sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 6 - 6.3

6-6.3
Ainda em 12 de junho de 2013.

Havia o que contar ao capitão Fuchida e o que lhe mostrar.
Viu-se de repente na frente de vinte marcianos. Conservou a calma, ao igual que seus sete tripulantes.
Ao ser apresentado a Lon Vurián, mostrou-se cortês como era seu costume. Surpreendeu-se por ser cumprimentado em espanhol. A tripulação foi distribuída nos veículos e o trajeto através da Havern Umbr foi reiniciado à velocidade normal.

Os
veículos rodavam com a lentidão de quem retorna a casa depois de uma cansativa jornada... Antárticos e marcianos estavam visivelmente cansados pela aventura no canal. Os japoneses notaram que os anfitriões falavam pouco. Após a primeira hora; colocados os assuntos importantes em dia, a conversa morreu e os olhares dirigiram-se ao caminho à frente. O clima era de cansaço e o capitão da Ikeya-Maru o percebeu.

Terrestres e marcianos almejavam chegar. Fuchida percebeu que, se para ele a paisagem era maravilhosa, para os anfitriões seria monótona: areia, pedras, arbustos, dunas, vermelho, cinza, marrom e verde escuro. Ao ver os portões da base, os espíritos alegraram-se. Os motores aceleraram, e até a nuvem de pó parecia mais bonita.

Traspassaram a entrada, que deslumbrou aos
recém chegados e aos antárticos; que encontraram construções não estavam quando saíram.

Um grupo encabeçado por Inge saiu-lhes ao encontro. Os japoneses foram
conduzidos a um alojamento vazio enquanto Aldo e os camaradas foram para os seus, a tomar banho e descansar. Os marcianos dirigiram-se para seu próprio acampamento.
*******.
À noite, no alojamento de Aldo; jantavam o capitão Fuchida com sua esposa, a Dra. Yashuko; o imediato, Prof. Idenari Terasaki com sua esposa Yoko, filha de Fuchida; Chuichi Fuchida com sua esposa Mariko e os filhos do Prof. Terasaki, o piloto Maya e a bela Chiyoko. O capitão e sua neta falavam fluente o espanhol e ela traduzia a conversa para os outros.

–Já contei nossas aventuras e agora satisfaça minha curiosidade pelas novas de
casa, como sua vinda, por exemplo. Não lhe esperava.

–Vim a pedido do Dr. Valerión, amigo de anos. Trabalhávamos na INDEVAL Motores, na Lua, na construção e testes de naves.

–Ouvi sobre isso. Mas por quê o silêncio radial?

–Para não alertar o inimigo. Minha nave é desarmada, fora o avião de caça.


–E o que me diz sobre os preparativos de embarque de colonos?


–Max Guerreiro acertou com o Dr. Valerión o envio de colonos e outros
projetos. Alguns deles já os conhece; a remodelação de Port Armstrong e da Base de la Tranquilidad; conclusão da Base Brasil, Base Chile, Base Uruguay, Base Antípodas, Base Cara Oculta, Ciudad de los Ancianos, com capacidade para dois milhões de pessoas. Destina-se a os velhos mentores que não podem mais trabalhar na Terra. Pessoas como eu, por exemplo, que com 60 anos, recusaram a Marca e por isso somos considerados criminosos pela Nova Ordem Mundial. Nessa comunidade, denominada oficialmente Universidade Lunar; os sábios mestres idosos passam sua experiência de décadas aos jovens, lecionam as matérias que dominam, ensinam suas profissões aos mais novos, fazem pesquisa científica pura, escrevem livros e pensam. Ali podem curtir seus passatempos preferidos; alguns cultivam hortas hidropônicas, produzem alimentos e medicamentos nas horas vagas. Em troca há médico, casa, comida, conforto e perspectiva de longa vida na baixa gravitação, onde o coração faz menos esforço. A admissão de ocupantes começou há dois meses.

–Foi idéia de Guerreiro?

–Foi. Nas Montanhas Malditas se constrói a Prisão de Segurança Máxima, no
limite entre Cara Oculta e Cara Visível, a seiscentos kms da Estrada Translunar. Sua capacidade será de 150.000 condenados em Antártica e em países amigos a penas superiores a um ano de trabalho forçado e aos condenados a pena de morte; embora em Antártica seja sumária e rápida.

–Não acredito que no mundo livre haja tantos criminosos vivos...


–Guerreiro acha que sim, após o que aconteceu na Base Nº 1 e a vocês, com
aqueles mísseis. Ele acha que ainda há traidores. Você foi criado em Antártica, onde para a jurisprudência do Direito Antártico; até o roubo de um sabonete exige pena de morte. Por isso em Antártica não existe crime... Mas, capitão Aldo; vamos falar de coisas mais agradáveis.

–Sim. Fale-me da Ikeya-Maru, uma nave notável.

