sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.13

3.13
14 de maio, à noite.

Na base havia muito a fazer.
As garotas demarcaram alicerces para as futuras
construções.
Nico analisou solo e vegetais para facilitar o trabalho das equipes que
viriam. Ao anoitecer reuniram-se ao redor do terminal plugado na nave, já que ainda era cedo para descarregar o supercomputador do container em órbita.

Os exploradores
comunicavam-se com eles nesse horário, descarregavam o diário e as imagens no sistema. Após comunicar-se com as naves, entraram em contato com os exploradores.

–Há novidades – disse Aldo – Estamos na burbuja. Marcos serviu cubos de
frango, arroz integral, batata e salada. Para beber, suco de laranja e para sobremesa pudim. Depois do jantar vamos dormir e amanhã retomar a caminhada.

–Mas e as novidades? – perguntou Inge.


–Encontramos o primeiro exemplar da raça inteligente dominante do planeta,
mas estava morto. O relatório deve estar entrando no sistema.

–Morto? Por qual motivo? – perguntou Regina.

–Uma lança de madeira com ponta de ferro, cravada no peito. Evidentemente
não foi morto pelos aquáticos, talvez por outra tribo mais ao norte de onde nos encontramos. Os aquáticos só tinham machados de pedra. Pelo jeito, meninas; ele é... Era, macho, como podem ver. O enterramos porque estava em decomposição. Deve ter sido morto rio acima e veio boiando para cá bem na hora em que nos preparávamos para ir embora. Foi um golpe de sorte, prova de que os deuses estão
zelando por nós. Não é, Reverenda?

–Estão, sim – disse Inge, a sacerdotisa odínica.


–Ficamos com seus pertences por que ele agora não vai necessitá-los. Os
papéis que tinha nos bolsos seguem para o sistema, meninas.

–Verei isso – disse Regina – talvez consiga decifrar a escrita.

–Tinha quatro carregadores e uma pistola grande que parece uma Luger.
Lúcio manipulou-a até descobrir o funcionamento. Dispara uma luz que parece laser, porém seu efeito é diferente, onde bate, provoca uma explosão e abre um buraco.

–Energia dirigida?

–Terrível, como um phaser dos cinzentos que Valerión andou testando tempos
atrás. Com a arma abri um buraco no chão para enterrar o marciano. Vamos continuar para o leste até o centro urbano que vimos do espaço.

–Eles têm armas superiores às nossas. Isso me preocupa.


–A bazooka faz a mesma destruição. Não seria por isso, mas aparentemente
não somos esperados. Estes não são aborígines mas contamos com o fator surpresa.

–Se eles detectarem vossa presença, com essas armas...

–Se nos detectassem já nos teriam destruído, aqui não há controle aéreo como

na Terra, com ditadura e tudo.

–Continuando a pé vocês estão indefesos.

–Não se preocupe.


–Tenho motivos, não acha? Estão a pé em território desconhecido, com dono!


–É melhor assim, não levantamos poeira nem fazemos barulho.


–Não é por mim, seu marmanjo, senão pelas garotas, olhe para elas.


Por trás de Nico, na tela apareciam os rostos das garotas, apreensivas.


*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 26 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

A Data de Hoje

Odeio me repetir, mas já que estamos...

O Blog Sarracênico não é alheio a esta data.
(Já disse isso antes....?)

Apesar de que não somos religiosos praticantes das religiões monoteístas, respeitamos a fé das pessoas de bom coração, e, portanto, queremos lembrar a data do nascimento de Cristo da maneira que achamos correta.



O 25 de Dezembro não é só um dia de presentes de Papai Noel, que aparece num trenó puxado por renas desde o pólo norte, como você poderá ver clicando nesta imagem:


O 25 de Dezembro também não é a data da comilança e das bebedeiras que quase sempre terminam, ou em brigas lamentáveis, ou em acidentes de carro.

Hoje é o aniversário de nascimento...

...de alguém que é venerado há mais de 2000 anos:


E se o nascimento de Jesús fosse em 2010?

http://www.youtube.com/watch?v=dV34UtM8_bQ&feature=youtu.be




E uma Vida Longa é Próspera em 2011...!







(Já sei que eu disse tudo isso antes, mas pelo menos vamos a ver se conseguimos chegar até 21 de dezembro de 2012)
(Click nas imagens para aumentar)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.12

3.12
Ainda 14 de maio de 2013, ao amanhecer.

Ele teria mais de dois metros em pé. Na Terra pesaria em torno de cento e vinte quilos. Seu corpo era delgado e bem proporcionado, embora com peito amplo, o que denotava grandes pulmões.

Suas mãos finas e grandes tinham cinco dedos compridos e finos. Seus braços e pernas longos e finos estavam de acordo com a gravitação. Sua pele grossa, apesar da palidez da morte, era parda como os índios.

