sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.17

3.17
17 de maio, noite.

–Hoje saímos da floresta. Deveria ver a diferença, Tama. Deste lado é um deserto com vegetação do tipo rústico, as imagens já estão chegando, acho.

–Chegaram e estou gravando para o sistema – respondeu a doutora Tamara
Wilkins, que estava de plantão.

–Como vê, há pequenos animais que fazem buracos no chão para esconder-se de nós. Encontramos o formigueiro. Vivem organizados como nossas formigas, imagino que deverão ter rainha. Chegamos perto e nos atacaram. Lúcio queria disparar-lhes foguetes, mas eu disse para economizar, portanto atirei com a pistola do falecido. Contei os tiros e somei os dois que tinha disparado quando aprendíamos seu manejo. Vinte tiros. Uma arma e tanto. Os restantes quatro carregadores estão cheios, temos 80 tiros. Destroçamos o formigueiro e dispersamos as formigas, mas achamos que se reagruparão logo. Não importa, não representam perigo.

–Pois é, Aldo – concordou Nico – mas há suficiente mantimento para voltar?

–Aí é que está, Nico – disse Aldo desconversando – de qualquer forma as naves da Terra estão a chegar e poderão nos pegar se for preciso.

–Sim. Não demora em aparecer a primeira.

–Quero falar com eles assim que chegarem.


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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.16

3.16
16 de maio, noite.


–Quero saber mais sobre a água – Nico estava concentrado só nisso. Tinha visto o exame e queria mais elementos para tirar suas conclusões.

Aldo, do outro lado
do canal, divertia-se com a ansiedade do camarada:

–Não a bebemos, mas lavamos a roupa interior. Na burbuja três tiramos a
roupa e outro a lavou lá fora. Com este ar, seca em meia hora. Para o corpo usamos esponja com poliágua descomprimida. Não te preocupes, somos econômicos.

–Engenhosos, meus machões! – exclamou Regina – Queria ter ido junto com
vocês para vê-los todos pelados!

–Gracinha! – disse Boris – Se viesses, te faria lavar nossas cuecas fedorentas!

–Chato!


–E a vida animal? – perguntou Nico, sem senso de humor, como todo médico.

–Deste lado há formigas gigantes, diferentes das do outro lado; vinham em caravana e retrocedemos. Boris disparou balas explosivas, que deixaram manchas na carcaça dos bichos; sem ocasionar-lhes dano. Lúcio disparou um foguete; enquanto Boris atingiu os olhos. Ficavam cegas e atacavam às companheiras.

–Parece um jogo de videogame – disse Regina.

–Para nós não; querida. Lúcio disparou de novo e voaram garras, mandíbulas
patas... Ao terceiro disparo, retrocederam. Seguimos adiante e cada vez que aparecia alguma, atirávamos aos olhos, para atingir-lhe o cérebro. Descobrimos que a pistola marciana tem vinte tiros em cada pente, com uma marca. Economizamos a arma para usá-la só se for realmente necessário.

–Deixam uma trilha de cartuchos vazios – disse Regina. – Não sei se é bom.

–Não é um passeio campestre, querida, estamos aqui para estabelecer-nos ou
morrer na empreitada. Lembras o que me dissestes quando tinhas 15 anos; no dia em que entrastes para o grupo, lá no Brasil?... “Prefiro morrer a aceitar a marca

–Sim, foi isso.

–E eu te amei por isso, querida amiga, e te amei ainda mais, quando adulta,
decidiste vir conosco para a linha de frente.

–Sei disso e também te amo, Aldo.


–Se falharmos; nossos inimigos terão vencido. Não me importa passar por
cima dos marcianos para criar um lar aqui, nem que tenha que lhes esterilizar a espécie. A primeira opção é estabelecer-nos pacificamente. Mas estou disposto a
acabar com eles, se preciso for. Temos poder atômico de fogo para varrer-lhes as
cidades e exterminar até o último marciano, não importa que suas pistolas tenham mais poder do que uma granada de morteiro.

–Acho que eu sou mole e boba, Aldo!


–Tu és uma pessoa normal...


–Acho que sou.


–Os humanos normais são intrinsecamente bons, sem maldade, não pensaram
mal da maldita anti-raça que domina o mundo e impôs a Marca. Ficaram indefesos perante sua perversidade até que foi tarde demais. Quando eles tiraram a máscara, vimos que éramos escravos e não sabíamos.

–Para dar a razão aos nossos Mestres!


–Por isso estamos aqui, Regina querida, lutando por espaço vital para nosso
povo que não aceitou ser marcado como gado...

–Vão gastar a bateria filosofando? – disse Boris – Além disso, seu cretino, ela é minha namorada, não sei se notastes...!

–Certo Boris – concordou Aldo rindo – Tchau, Regina! Aldo desliga.

–Tchau, Aldo, tchau Boris, meu amor... Marcos, Lúcio... Considerem-se todos
vocês beijados, amores. Regina desliga.

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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.15

3.15
15 de maio, noite.

–Boris, nosso perito em situações como esta, acendeu um fogo anêmico com a lenha local. A floresta é seca aqui, há árvores caídas, curiosamente tombadas de leste a oeste e há mais areia solta deste lado. Tudo indica que houve uma tormenta de pó de leste a oeste antes de nossa chegada. É provável que a vegetação do canal (não digo “rio” porém “canal”), deve agir como filtro de pó.

–Quê são essas imagens de uma espécie de repolho com tentáculos de polvo?

–Ah, isso, Inge... Uma planta carnívora. Segurou-me pelos tornozelos e depois
pela cintura com tentáculos espinhentos que felizmente não furaram o traje. De qualquer forma teria quebrado minhas costelas, se não fosse por Boris, que lhe cortou os tentáculos que me agarravam com seu facão. Marcos disparou balas explosivas, mas parece que isso a enfureceu e começou a estender-se. Lúcio disparou a bazooka e ela se desintegrou.