–Obrigado. O pessoal da INDEVAL fez uma nave que, sem foguetes auxiliares
descartáveis, atinge 500.000 kph.

–Eu lutei para passar dos 120.000; com as naves da classe Antílope...

–Valerión e eu usamos motores de Vitrocerâmica e válvulas mais estreitas.


–Não me diga que só modificou o motor...


–O combustível também.


Aldo estava surpreso. Seu combustível era considerado o melhor que existia.

–Como fez isso?


–Na hora da mistura usamos proporção menor de concentrado no peróxido sem
perda de potência como se pensava antigamente. Valerión e eu descobrimos isso depois de muito trabalho.

–Quer dizer que nosso sistema é obsoleto?
–Sim. Na fabricação do concentrado não é necessário aplicar o grau de radiação que estávamos usando, já que no processo de gaseificação de urânio libera-se suficiente. Além disso, o motor trabalha com menos temperatura, sem mencionar que há menos perigo de atingir o ponto crítico da antimatéria. A única precaução seria manter constante a pressão. Conseguimos isso desviando energia para outras funções.

–Estou admirado do seu conhecimento, capitão Fuchida.


–Minha tripulação tem experiência nas naves da classe Antílope como sujeitos
de ensaio da INDEVAL (Industria Espacial Valerión), desde que começaram a ser fabricadas em Antártica e concluídas na Lua. Meu genro é astrofísico; meu filho é físico nuclear e sua esposa é perita em informática; minha filha é geóloga; minha esposa é médica; minha neta é navegadora e meu neto é piloto de testes.

–São todos imprescindíveis – maravilhou-se Aldo – fale dos colonos. Estamos preparados para recebê-los.

–Catalogamos 280 técnicos e engenheiros da Lua e Antártica com suas famílias e 120 pessoas das famílias do seu pessoal. Um total de 400 pessoas.

–Seremos 500. Ótimo, aqui há espaço. A infra-estrutura comporta mais do que isso. Apenas faltam coisas como, por exemplo, escola para as crianças, um hospital maior, distrações, mais veículos com rodas...

–Valerión já considerou tudo isso.


–Quando virão essas pessoas e como?


–Tenho meu cronograma apertado já que estamos na órbita mínima e Marte se
afasta. Primeiro; vou modificar os motores. Trouxe alguns para uso imediato, do tipo Val-002-M para economizar tempo; combustível novo e a atualização da sua fábrica. Começo amanhã. Em uma semana estaremos em condições de decolar.

–Alegro-me de tê-los aqui. Valerión foi feliz em e enviá-lo...


–Foi, sim – disse Fuchida – Quê lua é essa, que se vê pela janela?


–Dheimos.


–É tarde. Você ainda não descansou da sua última expedição.


–Não se preocupe.


–Ainda assim, vamos dormir no alojamento que nos destinou, se nos permite.


–A pressa é sua. Encontrarão o que necessitarem no alojamento.


–A Ikeya-Maru estará segura lá afora?


–Não se preocupe. Temos a região monitorada com o satélite espião.



Os japoneses colocaram capacetes e mochilas. Entraram na eclusa e saíram ao
céu iluminado pelas luas. A bela Chiyoko caminhava de má vontade. Sabia que esta, sua primeira noite em Marte, seria longa e penosa pela simples razão de que não conseguiria dormir. Não podia esquecer o líder antártico. Considerava-o muito interessante. Por algum motivo, ignorado por ela mesma, ele entrara no seu coração.

Isso seria, no futuro, algo que ela lamentaria. Esse primeiro encontro, embora os protagonistas não o soubessem, mudaria algumas vidas, ocasionaria mortes, guerra e um final inimaginável. Mas isso ainda é futuro.
*******.
Os dias seguintes foram agitados. Para confraternizar com os nativos, Aldo mandou abrir a base para Vurián e seus comandados. A decisão escondia um motivo: faltavam braços no Ponto de Apoio. Diplomaticamente, Aldo chegou a um acordo com seu novo amigo Lon Vurián.

Os marcianos trabalhariam em certas tarefas, como
a condução de veículos, ajudariam nas pesquisas geológicas e ajudariam a trazer a carga da Ikeya-Maru e toda a que caísse do céu. Isto deixou maravilhados a Lon Vurián e Vurón Garlak, dispostos a juntar-se aos visitantes para aprender mais.

Aldo
estava interessado nas especialidades de ambos, mas, como explicou a eles, dificilmente encontraria tempo para dedicar-se à pesquisa pura, porque tinha que cumprir o cronograma de modificação de naves que deveriam retornar à Terra.
*******.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O quê nos espera em 2012?


