciar a boa nova. Pouco depois, o Grande Corno da aldeia; uma espécie de megafone feito com um corno de algum enorme animal desconhecido; anunciava o nascimento, para rebuliço geral:

–Nasceu o Príncipe das Terras Frias!
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MUNDOS PARALELOS,
FASE 1, VOLUME 3,
 CAPÍTULO 21,
 PÁGINAS 45 E 46
(Arte rascunho: André Lima - texto: Gabriel Solís)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Entretanto, ontem em Saturno...

Saturno, 18 de dezembro de 2014.

O espetáculo mais maravilhoso do sistema solar, que o diferencia dos outros, é o planeta com anéis. Quantas vezes, viajantes recém chegados o admiraram, quantas vezes terrestres, marcianos, ranianos e hiperbóreos o viram como símbolo do lar, após uma longa jornada desde as estrelas! Mas isso seria no futuro.


Hoje, o gigante gasoso é um ponto de chegada e decisão para os tripulantes da Wodan.

Não chegavam ainda à órbita de Phoebe quando Olaf entrou na ponte e deparou com os amotinados. Na longa e desesperada viagem; estes ganharam silenciosamente toda a tripulação.

–O quê significa...? – perguntou Olaf.

–...Isto? – completou Regert com a pistola na mão – Significa que os terrestres nos deixam viver a todos em troca da Ilustre Dama... E do senhor, capitão.

–Malditos! – gritou Olaf, levando à mão à pistola, mas sem êxito, porque foi imediatamente imobilizado e amarrado por muitas mãos.

Nesse momento entrou Inge, com sua gravidez agora bastante ostensiva.

–Terminado o serviço; senhora – disse o comandante Regert, que em todo momento tinha liderado o motim.

–O comunicador está a sua disposição – acrescentou Schultz.

–Obrigada, senhores – disse ela sorrindo – Agora; meu desprezível Olaf; vou chamar à Hércules e você ficará a disposição do meu marido.

Ulfrum ficou pálido.

–Por favor, Regert, não faça isso! – choramingou o outrora temível senhor feudal de Enéas-1172 – Não me entregue a eles!

–Seja homem uma vez na vida! – gritou Petersen irritado – Cadê sua honra?

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–Inge! Estás bem? E o bebê?

–Estou bem, querido, e o bebê está ótimo.

–Qual a situação?

–Domino a situação agora.

–E o maldito?

–Olha-o – disse ela, com um sinal para que Ulfrum fosse posto na tela.

–Por favor, não me matem!

–Cale-se maldito. Quero que deponham as armas e serão perdoados.

–Será feito. Ulfrum está amarrado – disse Regert.

–Pare as máquinas e prepare-se para abordagem.

–Sim, capitão. Petersen! Parada total!

–Mas vale que não seja um truque, porque senão...

–Nós não somos como ele, capitão. Temos honra – disse Schultz.

–Honra? Vocês atiraram em mim e meus amigos em Ganímedes.

–Não, capitão – disse Regert – Foi o pessoal de Wilfred West. Nós estávamos a bordo esperando Ulfrum. Ele veio com a Ilustre Dama, para nossa surpresa.

–Confie em nós – disse Petersen – eu devo minha vida a ela.

–Confiarei. Por enquanto.

*******.

Para efetuar a transferência, Inge tinha que vestir uma roupa espacial. O tubo de abordagem da Hércules não era compatível com a escotilha da Wodan. Inge estava com oito meses de gravidez e seu velho traje já não lhe servia, por isso os troianos adaptaram um traje de homem bem folgado. 

Entretanto, Olaf devia ser desamarrado para vestir seu traje, o qual vestiu com rapidez. Aproveitando uma distração, bateu em Schultz com uma mochila, e escapou para as dependências inferiores da nave.

–Vão me pagar, traidores!

–Peguem-no! – gritou Regert.

Mas era tarde. Olaf chegou ao hangar e abordou um Horten M-2020. Na Hércules produziu-se um rebuliço ao ver partir o caça. Aldo gritou:

–Sabia que estavam mentindo! Vou matar todos vocês!

–Não, Aldo! – gritou Inge a meio vestir – Olaf fugiu, que não escape!

–Antes virás a bordo! Grubber, Wassermann e Simon vão te pegar.

