sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mundos Paralelos - capítulo 5 - 5.4

5-5.4

Essa noite, Phobos e Dheimos estavam altas iluminando o Ponto de Apoio.
Havia luzes acessas nos locais de trabalho e em alguns alojamentos. Outros estavam escuros, com um turno descansando para retomar o serviço ao amanhecer.

Três naves
estavam nos seus novos hangares. As Ares I e Ares II estavam de prontidão no extremo da pista, apenas com seus pilotos e artilheiros. A Polaris estava no espaço, transbordando carga delicada dos containeres. Tudo estava pronto para receber o novo dia e os marcianos...

Semanas atrás, na Lua, Valerión decidira enviar as quatro naves restantes da classe Antílope.

Portanto, ao tomar conhecimento da situação em Marte, convocou os
quatro capitães; Francisco Pancho Mark, da Orion; Guillermo Willy Medina, da Procion; Eugênio Gênio Baden, da Audaz; e Tomás Tom Silveira, da Prometeo, para dar-lhes as instruções finais.

As quatro naves partiram da Lua, no dia 10 de maio, com foguetes adicionais
para acelerar ao máximo e duplicar a velocidade normal.

Além dos containeres
habituais, rebocavam por controle remoto quatro naves robôs construídas em órbita lunar, carregadas com material imprescindível.

Sua chegada estava prevista para o dia
26 de maio. Era um recorde de velocidade.

Detrás delas partiram mais quatro
gigantescas naves robôs a velocidade normal com materiais menos urgentes, com chegada prevista para meados de junho.

*******.
O sol assomava naquele 26 de maio;

...Quando a frota entrou em órbita, soltando os containeres e as enormes naves
robô. Solicitaram permissão de pouso e iniciaram a espiral de descida. Ao meio-dia, no alojamento de Aldo, este e os capitães reuniram-se para o almoço.

Após relatar a
situação geral em Marte, Aldo perguntou:

–O que trazem as naves robôs?

–Fábricas de Vitrotitânio, vitroplast, etc. – disse o chileno Pancho Mark.


–E material para a produção de combustível – disse o argentino Willy Medina.



–Trouxemos uma boa quantidade nas naves robô – disse Mark.


–Três caminhões de deserto e veículos menores – disse o brasileiro Eugênio
Baden capitão da Audaz – E duzentas toneladas de pranchas de vitrotitânio.
–Muito bem – disse Aldo – amanhã começaremos a trazer o material mais
urgente. O resto fica lá em cima, onde está bem seguro. Temos que fazer espaço aqui embaixo para armazenagem. A otimização do acampamento deve ser sistemática, já somos cem pessoas, nosso trabalho será mais fácil.
–Em vinte dias chegam quatro naves robôs com a filial da INDEVAL Motores;
desmontada. Há um modelo novo que Valerión mandou fabricar e montar aqui. Há uma nave desmontada e só falta acabar algumas peças – disse Eugênio.

–As coisas estão melhorando, amigos – disse Aldo.


Tom Silveira, de Florianópolis, até esse momento não abrira a boca e disse:


–Na Prometeo há carga para você, sua mudança. Valerión mandou trazer tudo,
livros, documentos, agendas, anotações, computador, mapas, filmes, discos, fotos... Inclusive roupa. Seu alojamento de Antártica foi ocupado por gente nova. Valerión achou que você precisaria de suas coisas no seu novo endereço.

–Valerión me quer longe mesmo, minha vida inteira agora está aqui.

–Devidamente encaixotada no porão da minha nave, lá na pista.


–Por um lado, isso é bom. Este meu alojamento é grande demais.


–Mandarei os tripulantes trazerem tudo para cá, quando quiser.


–Deve haver coisas que me foram úteis no passado e talvez o sejam aqui.



*******.


Depois da chegada das quatro naves, Nig e Lon não se afastavam da janela da garagem onde estavam hospedados.

Garl estava um pouco melhor, sua perna não doía
e sem dúvida estaria em condições de caminhar sem ajuda em poucas semanas.

–Dez visitantes por nave, Nig. Quer dizer que há quarenta a mais.


–Dez naves, devem ser cem em total.


–Dizem que não vieram a invadir... Para que tanto equipamento?


–Ouvi dizer, Fábrica disto, fábrica daquilo, etc.


–Parece que vão fazer uma cidade, só deles.


–Pode ser uma base para pular a outros mundos, segundo disseram.


–Como sabe?


–Pelos grandes depósitos de combustível que estão fabricando dia e noite. São
enormes. Caberia toda a água de Hariez neles... Vamos ver o que acontece quando vier meu pai com seus soldados.
–Esperemos que os visitantes não os recebam a tiros.


–Nossas armas são mais potentes que as deles, Nig.


–Seu escudo de força é invulnerável às nossas armas, como vimos na floresta.


–Talvez seja invulnerável aos nossos canhões, Nig.


–Até agora nada tem resistido a um canhão de energia...


–Até agora não tinham chegado visitantes invulneráveis às pistolas. Além do
mais, eles conseguiram chegar até aqui, enquanto nós ainda estamos presos ao solo.
*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

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