"Alguns estudiosos acreditam que 2012 é a data final para acharmos uma solução para o inevitável fim do petróleo que poderá ocorrer nas próximas décadas. Caso isso não seja feito
o mundo poderá entrar em uma imensa recessão global e posterior colapso econômico. As nações irão lutar entre sí pela última gota de petróleo. Isto poderá desencadear uma guerra no planeta e o fim da civilização como a conhecemos, alertam estes estudiosos. "
À medida que as estruturas e sistemas humanos começam a falhar e a vida no Planeta se torna cada vez difícil de ser vivida, faz-se necessário refletir sobre o que o futuro nos reserva. Nosso objetivo é pesquisar as transformações sem precedentes que já estão ocorrendo no Planeta e correlacionar estas profundas mudanças com a consciência humana. Desta forma este site se torna uma eficaz ferramenta para que os internautas se preparem fisicamente, psicologicamente e até espiritualmente para mudanças radicais no modo de vida humano. Não acreditamos em eventos que ocorrerão numa única data, mas num processo que já vem ocorrendo há décadas e que está chegando num clímax. Isso poderá ocorrer antes ou depois da data 21/12/2012. Neste site você terá alguma ideia das transformações que já estão ocorrendo no mundo em nível físico, social, psicológico e ambiental, e como isso poderá, em breve, mudar para sempre a vida de todos nós.
Todos são unânimes em dizer que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados

Conforme o ano de 2012 se aproxima, cientistas, religiosos e místicos do mundo inteiro correm atrás de pistas deixadas por civilizações e profetas do passado explicando como será o fim dos tempos. Em diversas culturas ancestrais o ano de 2012 é marcado nos calendários como o 'Armagedom', o 'apocalipse', o 'fim do mundo', 'o juízo final', 'o fim de um ciclo' e, nos mais otimistas, 'o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada'. Maias, Egípcios, Celtas, Hopis, Nostradamus e diversos profetas, Chineses e Budistas, WebBots, Cientistas e Religiosos das mais diferentes crenças dizem que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados.


Veja a seguir algumas teorias do que poderá ocorrer em 2012, antes ou depois. Algumas teorias possuem base científica, outras são espiritualistas e místicas. Recomenda-se bom senso na leitura.

Segundo a cosmologia Maia, o Planeta Terra possui 5 grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, 4 já passaram. "Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012." diz Steven Alten. O quinto e atual ciclo também terminará em
destruição? O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. "A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.
A cada 26.000 anos o sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão. A data exata disto tudo é 21 de dezembro de 2012. "A Terra oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos." diz John Major Jenkins.

Mas o que de fato acontecerá na fatídica data de 21 de dezembro de 2012? Para muitos será o dia da aniquilação da raça humana devido a uma inversão dos pólos da Terra. Como isso seria possível? Devido a distúrbios nos campos magnéticos do Sol que, gerando colossais tormentas solares, afetarão a polaridade de todo o nosso planeta. Resultado: o campo magnético terrestre se inverterá imediatamente, com conseqüências catastróficas para a humanidade. Violentos terremotos demolirão todos os edifícios, alimentando tsunamis colossais e atividade vulcânica intensa. Na verdade, a crosta terrestre deslizará, arremessando continentes a milhares de quilômetros de sua localização atual.

Até já estão sendo desenvolvidos novos mapas da geografia terrestres após as alterações físicas que supostamente ocorrerão. Especula-se que a Europa e a América do Norte sofrerão um deslocamento de milhares de quilômetros em direção ao Norte, e seu clima se tornará polar.

Para a surpresa de muitos, em 2008 apareceu um Crop Circle (círculos nas plantações) indicando a formação planetária em 2012 e talvez querendo nos alertar para algo que ocorrerá em 21/12/2012.

Outros falam que grandes cataclismos serão gerados devido a passagem de um astro/cometa/planeta perto da Terra. Seria o “abominável da desolação” de Jesus, a “abominação desoladora” do profeta Daniel, a “grande estrela ardente com um facho, chamada Absinto” do Apocalipse de João, a “grande estrela“, “o grande rei do terror“, “o monstro” ou “o novo corpo celeste” de Nostradamus, o “astro Intruso” ou “planeta higienizador” de Ramatis, o “planeta chupão” citado por Chico Xavier, ou o “Planeta X” procurado pelos astrônomos, ou o “12º planeta” de Zecharia Sitchin, ou o “Nibiru/ Marduk” dos Sumérios, ou ainda o “Hercólubus” da turma da Gnose.

A edição 148 da Revista UFO, de dezembro de 2008, veiculou extenso artigo sobre o suposto astro Nibiru, intitulado Nibiru: Perigo Iminente, do professor universitário e autor Salvatore De Salvo, consultor da UFO, defendendo sua existência e a iminência de um desastre na Terra quando de sua passagem, esperada para 2012. Embora esta visão catastrófica tenha sido contestada pelo Ufólogo Marco Antonio Petit na edição 151 da Revista UFO, de março de 2009, Salvatore voltou a ratificar o alerta sobre a aproximação de Nibiru num artigo publicado pelo site da Revista Ufo em abril de 2009. No programa Fantástico da Rede Globo de 1 de março de 2009 o tema 2012 e Nibiru foi abordado muito rapidamente. Como se poderia esperar de uma emissóra de TV aberta e destinada a grande massa (povão) infelizmente o tema foi tratado com deboche e visto como um "Hoax" (boato fraudulento), sem que tenha havido qualquer investigação aprofundada por parte da emissora (o site porque2012.com apareceu rapidamente nesta reportagem).

