sábado, 30 de janeiro de 2010

Hotel Espacial


O primeiro hotel no espaço abrirá suas portas em 2012 (esperemos que seja antes de 21 de dezembro de 2012) e viajar até ele para ficar três dias a 450 quilómetros da Terra, custará três milhões de euros.


Considera-se que na próxima década (2010-2020) começará a desenvolver-se o turismo espacial.


As estimativas indicam que em 2012 haverá em torno de 40 mil pessoas com capacidade económica (será mesmo?) para comprar uma passagem de três milhões de euros, una quantia que, ainda sendo literalmente astronómica, está longe dos mais de vinte milhões de dólares que pagou o milionário Dennis Tito para ser o primeiro turista: do espaço. (e do bilhão de euros para entrar na arca)


O preço da viagem, que se pode reservar no site da Galactic Suite, inclui 18 semanas de preparação numa ilha do trópico para treinar ao turista para sua experiência no espaço.


A viagem será numa lançadeira espacial que se acoplará ao hotel Galactic Suite – também chamado Spaceresort – que sempre permanecerá em órbita ao redor da Terra e está formado por cinco módulos em forma de cacho de uvas.


Para adaptar o projecto à realidade, o grupo de arquitectos e engenheiros que idealizaram o hotel, inspirou-se na natureza e nos crescimentos básicos; o conceito de “cacho de uvas” surgiu depois de analisar vários sistemas naturais similares.


Uma das principais motivações do desenho é que está concebido para que o homem tenha 360 graus de liberdade, sem os tradicionais conceitos de acima e abaixo ou direita esquerda.


Os habitáculos do Galactic Suite; o hotel mais caro e sofisticado do planeta, terão forma de cápsula com sete metros de comprimento e quatro de largura, sem ângulos nem linhas rectas, com apenas algumas saliências para que o usuário possa acoplar-se nelas para comer, dormir ou olhar o espaço – contarão com janelas grandes – e disporão de uma zona de dia e outra para dormir. (cadê o banheiro?)


Em cada voo viajarão seis pessoas: dois tripulantes e quatro turistas. (por quê tão poucos?).


Durante os três dias de estada no hotel orbital a lançadeira permanecerá ancorada no módulo de chegada para dar segurança ao passageiro.


O módulo de base terá a função de zona comum de estar e conectará com os habitáculos – cada um para duas pessoas – e com um módulo de serviço.


Após os três dias de estada, nos quais o hotel completará órbitas de 80 minutos, e poder-se-á ver sair e pôr-se o sol quinze vezes ao dia, a lançadeira retornará à Terra, fechando-se as instalações até que cheguem os seguintes viajantes. (eu faria diferente, mas enfim)

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.13

1.13
A Selene III continuava sua trajetória com os seqüestradores e assassinos dominando a situação. Os criminosos não se afastavam um minuto das suas armas. O chamado James já estava de olho nas garotas:
–Rapazes! Tive uma idéia para passar o tempo até chegarmos.
–Está pensando o mesmo que eu, David?
–Sim. Eu quero a loira, e você fica com a ruiva.
–Não!... A loira é minha!
–Não é justo! Eu a vi primeiro!
Tama e Eva trocaram olhares de preocupação. Ambas sentiam profundo desprezo pelos serviçais da ditadura, seres sem moral; robôs de carne sem princípios que vegetavam, mais que viviam; apenas para satisfazer seus animalescos instintos fomentados pelo iníquo e materialista estado de coisas. De repente, Leif observou um ponto na tela do radar.
–Estamos sendo seguidos – informou.
–Não tente nenhuma gracinha, capitão – disse Morris.
–Estou dizendo que temos alguém nos nossos calcanhares.
–E quem pode ser?
–São mais rápidos que nós. Em minutos seremos alcançados.
–Não pode ir mais rápido?
–Não.
–Não acredito! Vocês, rebeldes, têm muitos recursos. Faça alguma coisa!
Leif pensou em protestar, mas ficou calado. Teve uma idéia. Sabendo que a Antílope os alcançaria, pensou em salvar pelo menos uma das moças, já que de momento os malditos tinham esquecido seus imundos planos de estupro.
–Está bem, vou fazer algo. Eva! Vá lá embaixo e ligue o segundo gaseificador.
–O quê? – perguntou a doutora, desconfiada.
–O segundo gaseificador. A chave está junto à escotilha. Coloque o capacete para descer. Encontrará o gaseificador no compartimento B.
–Sim, capitão – disse Eva, agradecida por escapar dessa.
–James, vá junto – ordenou o líder dos criminosos.
–Não mande ninguém com ela – disse Leif irritado – vai atrapalhá-la! O que ela vai fazer é muito perigoso, vai ter que descer na sala de reatores.
–Certo. James fique aqui.
Eva desceu, sabendo que por trás de aquela ordem absurda havia alguma coisa mais. Ao abrir o compartimento B, deparou-se com os impulsores para caminhar pelo espaço e compreendeu. Colocou um deles e entrou na eclusa, fechando a porta e abrindo a escotilha exterior para que a violenta sucção do ar contido a jogasse no espaço. Morris percebeu o acontecido ao ver a figura de Eva na tela.
–Idiota! Morrerá lá fora. Melhor assim. Teremos uma a menos para matar.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.12