–Sim, mas vou demorar um pouco com este traje, Aldo.

Os antárticos entraram na Wodan. Inge, vestida e equipada, abraçou os amigos.

–Agora me tirem daqui, rapazes.

De repente a nave tremeu.

–Olaf está atirando em nós! – gritou Petersen.

–Primeiro vocês, traidores! – gritou Ulfrum pelo rádio.

–Ele pode nos danificar seriamente – disse Regert – Petersen! Tire-nos daqui!

–Espere! E eu? – disse Inge em desespero.

–A senhora? Agarre-se forte porque vou acelerar – disse o piloto.

A Wodan lançou-se para adiante com violência e assim esquivou um disparo de phaser do Horten M-2020, que bateu na Hércules sem maiores conseqüências. Em seguida a Wodan desapareceu de cena e Olaf pôde ver o canhão marciano da Hércules girando em sua direção. Não foi tão estúpido como para ficar aí e escapou rumo a Saturno a toda velocidade.

*******.

O duelo.

–Vocês vão atrás da Wodan que eu me encarrego do maldito – disse Aldo enquanto embarcava no caça número 001.

–Sim, capitão – disse Boris.

–Quer que o acompanhe? – perguntou Kowalsky, já abordando seu avião.

–Não, amigo. Isto é pessoal.

–Entendi, capitão.

Olaf Ulfrum percebeu entre arrepios que o seu perseguidor estava cada vez mais perto e não atirava. Logo foi alcançado pelo caça CH-3, que se colocou do seu lado como se estivesse parado. De soslaio viu o número 001 na fuselagem.

–É ele! – pensou apavorado.

Olaf acelerou seu Horten-2020 ao máximo. Seus motores já estavam quase incandescentes e o CH-3 parecia quieto ao seu lado. Olaf tentou uma manobra lateral.

O outro lhe seguiu, quase tocando a ponta da sua asa esquerda. Em seguida o troiano tentou todas as manobras possíveis: esquerda, direita, acima, embaixo... Mas o terrestre adivinhava suas manobras. Por fim Olaf não pôde mais.

–O quê quer? – gritou pelo rádio.

–Pergunta idiota. – disse Aldo, dando uma gargalhada de gelar o sangue.

Olaf teve uma idéia. Ligou os freios.

Aldo descuidou-se e seguiu adiante. Só conseguiu desacelerar oito mil kms depois. Os instrumentos lhe disseram que tinha um míssil à popa. Passaram os segundos e Olaf atento ao radar, viu o curso do seu disparo que ia direto ao avião de Aldo parado no espaço. Então se produziu um silencioso clarão nuclear.

–Matei o terrestre! Matei o desgraçado! Eu sou o melhor!

Olaf ria e chorava ao mesmo tempo:

–Deviam ver esses traidores! Eu sou Olaf Ulfrum, o Temível! Matei o maldito! Matei! Estão me ouvindo traidores? Matei o terrestre!

*******.

Titã.
A aceleração a que tinha sido submetida a Wodan, levou-a às imediações da órbita de Titã, a maior lua de Saturno, quase do tamanho de Marte, e com uma atmosfera que outrora acreditava-se era composta de metano.

–Metano nas camadas altas; a atmosfera é bem grossa – disse o Dr. Valerión, atento ao espectrógrafo da Hércules, afetado pela proximidade de Saturno.

Um exame detalhado com os sensores ranianos adaptados ao computador positrônico, cedido pelos tripulantes da Analgopakin, indicou que a atmosfera era mais rica que a de Marte, tinha 80 por cento de nitrogênio e 18 por cento de oxigênio.

–Poderemos respirar aí – disse a Dra. Lídia – a pressão parece a da Terra a quatro mil metros de altura, como nos Andes ou o Himalaia.

–Se a influência que Saturno exerce em suas luas é semelhante à de Júpiter, atrevo-me a dizer que a temperatura deve ser tolerável – acrescentou Valerión.

Boris, no comando, entrou em contato com a Wodan:

–Regert! Você vai descer aí?

–Sim, porquê não?

–Está bem. Vou atrás.

Imediatamente Boris ordenou aos pilotos:

–Ivan, Tom e Alan! Escoltem a Wodan. Abram bem os olhos...! Boris para Ives! Vá atrás do capitão. Briga pessoal ou não; não quero que fique sozinho com esse louco. Adolphe e Jacques! Abordem suas naves e escoltem nossa descida.