Parece loucura, mas talvez seja verdade que o Sol tenha uma companheira mortal que ameace a vida em nosso planeta. A hipotética companheira do sol foi sugerida pela primeira vez em 1985 por Whitmire e Matese, que a batizaram de Nêmesis, a deusa da vingança. Seria até mesmo possível que esta "estrela da morte" já estivesse presente em algum catálogo estelar, sem que ninguém tivesse notado algo incomum. Entre os defensores da existência de Nêmesis estão geólogos que apostam que a cada 26 ou 30 milhões de anos ocorrem extinções em massa da vida na Terra, paralelamente ao surgimento de uma grande cratera de impacto (ou várias delas). Registros geológicos de fato indicam uma enorme cratera de impacto no mar do Caribe, com 65 milhões de anos, do final do período cretáceo, coincidindo com o fim do reinado dos dinossauros Esse evento teria aberto caminho para que nossos antepassados mamíferos tomassem conta do planeta e nossa própria espécie pudesse evoluir. Um ou mais cometas teria atingido a Terra, argumentam, envolvendo-a numa nuvem de poeira durante meses.

A ideia de um planeta gigante e desconhecido passar perto da Terra ou até mesmo chocar-se pode parecer absurda, mas a ciência indica que temos com o que nos preocupar. Estamos falando de asteróides. Um asteroide (2003 QQ47) de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Outro risco seria o asteróide VD17 2004 descoberto em 27 de novembro de 2004, que possui aproximadamente 500 metros de comprimento e um bilhão de toneladas. A Nasa declarou que o VD17 2004 poderia colidir com a Terra no início do próximo século, e com o impacto causaria a liberação de 10 mil megatons de energia (o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta) causando a destruição em massa do planeta. O 2004 VD17 é o asteróide com as maiores chances de entrar em colisão com a Terra. As chances de uma colisão com a Terra, em 4 de maio de 2102, foram avaliadas na ocasião como uma possibilidade de uma em 3.000.Novas observações e cálculos complementares aumentaram o risco a "pouco menos de um por 1.000". Outro asteroide que põe medo nos cientistas é o chamado Apophis. Segundo os cientistas, há uma pequena possibilidade dele entrar em rota de colisão com a Terra nas próximas décadas. Recentemente a Nasa disse que não tem condições de detectar e destruir asteróides.
Para os cientistas da NASA a data de 2012 será marcada por violentas tormentas solares e pelo degelo total do Pólo Norte. Para os governos e a ONU algo terrível está para ocorrer com nosso planeta, por isso foi inaugurado no início de 2008 o “cofre do fim do mundo” que visa abrigar sementes de todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício. Na 14ª Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, no início de dezembro de 2008, o ministro polonês do Meio Ambiente, Maciej Nowicki, considerou que a “humanidade com seu comportamento já empurrou o sistema do planeta Terra a seus limites”. “Continuar assim provocaria ameaças de uma intensidade jamais vista: enormes secas e inundações, ciclones devastadores, pandemia de doenças tropicais e até conflitos armados e migrações sem precedentes”, lançou, pedindo aos negociadores que não “cedam a interesses particulares obscuros neste momento em que devemos modificar a direção perigosa que a humanidade tomou”. Veja aqui a notícia completa. Críticas à comunidade financeira internacional dominaram o discurso do presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em junho de 2009, Miguel d"Escoto, na abertura da conferência sobre a crise mundial disse: 'Devemos evitar que a crise (financeira) se transforme em tragédia humanitária, e os humanos acabem como os dinossauros.'. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou, na terceira Conferência da ONU sobre o Clima que, segundo ele, o aquecimento global está colocando o mundo num abismo. "Estamos pisando fundo no acelerador e caminhamos para o abismo", denunciou Ban.