1.12
Na Antártida, ignorantes do acontecido no espaço, os futuros tripulantes da Antílope realizavam uma cerimônia no hangar.
–...E eu te batizo, Antílope! – disse Regina Cardelino, quebrando uma garrafa de champanha na proa da nave, no meio dos aplausos.
–Viva a Antílope!– exclamaram a coro os tripulantes e engenheiros.
–E que viva a madrinha! – acrescentou o astronauta Boris Jaskavitch.
Nesse momento abriu-se uma porta lateral e entrou um funcionário com um celular, interrompendo a festa.
–Aldo, ligação da base orbital.
–Obrigado – disse Aldo, pegando o aparelho.
Do outro lado da linha, Lina Antúnez relatou os últimos acontecimentos.
–Não se preocupe, Lina. A Selene III tarda oito horas até à Lua. Na Antílope os pegamos antes.
–O que foi Aldo? – perguntou Ingeborg Stefansson.
–Problemas, Inge – respondeu Aldo e ordenou:
–Todos a bordo, partimos em seguida! Abram o hangar!
Em cinco minutos estavam a bordo e as portas do hangar abriram-se, deixando entrar o frio cortante do exterior. A Antílope com Aldo no comando, rodou pela pista coberta de neve com estrondo, decolando e recolhendo as rodas. Tomou altura vertiginosamente, rumo ao espaço, deixando atrás uma esteira de fumaça.
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(Continua)
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.11

1.11

–Não! Deixem o doutor atendê-lo! – ordenou o que comandava o grupo.
–Mas, Morris, para quê deixá-lo viver? – perguntou o chamado David.
–Deixe que o levem para a base. Menos gente aqui para nos atrapalhar.
–Certo, certo! Vocês! – disse o lacaio da Nova Ordem Mundial dirigindo-se a Nico e Lina – Levem o sujeito para fora, rápido!
Nico e Lina puxaram o corpo sem peso de Eric as dependências da pequena estação de abastecimento que dispunha de enfermaria e médico de plantão permanente.
–O que vocês querem? – perguntou o capitão.
–Eu já disse. Vocês vão nos levar à Lua – disse o chamado Morris – se não querem que lhes aconteça o mesmo que a seu colega.
–Quê lugar?
–Base militar número um.
–Recém chegamos da Lua – disse Leif, tentando ganhar tempo – estamos sem combustível...
–Sabemos – replicou o chamado Morris – e também que mente quanto ao combustível, capitão.
–Está bem! Desembarquem as mulheres – disse Leif por fim.
–Nada disso – replicou o chamado Morris – as vagabundas vão com a gente.
Os lacaios da anti-raça fecharam a eclusa e obrigaram Leif a dar a partida. Meia hora depois, na enfermaria; Eric ainda seguia desacordado após ser atendido por Nico, Lina e o plantonista, mas estava fora de perigo, a bala foi extraída. Não atravessara nenhum órgão vital graças ao traje espacial, mas perdera bastante sangue. Já mais tranqüila, a doutora Lina informou à base Antártica do acontecido e se dispôs a esperar que Eric despertasse.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.10

1.10

–Vamos para a Lua. O senhor irá nos levar ou alguém leva uma bala!

Lina gritou e distraiu os facínoras. Eric Wilkins tentou proteger Lina.


–Miserável...! – gritou Eric, voando com habilidade na gravitação zero e tentando desarmar o criminoso mais próx
imo.



Ambos homens lutaram no ar e em seguida ouviu-se um disparo.


O retrocesso da arma separou os dois homens. O corpo de Eric afastou-se em direção à escotilha aberta, ligada no tubo sanfona, enquanto o sangue flutuava no ar.


–Assassino! – gritou
Lina Antúnez – Matou o meu Eric!

–Quieta mulher! – ordenou o que atirara, apontando à jovem.

–Pare, David! Está louco? – gritou um deles – Perfure a bala uma parede e morremos todos!



–Tem razão, James. Mas o imbecil me provocou!

–Chega! – disse Leif, alterado pela raiva – já vimos do que são capazes.


–Ele está vivo! – exclamou Eva.

–Não é probl
ema, vai morrer logo! – replicou o chamado David.


–Seu... Seu desumano! – gritou Lina transfigurada – Nós podemos salvá-lo!


–Por quê? – disse o chamado Morris – Teve o que mereceu. Vamos jogar o corpo fora, David. Está espalhando sangue de rebelde pela nave toda!

–Sou médico – interveio Nico Klinger – deixem-me tratá-lo.

–Que morra, o miserável rebelde! – gritou o chamado David.

–Sim, que mor
ra de uma vez – concordou o chamado James.


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