As naves entraram na atmosfera de Titã, fazendo uma espiral descendente. A Hércules foi atrás da Wodan, que se dirigiu à calota polar, o lugar mais seguro para descer, com grandes planícies brancas.

–Regert! Vai descer aí?

–Parece um lugar tão bom como qualquer outro, e é bem plano.

–De acordo. Vou atrás. Nebenka!

–Senhor?

–Desligar impulso, ligar manobradores e antigravitação.

*******.

A Wodan pousou verticalmente numa superfície plana, branca e gelada.

Deixou profundas marcas na neve endurecida. No horizonte, umas árvores pareciam pinheiros de Natal. No lado oposto, uma cordilheira de cumes nevados e vegetação abundante nas ladeiras. A temperatura era quinze graus negativos e não soprava a menor brisa, embora se percebiam umas nuvens cinzentas aproximando-se sobre as montanhas. Não estava totalmente escuro. O sol era uma enorme estrela amarela e do lado oposto, a luminosidade da enorme massa de um anel de Saturno reinava absoluta num extremo do céu negro e estrelado.

Inge foi a primeira em colocar os pés no chão; seguida de Wassermann e alguns tripulantes troianos. Com o traje espacial dilatado pela barriga de oito meses; Inge parecia um ser grotesco. Tirou o capacete, liberou os cabelos de ouro e respirou o ar frio como o da Noruega, sua terra natal.

–Planeta lindo! – suspirou – Sinto-me em casa.

–Parece Antártica – disse Wassermann.

A Hércules apareceu com ensurdecedor rugido, no meio da fumaça dos freios e pairou pesadamente até pôr-se à par da Wodan. Desceu devagar, baixou as rodas e tocou a neve que se derretia com o calor dos manobradores. Logo foi enterrando-se, para o pavor de Inge e os outros.

–Estamos num lago gelado! Não acho que vai suportar o peso da Hércules!

–Boris, sobe! – gritou Inge.

–Tarde demais!

O peso e o calor dos motores ainda incandescentes; rachou o gelo de um metro de grossura. O trem esquerdo afundou primeiro, entortando a nave, que afundou na água gelada, fazendo-a ferver em meio de nuvens de vapor.





*******.

Um lugar para morrer.
Ives viu a explosão no espaço e acelerou nessa direção. Viu o Horten de Olaf e ouviu suas bravatas. Mas se fosse verdade não estaria vendo aquele ponto no radar.

–Capitão! É o senhor?

–Estou me divertindo com as palhaçadas do idiota.

–Deve estar louco.

–Sim. Desde que nasceu.

Olaf ouviu a conversa:

–Mas eu vi uma explosão...

–O escudo a deteve. Pensa que está tratando com vulgares piratas milkaros?

–Vejo outra nave. Chamou ajuda, terrestre!

–Não chamei, a coisa é entre você e eu – disse Aldo disparando o laser.

A cabine do M-2020 esquentou e Olaf acelerou em direção aos anéis.
Se alguma virtude Olaf possuía, para compensar seus muitos defeitos, era sua destreza pilotando um Horten M-2020. Manobrava muito bem e esquivava a maioria dos disparos do seu oponente.

Ives ficara em segundo plano, deixado atrás a cem mil kms de distância. Mas ele foi se aproximando rapidamente para não perdê-los de vista, como prometera ao comandante Boris. Saturno exercia muita força gravitacional e havia que acelerar muito. Não que fosse difícil para pilotos habituados a manobrar nas imediações de Júpiter, planeta bem maior.

Os anéis, compostos de pedras grandes como montanhas e de enormes icebergs de gelo sujo, ficavam mais difusos quanto mais perto. Os rivais perseguiam-se mutuamente, a dezenas de milhares de kms por hora, por entre o labirinto das enormes massas, trocando torpedos, raios e rajadas de balas explosivas. A separação entre as moles era às vezes de centenas de kms, mas à enorme velocidade em que ambos moviam-se, qualquer erro poderia destruí-los instantaneamente.