A Revista Science publicou um artigo em 26-junho de 2009 informando que os cientistas são unânimes em dizer que não estamos preparados para a próxima máxima solar que acontecerá entre 2012 e 2013. Uma grande tempestade solar poderá trazer
consequências assustadoras para a humanidade.Danos à rede de força e sistemas de comunicação poderão ser catastróficos, falam os cientistas, com efeitos que podem levar ao descontrole governamental da situação. As previsões são baseadas em uma grande tempestade solar de 1859 que fez com que os fios dos telégrafos entrassem em curto nos EUA e Europa, levando a grandes incêndios. Possivelmente foi a pior em 200 anos, de acordo com um novo estudo. Com o advento das redes de energia, comunicação e satélites atuais temos muito mais em risco.“Uma repetição contemporânea do evento [de 1859] causaria distúrbios sócio-econômicos significativamente mais extensos”, concluíram os pesquisadores. A cada 11 anos, quando o sol entra na sua fase mais ativa, ele pode enviar tempestades magnéticas poderosas que desligam satélites, ameaçam a segurança dos astronautas e até interrompem sistemas de comunicação na Terra. Um artigo do canal americano FOXNEWS disse: "Uma brutal tempestadade solar poderia 'apagar' os EUA por meses". Para piorar a situação, cientistas da NASA informaram em 2003 que foram descobertos "buracos" no campo magnético da Terra, o que pode indicar que nosso escudo protetor contra as tempestades solares não suportará a máxima solar que vai ocorrer por volta de 2012. Recentemente um estudo mostrou que o sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas - o chamado vento solar - mesmo quando sua atividade parece estar em baixa. Se isso for verdade, a Terra pode sofrer grandes impactos mesmo diante de um período de mínimo solar.

Para os WebBots algo devastador vai ocorrer em 2012. Segundo seus idealizadores, os
WebBots parecem indicar algum evento ligado a descarga de plasma que poderá atingir nosso Planeta por volta de 2012. Isso poderia sugerir uma explosão de raios gama ou algum evento ligado a tormentas solares que poderá nos atingir por volta de 2012 (como já falamos antes). Especula-se também que será por volta de 2012 que o mega vulcão de Yellowstone entrará em erupção e destruirá metade dos EUA, além de afetar drasticamente o clima de todo o Planeta. Também especula-se que a Costa Leste dos EUA poderia ser atingida por um grande tsunami ocasionado por uma explosão vulcânica próximo às Ilhas Canárias. Este evento, segundo alguns cientistas. atingiria também a costa norte e nordeste brasileira.

Especialistas consideram possível que nos próximos anos aconteça o temível "Terremoto do Tokai" no Japão, um mega terremoto de proporções catastróficas. Outra possibilidade real que aterroriza os cientistas é a ocorrência de uma mega terremoto mortal em Los Angeles, o chamado "Big One". Segundo alguns cientistas, há sinais que indicam que este evento inevitável se aproxima.

Alguns estudiosos acreditam que 2012 é a data final para acharmos uma solução para o inevitável fim do petróleo que poderá ocorrer nas próximas décadas. Caso isso não seja feito o mundo poderá entrar em uma imensa recessão global e posterior colapso econômico. As nações irão lutar entre sí pela última gota de petróleo. Isto poderá desencadear uma guerra no planeta e o fim da civilização como a conhecemos, alertam estes estudiosos.

O 'Código da Bíblia' parece indicar que o fim dos tempos chegou após o atentado de 11 de setembro de 2001 e poderia culminar com a queda de um asteróide ou guerra atômica no ano de 2012. Já para o Timewave Zero a data de 21 de dezembro de 2012 marca o equilíbrio, o fim dos velhos paradigmas, o novo começo, onde nada será mais como era anteriormente.

Estudiosos do "Livro Perdido de Nostradamus" fazem interpretações do que seria um aviso de Nostradamus sobre o período que vai de 1999 até 2012. Segundo estas interpretações, Nostradamus parece nos avisar sobre um evento de grande magnitude que pode ocorrer por volta de 2012 em nosso Planeta.

Para alguns monges tibetanos a data de 2012 marcará o "fim dos dias", podendo ocorrer uma guerra atômica por volta deste ano. Ainda segundo este monges, o mundo não será totalmente destruído, já que haverá uma intervenção extraterrestre.

A data de 21 de dezembro de 2012 é também a data mágica para os índios Hopis do Arizona. "A Profecia Hopi é uma tradição oral de histórias que, no dizer dos índios, previram a chegada do homem branco, as guerras mundiais e as armas nucleares. Eles prevêem também que o tempo acabará quando a humanidade passar para o 'quinto mundo'", relata Richard Boylan em Earth Mother Crying: Journal of Prophecies of Native Peoples Worldwide. Os Hopis escondem ciosamente suas profecias do público em geral, a ponto de às vezes processarem aqueles que as divulgam. No entanto, sabe-se que o Calendário Hopi combina basicamente com o dos maias: ambos marcam o começo do Quinto Mundo, ou Idade, para 21/12/2012

