sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.17

1.17
Na Lua não há atmosfera e os sons não se propagam.
A explosão foi mortalmente silenciosa, mas foi possível ver o clarão. Pedaços de metal, gente, pedras, mobília e pó, subiram no alto e espalharam-se em redor; pela expansão violenta de tudo o ar contido no edifício de dez andares; como uma grande flor redonda e mortal.
A Antílope limitou-se a pairar sobre a superfície lunar. O pó ainda não tinha se assentado, ainda caiam objetos, pedaços de metal, móveis e pedaços de pessoas. Do profundo de uma ravina, onde se escondera para não ser atingido pela onda de choque, surgiu Leif, voando com um pequeno impulsor.
–Sou eu, amigos! Olhem para abaixo!
–Suba a bordo, Leif – disse Aldo. – Pensamos que estava morto.
–Quase. Não conhecem a nave tão bem quanto eu. Peguei este impulsor, entrei na escotilha e fugi. Deixaram um sujeito para vigiar-me, mas consegui distraí-lo.
–Quantos são?
–Quatro. Eram três e pegaram mais um na base. Deve ser o sabotador.
–Vamos ver se há sobreviventes.
–É perda de tempo – disse Leif – Não deve ter se salvado ninguém, Aldo.
–Ainda assim, vamos olhar.
Os instrumentos indicaram que não havia sobreviventes. Com Leif a bordo, a Antílope saiu a perseguir os assassinos terroristas, lacaios do governo mundial.
–Se dirigem para fora do sistema – disse Aldo – estão loucos.
–Essa nave não dispõe de carburante suficiente para ir a lugar nenhum e eles sabem disso – disse Leif.
–É uma fuga suicida – disse Inge, feliz de ter recuperado seu irmão vivo.
Aldo apertou um botão vermelho situado à sua esquerda, no painel de armas, e o foguete de cabeça nuclear partiu velozmente rumo ao seu objetivo.
–Não quero que morram ainda – disse Aldo – Será um aviso. Afinal, a nave é nossa e custam caras. Na base havia muitas... Que se perderam para sempre.
Por isso, o torpedo, passou junto à nave da classe Selene explodindo cinqüenta quilômetros adiante do inimigo.
–A próxima será para matar, seus malditos assassinos – disse com frieza Aldo pelo radio – E não me falta vontade.
Por toda resposta, A Selene III virou em redondo.

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2 comentários:

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