Sua
cabeça de forma levemente oval na parte de cima, denotava um crânio de linhas fortes com as maçãs do rosto sem barba, bem destacadas e uma mandíbula fina com uma covinha no meio.

Seu cabelo preto em escovinha; raspado artisticamente, formava
arabescos. Seus olhos mortos, protegidos por grandes supercílios ósseos e proeminentes eram grandes e pretos; e na testa, como um terceiro olho; ostentava uma jóia vermelha encravada na pele.

Seu era nariz curto e achatado com grandes narinas e
sua boca tinha lábios finos e dentes pequenos e brancos. Suas orelhas grandes tinham os lóbulos perfurados como se costumasse usar brincos.

Estava preparado para a
intempérie, com roupa de abrigo: calças e camisa com bolsos, de tecido resistente e grosso; chaqueta de couro trabalhado, um par de meias soquetes grossas de lã rústica; botas trabalhadas de couro; altas até meia perna; equipadas com bolsos.

Sua roupa interior era de um tecido grosso semelhante ao algodão.

Possuía um cinto de couro trabalhado, com compartimentos e um coldre com uma pistola. Nos bolsos tinha documentos em papel grosso, escritos com caracteres que pareciam sânscritos.

*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 3

Visão singular de uma invassão alienígena.

(Não esqueça de clicar na imagem para aumentar).



(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.11

3.11
14 de maio de 2013, ao amanhecer.

Após o café, os antárticos rodaram o Engesa até uma rocha plana elevada a cinco metros da água, como uma atalaia sobre o rio.

Calçaram as rodas com pedras; e colocaram a bagagem no barco.

Fecharam o Engesa, ligaram o escudo e o transmissor de dados. O sistema ficou ligado ao acampamento e ao computador dos exploradores, que era o contato com os camaradas, por intermédio do Engesa e seria de importância vital, já que estava ligado ao navegador por satélite.

Com o motor ao máximo, o barco atravessou o rio em quinze minutos. Do outro lado, Lúcio e Aldo subiram o barranco com os impulsores e puxaram o equipamento com cordas.

O barco, esvaziado e dobrado, ficou do tamanho de uma mala de viagem. Com madeira local Boris fez um trenó, uma estrutura grande e ridícula, porém funcional, que a gravitação reduzida tornava leve. Colocaram tudo nele; barco, mochilas, munição, provisões, água e oxigênio de emergência.

–Muito bem – disse Aldo – vamos andar!

Deram a última olhada ao Engesa e Boris olhou o pé do barranco para ver se esqueceram algo, quando de repente viu...

–Um corpo. Deve ser algum ser que matamos rio acima.

–Este parece diferente, vamos pegá-lo.

–Eu pego – disse Lúcio, fazendo um laço com uma das cordas.

Após várias tentativas, Boris tomou o laço das mãos de Lúcio, olhando-o com desdém através do visor e conseguiu laçar o corpo flutuante.

–Viu? Faz-se assim.

–Nota-se que você foi criado no meio das vacas...

Levantaram-no até a borda do barranco e o colocaram no chão de rocha.

–Eis o primeiro marciano; senhores! – exclamou Boris.

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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 2

Visão singular de uma invassão alienígena.

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(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Jose Victor Soares (In Memorian)

Hoje, 10 de dezembro de 2010, às 6 da manhã,
faleceu em Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil,
o Grande Ufologista português açoriano
JOSÉ VICTOR SOARES,
meu camarada há 21 anos.

Era um homem simples, de vasta erudição.
JOSÉ VICTOR SOARES (In Memoriam)
Natural dos Açores, diretor da Irmandade Cósmica da Cruz do Sul (ICCS) de Gravataí, RS, fundada no dia 20 de agosto de 1967, sendo portanto uma das mais antigas do país.
É responsável por mais de 600 investigações de campo que realizou, mais de 100 publicações de suas pesquisas.

Ele agrupou diversos relatos e fotos provenientes de mais de 70 países.
Salve Vitor!
Que os Deuses o tenham!
A Luta Continua!
Ao final Venceremos!
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Martin Juan Sarracena

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.10

3.10
13 de maio de 2013, noite.

–O dia foi agitado. Encontramos o rio da floresta.

–Quero saber se a água é potável – disse Nico.


–Os animais a bebem. A análise mostrou matéria em suspensão, mas não há
nada que pareça nocivo. Envio o arquivo para que o veja e tire suas conclusões. Há peixes e humanóides anfíbios. Seres de três olhos; reptilianos. Parecem ser inteligentes, embora na Idade da Pedra. Não gostaram da nossa visita.

–Explique melhor isso – disse Inge.


–Resolveram quebrar nossas cabeças com seus machados de pedra.


–E o que aconteceu? – perguntou Bárbara.


–Ganhamos, ora!

–Simples assim?


–Sim, ganhamos nossa primeira batalha neste mundo, Inge.


–Não sei se isso é bom ou mau – disse a jovem.