Já não mais se comunicavam. Alvejavam-se raivosamente e às vezes acertavam. Aldo viu que estava ficando sem munição e decidiu elevar-se do plano dos anéis para poder observar de cima onde seu inimigo estava. Uma vez encima, viu que Olaf teve a mesma idéia e praticamente pareceu que pularam juntos. Estavam longe demais um do outro, pelo que era inútil disparar mísseis, que seriam facilmente destruídos com laser. Também era longe para balas e canhões marcianos, pelo que Aldo usou o laser, mais efetivo, por ser instantâneo. Acertou várias vezes, mas o troiano sempre saia do lugar. Olaf agora lutava por sua vida, estava mais inteligente, mais calculador. Percebeu que cada vez que Aldo atirava, era obrigado a desligar o escudo por uma fração de segundo. Com esta idéia na cabeça aproximou-se sem deixar de disparar, mas guardando um míssil para o final.

Ambos gastaram a munição. Aldo estava já quase sem deutério, por causa das repetidas acelerações para vencer a força gravitacional, e o laser era a última arma que lhe restava. Olaf disparou seu último torpedo e foi colocando-se a tiro. 
Aldo concentrou o laser nele por vários segundos, uns preciosos segundos sem proteção, o suficiente para o torpedo acertá-lo.

*******.

Aldo e Olaf estavam juntos demais e Ives viu que devia intervir. Acelerou e em segundos pôde presenciar o final do duelo. Aldo percebeu o truque, mas era tarde, acelerou, mas o míssil explodiu perto dos tubos de popa antes do escudo se fechar. 
Justamente na popa, onde era mais fraco por causa do escape do motor. A explosão foi suficiente para apagar os tubos e Aldo ficou à deriva sem energia. Olaf também não teve sorte, o laser queimara muita coisa na cabine, esquentando o metal até a incandescência. A temperatura estava tão alta que Olaf teve que a abandonar o Horten, por temor da explosão iminente. Aldo já se aproximava voando com o impulsor da mochila. Olaf acelerou seu cinturão foguete rumo aos icebergs. Aldo voava entre as moles, chegando perto de Olaf, que disparou a pistola e errou. Aldo respondeu o fogo e acertou-lhe na luva. Enquanto os homens trocavam tiros, os aviões foram atraídos por uma massa flutuante. Ives; com o sensor ligado percebeu o que ia acontecer.

–Capitão!

–Agora não, Ives.

–Mas, capitão...!

–Estou ocupado – respondeu Aldo esquivando um disparo.

–Vai a ocorrer uma explosão, capitão!

–Deixe explodir – disse Aldo, atirando.

Os rivais pousaram frente a frente sobre a superfície de uma mole de gelo.

–Chegou sua hora, Ulfrum.

–Veremos – disse Olaf, disparando vários tiros que deram de cheio no peito de Aldo, protegido pela armadura, fazendo-o escorregar para trás.

–Veremos quem agüenta, Ulfrum.

A melhor armadura venceria. Os dois atiravam e cobriam o rosto com o braço para proteger o visor, procurando acertar no visor do outro.
As naves explodiram numa silenciosa luz atômica, do outro lado de uma montanha de gelo, sem atingir os lutadores. A imensa mole, em parte derretida, em parte quebrada, deslocou-se impulsionada pelos seus próprios gases para onde os inimigos se enfrentavam. Deveriam morrer ambos esmagados.

Aldo percebeu a enorme sombra que se aproximava e abandonou a luta, voando com seu impulsor paralelo ao solo. Olaf pensou que tinha vencido, quando, percebeu a sombra, olhou para cima e viu o que estava vindo. Foi rápido para ligar o cinturão impulsor e voar na mesma direção do seu oponente, mas já era tarde. Ambos blocos chocaram-se, esmagando o troiano quando faltava meio corpo para sair da armadilha.

Olaf ficou preso da cintura para baixo, como um inseto. As montanhas de gelo, unidas numa só, levaram-no a toda velocidade pela mesma órbita dos anéis, perante os olhos de Aldo e de Ives, que freava nesse instante perto do seu capitão. Seu grito de dor e desesperação ressoava nos fones dos terrestres, que não podiam fazer mais nada.

Olaf retorcia-se e gritava, afastando-se mais e mais, levado na voragem dos anéis; para girar eternamente num carrossel sideral. Ficaria para sempre girando em torno de Saturno, formando parte dos anéis por toda a eternidade, como um monumento. E gritou muito, demorando em morrer, sabendo que não tinha salvação.