Algumas fontes sugerem que estamos atualmente nos aproximando do final do Kali Yuga (Idade do Ferro) que, segundo a tradição Hindu, é a última e mais negativa das quatro eras evolucionárias do grande ciclo manvantárico. Existiu uma Idade de Ouro (Satya Yuga), mas à medida que o tempo avançou, o planeta entrou numa espiral descendente negativa e a qualidade de vida em cada Yuga (Idade ou Era) tornou-se gradualmente removida do conhecimento da verdade e da lei natural. O Kali Yuga é caracterizado pela intoxicação, prostituição, matança de animais, destruição da natureza e pelo vício do jogo. Esta é a era onde a gratificação dos sentidos é a meta da existência, onde se acredita somente no que se vê, onde não existe misericórdia e onde Deus se tornou um mito. Existem guerras, o vício e a ignorância são dominantes e a verdadeira virtude é praticamente inexistente. Os líderes que governam a Terra são violentos e corruptos e o mundo tornou-se completamente pervertido. Segundo os preceitos do hinduísmo, Kalki, o 10º e final avatar de Vishnu, virá montado num cavalo branco, manuseando uma espada flamejante com a qual irá derrotar o mal e restaurar o dharma, dando início a um novo ciclo, uma nova Idade de Ouro ou Satya Yuga. No “Brahma-Vaivarta Purana”, que é um texto religioso Hindu, o senhor Krishna diz a Ganga Devi que uma nova Idade de Ouro irá começar 5 000 anos depois do início do Kali Yuga e que esta durará 10 000 anos. Esta previsão da chegada de um novo mundo é também profetizada pelos maias. O calendário maia começou com o 5º Grande Ciclo em 3113 a.C. e terminará em 21 de Dezembro de 2012. O Kali Yuga Hindu começou em 18 de Fevereiro de 3102 a.C. Só existe uma diferença de 11 anos entre o começo do Kali Yuga e o começo do 5º Grande Ciclo dos maias. Os antigos Hindus utilizaram principalmente calendários lunares, mas também calendários solares. Se o calendário lunar normal equivale a 354,36 dias por ano, então seriam 5270 anos lunares desde que começou o Kali Yuga até à data de 21 Dezembro de 2012. São cerca de 5113 anos solares de 365,24 dias por ano desde o início do Kali Yuga até ao Solstício de Inverno de 2012. Desta forma, o calendário Maia parece corroborar o calendário Hindu. Quer por anos solares ou lunares, de acordo com as antigas escrituras Hindus, parece ter chegado o tempo da profecia de Krishna se realizar. Uma idade de ouro pode assim começar em 2012. É impressionante porque ambos os calendários começam mais ou menos ao mesmo tempo, há cerca de 5000 anos atrás e ambos prevêem um novo mundo totalmente diferente, uma Idade de Ouro que se iniciará cerca de 5000 anos depois do começo dos mesmos. E não deixa de ser espantoso porque, historicamente, estas duas culturas antigas não tiveram nenhum tipo de contato. Mais uma vez parece existir alguma verdade por detrás disto.

Para Howard Menger, famoso contatado por seres extraterrestres dos anos 50, os et's teriam lhe contado que retornariam à Terra em 2012. Curiosamente o sacerdote Maia Chilam Balam diz o mesmo. Segundo ele, o fim deste katum, que terminará em 2012, será marcado pelo retorno da divindade Suprema à Terra, anunciando uma nova era, nas relações humanas. O Livro Sagrado Maia do CHILAM BALAM, diz: "Ao final do último Katun (1992-2012) haverá um tempo em que estarão imersos na escuridão, mas logo virão os homens do Sol trazendo o sinal futuro. Despertará a Terra pelo norte e o poente, o ITZA despertará". Podemos ver que esta profecia Maia é compatível com os religiosos que aguardam pela volta do messias ou pelos estudiosos dos discos voadores que esperam o grande contato extraterrestre. Todos falam que este evento ocorrerá o mais breve possível.

Os religiosos e espiritualistas esperam pelo "Juízo Final" ou "Armagedon", a separação espiritual do “joio e do trigo” ou a "batalha final entre Deus e Satã", que se dará com a chegada de um messias (ou numa visão mais moderna dos extraterrestres) e colapso total da civilização humana baseada no materialismo/ egoísmo (colapso do sistema econômico) e início de um "novo mundo", uma nova civilização voltada ao espiritualismo, amor e fraternidade. Nesta mesma linha de “juízo final”, outros falam que a chegada dos extraterrestres se dará após um cataclismo provocado pela passagem do “segundo sol” (como já falamos anteriormente).

Estudiosos do Calendário Maia como o espiritualista Fernando Malkun também defendem a teoria que a data será marcada por uma mudança de consciência: o fim do medo.

Não podemos esquecer que na visão espiritualista do “fim do mundo”, o lado material (catástrofes, fim do dinheiro, materialismo, consumismo, etc) é colocado em segundo plano. Não que isso não acontecerá. Eles falam que sim, mas o que vai separar um mundo do outro é uma mudança consciencial: a consciência egoísta e individualista “sou ser humano, pertenço ao planeta Terra” morrerá e nascerá a consciência universalista “sou a encarnação de um espírito, pertenço ao Universo”. Lembrando que para os espíritas e muitos espiritualistas os reprovados no “juízo final”, ou seja, aqueles que não mudarem a consciência frente as últimas “provas”, serão exilados no Nibiru/ Planet X e terão que recomeçar do zero todo o processo de reencarnação, enquanto que os aprovados para a nova Terra vão estar livres de recordações do passado e qualquer traço de egoísmo e individualismo. Serão os habitantes da nova Terra, do "mundo de regeneração", como os espíritas falam.

