sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mundos Paralelos - Capítulo 4 - 4.7

4-4.7

(Contacto Violento.

Os veículos marcianos quase não se enxergavam na escuridão.
O Engesa partiu atrás deles com os holofotes acessos e homens trepados em cima com bazookas, mas a ordem não era atirar, senão não perdê-los de vista.


Os carros marcianos,
deslizando a grande velocidade sobre lagartas de um metro de largura, eram semelhantes a tratores antárticos. Estavam pintados de cor vermelha escura; cinza e verde escura; de forma a camuflar-se no areal e na floresta.


Parecia incrível, mas o
Engesa, após aproximar-se deles a menos de 50 metros, logo ficou para trás. O Auto-N com os holofotes ligados, passou como uma rajada de vento pelo Engesa, cobrindoo de pó vermelho. Pelo rádio ouviu-se a voz de Aldo:

–Deixem conosco, agora são nossos! Fechem o escudo no acampamento e preparem a defesa. Deixem uma nave de prontidão!

Os marcianos chegaram à floresta e se
camuflaram, ficando quietos. O Auto-N aproximou-se da floresta. Elvis parou o veículo e largou os controles.

–Desapareceram. E este treco não entra aí – murmura.

–Impossível, estão perto, sem fazer barulho para passar despercebidos – disse Aldo ajustando o infravermelho do seu visor.

–Uns disparos de bazooka os farão sair – disse Marcos.

–Ainda não, espere um pouco... Ah! Estão lá! – disse Aldo ligando o escudo.


Brilhou uma luz púrpura e ouviu-se uma detonação, o veículo estremeceu.


–Quê foi isso? – gritou Marcos


–Acertaram-nos – disse Aldo – mas vi de onde veio. Desligue o escudo.


Aldo pegou a bazooka e atirou. O projétil explodiu, sacudindo brutalmente o carro marciano; abrindo-lhe um buraco na parte traseira e virando-o pela força do impacto. Ficou de frente para os antárticos. Sem dar tempo a nada, Marcos colocou outro foguete, Aldo apontou e disparou. O disparo entrou no pára-brisa, atravessou a porta interior, saiu pela porta posterior e bateu numa árvore; explodiu e fez a árvore cair sobre ele, afundando parcialmente o teto.

Para ver-se livres da árvore, os marcianos ligaram o motor, mas ficaram presos entre a árvore caída e as outras. As lagartas arranharam o solo sem resultado.

–Já são nossos! – disse Aldo, atirando pela terceira vez.


O terceiro entrou pelo pára-brisa e explodiu dentro; fez voar o teto e parte do
lado esquerdo da máquina. Quando Aldo apontou por quarta vez, agora com bom ângulo e iluminado pelos holofotes, abriu-se pela direita uma portinhola e por ela saíram três marcianos feridos com as mãos em alto.

–Ganhamos. Elvis, fique no carro, Marcos, venha comigo.


Aldo e Marcos aproximam-se. Nos microfones externos dos capacetes ouviram
os marcianos lamentando-se no seu idioma. Por gestos, Aldo indicou-lhes que tirassem os cintos. Eles obedeceram e Marcos recolheu as armas. Aldo ouviu gemidos no interior do carro. Aldo introduziu-se no carro e viu um deles, desesperado de dor com uma perna presa por uma viga metálica.


Aldo chamou por gestos um dos
prisioneiros e este entrou. Com uma mão levantou a viga e com a pistola fez um gesto ao outro marciano que percebeu que devia ajudar a tirar seu camarada da incômoda posição. O marciano retirou o ferido e examinou a perna deste. Aldo percebeu que era uma fratura e mandou o marciano levar seu amigo para fora.
Logo chegou o Cascavel
da Polaris, com uma dezena de homens em cima, armados com armas leves.

–Vejo que dominou a situação, capitão – disse Luis.

–Chega a tempo. Temos um prisioneiro ferido. Vamos levá-lo!


Os homens colocaram o ferido no Auto-N e partiram para o acampamento com
os dois marcianos feridos levemente, para que recebam atendimento médico. Aldo e Luis, com ajuda dos tripulantes deste, engancharam o Cascavel ao carro marciano e o tiraram da floresta. O marciano restante ligou o motor que ainda funcionava. Logo partem para o acampamento.

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