–Está perdido, capitão – disse Ives apavorado.

O torso de Olaf, prensado, se afastava vertiginosamente.

Logo de um minuto que pareceu um século, parou de gritar.

Aldo disse por fim:

–Que lugar fantástico para morrer!

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MUNDOS PARALELOS, Fase 1 volume 3, capitulo 20 páginas 33 a 38. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Começaria hoje: Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.1

Blog Sarracênico - Ficção Científica e Relacionados: Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.1

O mundo não acabou, segundo os Mundos Paralelos,
Fatos de hoje: 

Mundos Paralelos ® – Fase I - Volume I
CAPÍTULO I
Extremo sul do Planeta Terra – 13 de fevereiro de 2013


 –Setenta graus negativos e estamos a mil metros de altitude.–Entramos em território antártico – disse a loira engenheira Ingeborg Inge Stefansson, sacerdotisa odínica norueguesa, na poltrona do co-piloto.
–Falta pouco para ver as luzes da cidade, Inge – Mara já demonstrava umpouco de cansaço pela tensão da pilotagem.–Não vejo a hora de chegar – interveio a jovem psicóloga italiana Regina Lúcia Cardelino, desde o compartimento posterior, onde estavam às engenheiras gêmeas chilenas Bárbara e Linda Blanes.Embaixo delas a branca paisagem passava a mil quilômetros por hora.Estavam aquecidas. A temperatura a bordo do avião antártico ainda era a do cálido Brasil, onde poucas horas antes as cinco moças tomaram seu café da manhã no restaurante da Faculdade de Eletrônica e Cibernética de Blumenau.
 

 








Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

Compre Mundos Paralelos volume 1 clicando aqui.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Fim de Ano, já que o mundo não acabou...

REFLITA
 

Quando 2012, ANO DO DRAGÃO começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos...

Você podia fazer dele o que quisesse...

Era como um Livro em Branco e nele você podia colocar um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, um sonho. Podia... Hoje não pode mais; já não é mais seu.

É um livro já escrito... Concluído.

Como um livro que tivesse sido escrito por você ele um dia lhe será lido com todos os detalhes e você não poderá corrigi-lo.

Estará fora de seu alcance.

Portanto antes que 2012 termine, (e já que o mundo não acabou) reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado. Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo. Leia tudo...

Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo. Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas.

Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as ruins.

Para escrever o seu novo livro você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio e terá, para preenche-lo, toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o. Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e a seguir, guarde-o. Não importa como esteja...

Ainda que tenha páginas negras guarde-o e diga apenas duas palavras, lembrando-se como passou rápido: obrigado e perdão.

E quando 2013 chegar lhe será entregue outro livro novo, limpo, branco, todo seu, no qual você irá escrever o que desejar...


FELIZ LIVRO NOVO!

FELIZ 2013,
 ANO DA SERPENTE DE ÁGUA!






 

Ou talvez 2013 seja isto:



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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bom... o Mundo não acabou...! Isso é bom?

Odeio me repetir, mas já que estamos...
E como o mundo não acabou...

O Blog Sarracênico não é alheio a esta data.
(Já disse isso antes....?)
Apesar de que não somos religiosos praticantes das religiões monoteístas, respeitamos a fé das pessoas de bom coração, e, portanto, queremos lembrar a data do nascimento de Cristo da maneira que achamos correta.

O 25 de Dezembro não é só um dia de presentes de Papai Noel, que aparece num trenó puxado por renas desde o pólo norte, como você poderá ver clicando nesta imagem:


O 25 de Dezembro também não é a data da comilança e das bebedeiras que quase sempre terminam, ou em brigas lamentáveis, ou em acidentes de carro.

Hoje é o aniversário de nascimento...
...de alguém que é venerado há mais de 2000 anos:


E se o nascimento de Jesús fosse em 2012, caso o mundo não acabasse... como não acabou?

Clique aqui para saber!





E uma Vida Longa e Próspera em 2013...!
Vamos a aproveitar a prorrogação!








(Já sei que eu disse tudo isso antes, mas pelo menos vamos a ver se conseguimos chegar até 31 de dezembro de 2012)
Aí sim, escapamos da Foiçe!


(Click nas imagens para aumentar)