–Que horror!


–Só então vimos a enorme quantidade de plantas iguais em volta. Deste lado,
até agora não as havíamos incomodado nem pisado nos seus tentáculos, por isso tinham ficado tão quietas como alfaces.

–Mas... De novo encrencados, meus machões! – exclamou Regina.


–Deverão ter mais cuidado – interveio Nico, que monitorava a conversa do
outro iglu – Ora! Não sei por que perco tempo e gasto saliva repetindo isso...!

–Mas o que interessa não é isso, Nico e meninas; mas a água – replicou Aldo.

–Água? – o interesse do médico sofreu um choque.


–Sim, Nico. Este lado é uma descida pouco perceptível e de tanto em tanto,
surgem mananciais de água cristalina. Boris acha que é um vazamento da água do
canal que se filtra através da areia e surge aqui, que é mais baixo. A água corre para o leste em pequenos filetes. Vimos animais bebendo. Acredito que veremos mais filetes desses assim que termine a floresta e comece o deserto de areia de novo. Analisamos a água e estou descarregando no sistema o exame, simples, mas resolve. É bem limpa, um pouco ferruginosa, pela areia vermelha. Amanhã faremos testes.

–Deve ter ferro, esse elemento parece abundar por aqui.

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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A LUA É UM CENTRO DE MINERAÇÃO EXTRATERRESTRE?

CONSPIRAÇÃO: A LUA É UM CENTRO DE MINERAÇÃO EXTRATERRESTRE?:
"Presença Alien na Lua? Anomalias da Lua - Existe um 'Alien Base' na Lua? Mais e mais pessoas estão vindo para a frente ..."

Ver Mundos Paralelos:

...A nave Selene II desceu na Cara Oculta da Lua, onde fundaram uma base a
salvo da Nova Ordem Mundial.

Aí trabalhariam em paz para chegar aos planetas. A
expedição foi comandada pelo Dr. Prof. Alexei Gregorovitch Valerión e o piloto Alan Claude Sarrazin, capitão da FAEB (Força Aérea Espacial Brasileira). Na tripulação estava o aspirante Aldo Santos, na época com quinze anos.

Não se consideravam
russos, brasileiros ou uruguaios, porém antárticos. Ao chegar viram óvnis afastandose.
Colocaram em fuga uns alienígenas que abandonaram a base que montavam. Eram os vampiros espaciais de Zeta Reticuli IV, os alfas cinzentos, que abandonavam a base montada com conhecimento da Nova Ordem Mundial. Os antárticos entraram nas construções dos nojentos alienígenas, encontraram documentos, ferramentas e sua imunda comida ainda quente; composta de partes de seres humanos terrestres; dissolvida num líquido orgânico, o que os deixou enojados ao descobrir o que já se suspeitava no século anterior.

Posteriormente descobriram uma nave espacial
avariada, que tinha sido abandonada às pressas pelos intrusos...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.14

3.14
15 de maio, ao amanhecer.

Empreenderam uma marcha forçada. Estavam com um dia de atraso.

–Perdemos um dia com o marciano e seus pertences, amigos.

–Mas ganhamos uma nova arma, Aldo. Dá de dez a zero nas nossas.


–Se descobrirmos como funciona e como reproduzi-las, Lúcio...


–Daremos conta da ditadura – completou Marcos.

–Nosso retorno será triunfal – interveio Boris.


Caminhavam em fila indiana com Boris na frente abrindo caminho a facão;
Aldo puxando o trenó, Marcos e Lúcio encerrando a marcha. Apesar da carga, tinham as mãos livres e usaram os facões para alargar a trilha.

Os trajes provaram a resistência enganchando-se em espinhos, suportando tensão, atrito e batidas sem perder pressão.

–Ainda temos vinte kms até o fim da mata – observou Aldo.

–Deste lado do canal, a floresta é diferente, parece outra...


–Disseste a palavra, Boris! – exclamou Aldo – Canal! Acabamos de atravessar
um canal de Marte!... Marte tem canais!

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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011... - Falta um ano para 2012...!

Hoje é o dia 01/01/11
ou se preferirem:
110101

(Até parece código binário)
Ah... hmm... acho que eu já disse isso no ano passado...
É o ano do Coelho!(Ah... não... esse coelho não...!)

ESTE COELHO!
(Aqui embaixo!!)-
|
|
\|/



Coelho chinês de metal, ainda!!


E também é o ano
5772 da Era Judaica;

2787 da Era Greg
a;
2764 da Era Romana;

2670 da Era Japonesa;
2011 da Era Cristã;
Alinhar ao centro1431 da Era Islâmica;

0519 da Era Americana;


0511 da Era Brasileira;


0198 da Era Wagneriana;


0167 da Era Nietzsch
eana;

0122 da Era... da Era... da Era... AH...!(Nota mental: Lembrar e atualizar).
0066 da Era Atômica;

0058 da Era Sarracênica;



0054 da Era Espacial;

0045 da Era Trekke
r...!!

0043 da Era dos Mundos Paralelos

e o ano 0042 da Era Lunar.

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Este singelo cartão, a avó de um amigo recebeu há 96 anos.(se clicar nele, aumenta - de tamanho, não de preço.)(Ah... eu já disse tudo isso antes!)
Feliz 2011!
Vida Longa e Próspera...!(Se tudo correr bem e uma pedra do céu não fizer um Impacto Profundo)
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Faltou uma Era... (mas não lembro qual era....)AH... Este Dr. Alzheimer...!*******
Sabe? Tenho uma sensação de Déja Vú!
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