sexta-feira, 16 de março de 2012

Mundos Paralelos - Capítulo 8-8.6

8-8.6
26 de agosto de 2013.

Hoje começaram as aulas das crianças na escola da base; aulas que começaram onde eles pararam, segundo o programa curricular de Antártica e da Lua.

Ministradas por Patrick e Hiroko nas suas áreas; são auxiliados pela máquina de táquions e por um professor nativo de idioma marciano; conjuntamente com outro; também nativo; de História marciana; as novas matérias.

Há um Doutrinador; o capitão Elvis, para ensinar-lhes os motivos pelos quais tiveram que fugir da Terra; o que vieram fazer em Marte e o que se espera deles no futuro.

São as crianças que vivem felizes no Ponto de Apoio. Assistem a quatro horas diárias de aula cinco vezes por semana e duas de aula prática, aprendendo a viver no mundo novo, pesquisando vegetais, animais e solo; junto aos cientistas. O resto do dia elas perambulam pela base, brincando e praticando esportes novos num mundo onde vestem roupa espacial, o que é uma brincadeira maravilhosa.

Alguns conseguiram mascotes nativas. Estas crianças privilegiadas não conhecerão a opressão, a maldade, o crime e o vício. Só conhecerão o amor dos seus pais e camaradas.

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27 de agosto de 2013.

Pelo programa de confraternização; dois mil nativos de confiança de Bert Vurián se incorporaram à força de trabalho para acelerar a produção e construção.
As indústrias da base tomaram vigor, as naves vão às luas, onde se instalaram bases de serviço; e aos containeres e naves robôs para descarga.

Em Phobos a mineração funciona a pleno, como em Dheimos, onde o radiotelescópio funciona em caráter experimental.
Foi reconstruída a fábrica de combustível e logo estará funcionando a toda capacidade.
A fundição de ferro; que os marcianos prezam; fabrica barras a ritmo acelerado, extraindo-o do solo, separando o oxigênio, que quando não se aproveita sai em forma de jato por uma chaminé.
A fábrica INDEVAL Motores está tocando os projetos que vieram da Lua da Terra.

Os colonos estão satisfeitos com o modo de vida atual. Talvez sintam saudades da Terra e das diversões de Antártica e das bases lunares, mas logo vão perceber que Marte é uma Antártica o uma Lua mais tranqüila, sem medo de guerra. A vantagem de Marte é que aqui há serviço para todos, diferentemente de Antártica ou da Lua, onde eles eram reserva técnica porque todos os cargos estavam ocupados, onde o espaço vital, a água e a comida estavam racionados, coisa que não acontece aqui.
Em Marte sobra espaço vital, se trabalha oito horas por dia, cinco dias por semana; há oito horas tranqüilas, silenciosas, para dormir. Com toda esta gente, aboliram-se os três turnos; há oito horas para não fazer nada, há sábados, há domingos, que faltavam na Lua e na Antártica. Há cinemas, há escola, há igreja dominical, há piscina de natação e ginásio.

Aos domingos há diversões fortes; corridas de Autos-N no deserto, corridas de espaço-motos e corridas de caminhões de areia. Tudo transmitido a todo o planeta pela recém criada RTVM, (Rádio e TV Marciana).

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20 de setembro de 2013.

Agora tudo funciona. O Ponto de Apoio é uma pequena cidade. Parece uma fortaleza redonda; o terreno foi rebaixado e nivelado numa faixa de um km de extensão ao redor da cerca-escudo. Uma rampa leva ao portão de entrada. Resulta
impossível entrar nele por outro local que não seja o portão ou o céu.

No lado noroeste montou-se e abasteceu-se um mini-mundo ecológico fechado com vegetação trazida de várias regiões da Terra. As paredes e o teto são de alumínio transparente para aproveitar o sol, cujos raios ultravioletas são filtrados. O solo do mesmo é solo terrestre legítimo, trazido com os colonos. Um solo no qual se cultivou arroz, trigo, milho, pomares, legumes e frutas tropicais, como bananas e abacateiros.

Dentro dele, que ocupa um retângulo de seiscentos metros por cem, há um mini planeta Terra com um rio e um mar doce cheios de peixes; um deserto com cactos, lagartos, insetos e aracnídeos; uma floresta e um pântano com insetos, rãs, aves de caça e de rapina; uma pradaria, com ovelhas, cabras, coelhos, galinhas, patos e perus.
Dentro há uma cabana com saída pela eclusa, onde botânicos, zoólogos e veterinários trabalham. Ao lado, há em construção outro mini-mundo similar em tamanho e tecnologia, onde a experiência será repetida com solo fértil marciano para observar o resultados. É fundamental à sobrevivência saber se nutrientes locais são compatíveis com vegetais e animais terrestres. O ponto culminante da experiência será um terceiro mini-mundo ainda no papel, embora com terreno já delimitado; onde serão realizados testes de aclimatação de organismos nativos às condições terrestres.

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