–Seguem os vídeos. Descarregamos as câmeras para que recebam tudo
porque vamos abandonar o veículo. Embora o possamos fazer flutuar no rio, que é bem fundo, não sobe do outro lado; há uma parede de vinte metros.

–No barco e depois a pé? É perigoso, Aldo, voltem e usem a nave!


–Não quero alertar os nativos. Até agora aparentemente não nos viram. Por
terra temos liberdade de movimentos e não somos notados. Há notícias de Elvis?

–A Antares, a Antarte e a Polaris chegam lá pelo 20 de maio, trarão cientistas
para fazer pesquisas que não temos condições de fazer. São trinta pessoas ao todo.

–Bom. Isto ficará mais animado, não acham?

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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno: "Esta é a primeira vez que uma sonda espacial registra diretamente uma atmosfera contendo moléculas de oxigênio em um mundo além da Terra."

Base em Rhea, com oxigênio ou sem oxigênio.

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Mundos Paralelos já está aqui, no quarto volume.

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Na foto: Um terrestre, um marciano e um siriano.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 1

Esta história em quadrinhos antigos começa de maneira normal.
É uma visão singular de uma invassão alienígena.

(Não esqueça de clicar na imagem para aumentar).




(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.9

3.9
12 de maio de 2013, pela manhã.

O Engesa começou a atolar-se na lama.

–Estamos quase no centro da floresta, o terreno é baixo e não demora em aparecer água – disse Boris.


Perto do meio-dia, atingiram à margem imprecisa de uma massa de água que devia ser o rio. Acima podiam ver o sol, que até aí estivera oculto pela vegetação.

–O Engesa não atravessa isso – disse Lúcio.

–Vamos sondar o rio – disse Aldo – Lúcio, monte o barco.

O barco de vitroplast era grande e forte, equipado com motor elétrico fora de borda e remos de emergência. Boris cortou galhos compridos para sondar o fundo e foi com Lúcio até a outra margem; distante mais de três mil metros.

–O Engesa não atravessa aqui – disse Lúcio – já temia isso.

–Podemos adaptá-lo para flutuar! – replicou Aldo.


–Do outro lado não sobe. Há um barranco de vinte metros, muito empinado.

–Só faltava isso! Voltem!

–Espera, vamos subir o rio para ver se encontramos uma passagem.

–Vou verificar rio abaixo – Aldo colocou o impulsor nas costas.

–Marcos, fique no Engesa.

Voando por sobre as águas em direção contrária à do barco, para verificar a margem, Aldo percorreu mais de dez kms sem encontrar um passo que o Engesa pudesse atravessar. Chegou a pousar na outra margem e examinar o terreno.

–Me escutam?

–Sim – disse Marcos.

–Deste lado é uma parede de rocha. Não há como passar. Insistir é perda de tempo e sair da rota preestabelecida. Vou voltar, Marcos.

Aldo retornou. Marcos esperava, sentado em cima da torre do Engesa.

–Onde estão Lúcio e Boris? – perguntou.

–Ainda no rio.

–Estamos ouvindo! – disse a voz de Boris nos seus capacetes – Avançamos quatro quilômetros rio acima. A margem esquerda é um barranco de mais de vinte metros. Não há como passar com o Engesa.

–Voltem, vamos acampar aqui mesmo para ver o que fazemos.

Pouco depois, ouviu-se a voz desesperada de Lúcio:

–Aldo! Marcos! Venham com armas! Estamos sendo atacados!

–A caminho! – Aldo pegou um fuzil e levantou vôo.

Marcos pegou seu impulsor e foi atrás. Um minuto depois avistaram o barco rodeado de monstros humanóides que tentavam subir. Era uma luta corpo a corpo; Boris abria cabeças e decepava membros com seu inseparável facão; Lúcio atirava com a pistola e estourava corpos com balas explosivas; mas apareciam mais monstros.

Aldo e Marcos desceram atirando, abrindo uma brecha na massa humanóide.

–Chegaram na hora! – disse Lúcio sem deixar de disparar.

Ao ver os seres voadores, os monstros mergulharam nas profundezas, deixando apenas cadáveres flutuando. Por via das dúvidas Aldo descarregou sua arma no local do rio onde os monstros desapareceram. Mas eles não voltaram.

–Foi por pouco! – disse Boris, puxando um cadáver para perto – São feios!

–Parecem lagartos – observou Lúcio – três olhos, pele reptilóide... Anfíbios!

–Estavam armados?

–Com machados de pedra, Aldo.


–Devem ser os aborígines da região – disse Boris.

–Sem dúvida. Não estão feridos?

–Não, Aldo – respondeu Lúcio – A roupa e os capacetes resistiram, mas estamos doloridos. Nada que um descanso não resolva.

–Ainda bem. Vamos embora daqui. Liga o motor, Boris.

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Foto dos quatro astronautas: Homenagem ao filme "Angry Red Planet"(1959).



Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.