Como viu, muitos têm a sua versão do que vai ocorrer por volta de 2012. Mas se notar você vai ver que não será o “fim do mundo”, mas o fim de “um tipo de mundo”, da nossa civilização, sociedade, raça. Como sempre aconteceu, uma nova raça mais desenvolvida vai surgir após a extinção da velha.

Não nos restam dúvidas que nossa civilização está à beira do colapso. Nunca antes estivemos mergulhados em tantas crises ao mesmo tempo: superpopulação humana, pobreza e desigualdade social, crise financeira mundial, crise alimentar, crise energética, escassez de água e petróleo, consumismo frenético, ameaças de terrorismo e guerras nucleares, o reaparecimento de doenças mortais, escândalos envolvendo políticos, quedas de governos, mudanças climáticas e o aumento impressionante das catástrofes naturais e da extinção de espécies, além do agravamento da violência e distúrbios civis. Qualquer um que usar a inteligência deve compreender que, independentemente das profecias de 2012 se realizarem, nossa sociedade está caminhando a passos largos em direção ao precipício. Basta ser um bom observador e perceber isso. Por mais absurdo que possa parecer, isso não é nem um pouco irracional. Se voltar no tempo verá que grandes civilizações entraram em colapso quando atingiram o auge intelectual e tecnológico. Num só golpe elas desaparecerem da face da Terra, deixando apenas perguntas sem respostas e um grande mistério.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 6 - 6.2

6-6.2
12 de junho de 2013. Ao entardecer.

Levantando uma nuvem de poeira ferruginosa, a caravana de quatro veículos de guerra e um de exploração, entram na Havern Umbr pelo nordeste, vindos da parte norte do canal. Retorna a expedição de resgate composta por vinte nativos e dez visitantes, encabeçados por Aldo e Lon, que viajam no primeiro veículo.


Voltam cansados, sujos, mas com um sorriso no rosto. Vurón Garlak, os irmãos Tarn e o seu veículo foram resgatados dos aborígines do Magta Ers (Canal Verde), sem mais danos que algumas feridas superficiais. Os aborígines da floresta pretendiam comê-los, e os capturaram ao atolar-se seu veículo no lamaçal da margem direita do canal.


Houve luta, foi preciso matar alguns seres, mas não houve baixas entre marcianos e terrestres. A aventura foi boa para a confraternização de nativos e visitantes. Tudo foi satisfatório e agora, retornavam em marcha lenta, cansados e felizes.
Os veículos eram ótimos para o deserto e Aldo estava encantado com eles.


–Estes veículos me serviriam muito bem, Lon.


–São ótimos no deserto e canal, possuem elementos de flutuação...


–Falarei com seu pai para que me ceda vinte deles... Claro que deverei pagar por eles. A propósito o que vocês usam como moneda?


Moneda? – As pupilas de Lon dilataram-se – o que é isso?


A palavra “moeda” foi pronunciada em espanhol. Aldo não encontrava o significado do conceito no seu cérebro, e sua cabeça começava a doer pelo esforço.


–É um objeto de intercâmbio.


–Você quer dizer que deseja possuir veículos e dar alguma coisa em troca...


–Sim. Como fazem vocês para trocar coisas, ou adquiri-las?


–Usamos uma Unidade de Trabalho. É o tempo empregado por uma pessoa para fazer um trabalho qualquer.


–Explique.


–Por exemplo, para construir um veículo, determinada quantidade de pessoas emprega uma determinada quantidade de tempo. Esse é o “valor” do veículo.


–E vocês têm, digamos, uma tabela que determine os valores das coisas?


–Temos.


–E quanto é o valor de um veículo destes?


–Aproximadamente 220 Unidades.


Aldo ficou calado. Não tinha idéia de como determinar o valor das coisas e desconhecia o valor dos objetos que possuía no acampamento.
De repente teve uma inspiração:


–Existe algo que seja muito valioso para vocês? Um metal, por exemplo.


–Sim, o eracl. É valioso porque é escasso.


Aldo buscou na mente o significado de eracl. O esforço fez sua cabeça latejar.


–Ferro!


–Quê disse?


–Eracl. Já sei o que é. Temos algum e podemos extraí-lo do solo deste planeta.


–Se você conseguir isso, meu pai mudará sua opinião sobre os visitantes.


Estavam à metade de caminho entre o canal e o acampamento, atravessando a depressão conhecida pelos marcianos como Havern Umbr e pelos terrestres como
Hondonada Negra em espanhol, quando ouviram um trovão no céu, onde ao que se saiba, nunca chove. Lon Vurián assomou a cabeça pela janela do veículo.


–Aldo, está chegando outra de vossas naves!


–Não pode ser – disse Aldo incrédulo – não esperamos naves por esta época.


–Vai descer bem perto daqui.


–Acelere, Lon, quero ver que nave é essa.


A nave desceu de popa, 1500 metros adiante, ficando em posição vertical.
A vegetação ardeu em torno à nave desconhecida, mas sem dúvida terrestre.
Sua estrutura central evidentemente foi feita com um container padrão. Distribuídas simetricamente ao redor, quatro carcaças de Antílopes com os devidos motores, completavam a estrutura. Quatro asas perpendiculares serviam de patas de sustentação e seguravam a estrutura em posição vertical. Sua ponta era um avião foguete espacial da classe Martelo.


Do chão até o topo media oitenta metros de altura. Parecia um cargueiro. Perto da base surgiram extintores que aspergiram de espuma as chamas ao redor. Ao dissipar-se a fumaça, um dos antárticos disse:


–São caracteres chineses!


–Essa escrita é japonesa – disse outro.


–O pessoal da Lua! – exclamou Aldo – Valerión pode estar entre eles!


A cinco metros do solo, abriu-se uma escotilha.


–Quê desenho excelente – disse Aldo – uma nave vertical!


Uma escada saiu pela escotilha e desdobrou-se. Surgiram três indivíduos com vestimentas evidentemente Antárticas; Trajes marrons, mochilas e capacetes brancos, luvas, cintos e botas negros. Nos braceletes as bandeiras antártica e japonesa. Aldo e seus homens saíram da vegetação e aproximaram-se a pé na clareira carbonizada e fumegante. Os recém chegados manifestaram surpresa e Aldo sintonizou seu radio à freqüência lunar usual:


–Me escutam? – perguntou Aldo em espanhol.


Os japoneses fizeram corteses reverências e um deles respondeu:


–Perfeitamente. Vocês formam parte da expedição antártica, presumo?


–Eu sou Aldo.


–Eu sou Itaro Fuchida, capitão da Ikeya-Maru e meus acompanhantes são: meu filho Chuichi e meu neto Maya Terasaki.


–É um prazer – disse Aldo – Quantos são vocês?


–Quatro homens e quatro mulheres.


–Se o desejam, todos vocês podem acompanhar-nos ao Ponto de Apoio onde estaremos mais à vontade para conversar.


–Nos sentiremos honrados, capitão. Haverá perigo em deixar a nave sozinha?


–Não, se fechada e de escudo ligado. Vocês têm algum veículo com rodas?


–Não, a carga é toda de equipamento eletrônico e combustível.


–Então, capitão Fuchida; abordem os veículos. Deveremos percorrer ainda 22 kms até o acampamento.


–Tanto se afastam vocês de sua base?


–Sim. E fazemos coisas que você nem imagina. No caminho contar-lhe-ei o que puder para deixá-lo em dia. Vamos!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 6 - 6.1

6-6.1

CAPÍTULO VI

Ponto de Apoio, Marte, 2 de junho de 2013 – época atual.

Enquanto Aldo não voltava, Elvis terminara de organizar o acampamento.
As fábricas funcionavam; combustível, vitroplast e vitrotitânio. Era um funcionamento simbólico. Produzia-se uma pequena quantidade de cada coisa, apenas como demonstração de funcionamento para afinar a maquinaria, e estabeleciam-se os parâmetros de funcionamento futuro; quando houvesse mais gente.

A grande Cidade
Antártica, na Terra, começara dessa forma. Apenas as grandes hortas hidropônicas estavam desenvolvidas, pela sua alta prioridade. Faziam-se estudos com solo local e sementes terrestres, para produzir vegetais comestíveis no solo marciano.


Já estavam montados os depósitos de combustível, alguns deles, subterrâneos, que armazenariam o combustível a ser fabricado. Na área Sul estava o poço, a estação purificadora e o depósito de água.
Construíram também uma piscina olímpica coberta para manter-se
em forma.


Na área Norte, estavam os painéis solares que armazenavam energia para
uso diário. A energia solar era mais do que suficiente para manter o escudo em alerta, as comunicações, o suporte de vida nos alojamentos e a iluminação noturna.


Os novos
iglus grandes de alojamento, com capacidade para cerca de oitocentos colonos, já estavam em condições de receber ocupantes, e os velhos seriam desmontados e remontados junto aos novos.


As três pistas e a torre de controle de vôo estavam
terminadas e operantes, e havia dez hangares, para as novas naves a serem fabricadas em Marte, as da classe Hércules, de tamanho semelhante ao dos containeres. Estes estavam quase vazios e alguns tinham sido desmontados para usar as peças.

Os
marcianos; do lado de fora; observavam curiosos; o trabalho dos terrestres. Elvis não lhes permitia a entrada e o escudo permanecia fechado e em alerta, abrindo-se quando uma nave precisava decolar ou aterrissar com material da órbita.


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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.