sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.13

3.13
14 de maio, à noite.

Na base havia muito a fazer.
As garotas demarcaram alicerces para as futuras
construções.
Nico analisou solo e vegetais para facilitar o trabalho das equipes que
viriam. Ao anoitecer reuniram-se ao redor do terminal plugado na nave, já que ainda era cedo para descarregar o supercomputador do container em órbita.

Os exploradores
comunicavam-se com eles nesse horário, descarregavam o diário e as imagens no sistema. Após comunicar-se com as naves, entraram em contato com os exploradores.

–Há novidades – disse Aldo – Estamos na burbuja. Marcos serviu cubos de
frango, arroz integral, batata e salada. Para beber, suco de laranja e para sobremesa pudim. Depois do jantar vamos dormir e amanhã retomar a caminhada.

–Mas e as novidades? – perguntou Inge.


–Encontramos o primeiro exemplar da raça inteligente dominante do planeta,
mas estava morto. O relatório deve estar entrando no sistema.

–Morto? Por qual motivo? – perguntou Regina.

–Uma lança de madeira com ponta de ferro, cravada no peito. Evidentemente
não foi morto pelos aquáticos, talvez por outra tribo mais ao norte de onde nos encontramos. Os aquáticos só tinham machados de pedra. Pelo jeito, meninas; ele é... Era, macho, como podem ver. O enterramos porque estava em decomposição. Deve ter sido morto rio acima e veio boiando para cá bem na hora em que nos preparávamos para ir embora. Foi um golpe de sorte, prova de que os deuses estão
zelando por nós. Não é, Reverenda?

–Estão, sim – disse Inge, a sacerdotisa odínica.


–Ficamos com seus pertences por que ele agora não vai necessitá-los. Os
papéis que tinha nos bolsos seguem para o sistema, meninas.

–Verei isso – disse Regina – talvez consiga decifrar a escrita.

–Tinha quatro carregadores e uma pistola grande que parece uma Luger.
Lúcio manipulou-a até descobrir o funcionamento. Dispara uma luz que parece laser, porém seu efeito é diferente, onde bate, provoca uma explosão e abre um buraco.

–Energia dirigida?

–Terrível, como um phaser dos cinzentos que Valerión andou testando tempos
atrás. Com a arma abri um buraco no chão para enterrar o marciano. Vamos continuar para o leste até o centro urbano que vimos do espaço.

–Eles têm armas superiores às nossas. Isso me preocupa.


–A bazooka faz a mesma destruição. Não seria por isso, mas aparentemente
não somos esperados. Estes não são aborígines mas contamos com o fator surpresa.

–Se eles detectarem vossa presença, com essas armas...

–Se nos detectassem já nos teriam destruído, aqui não há controle aéreo como

na Terra, com ditadura e tudo.

–Continuando a pé vocês estão indefesos.

–Não se preocupe.


–Tenho motivos, não acha? Estão a pé em território desconhecido, com dono!


–É melhor assim, não levantamos poeira nem fazemos barulho.


–Não é por mim, seu marmanjo, senão pelas garotas, olhe para elas.


Por trás de Nico, na tela apareciam os rostos das garotas, apreensivas.


*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 26 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

A Data de Hoje

Odeio me repetir, mas já que estamos...

O Blog Sarracênico não é alheio a esta data.
(Já disse isso antes....?)

Apesar de que não somos religiosos praticantes das religiões monoteístas, respeitamos a fé das pessoas de bom coração, e, portanto, queremos lembrar a data do nascimento de Cristo da maneira que achamos correta.



O 25 de Dezembro não é só um dia de presentes de Papai Noel, que aparece num trenó puxado por renas desde o pólo norte, como você poderá ver clicando nesta imagem:


O 25 de Dezembro também não é a data da comilança e das bebedeiras que quase sempre terminam, ou em brigas lamentáveis, ou em acidentes de carro.

Hoje é o aniversário de nascimento...

...de alguém que é venerado há mais de 2000 anos:


E se o nascimento de Jesús fosse em 2010?

http://www.youtube.com/watch?v=dV34UtM8_bQ&feature=youtu.be




E uma Vida Longa é Próspera em 2011...!







(Já sei que eu disse tudo isso antes, mas pelo menos vamos a ver se conseguimos chegar até 21 de dezembro de 2012)
(Click nas imagens para aumentar)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.12

3.12
Ainda 14 de maio de 2013, ao amanhecer.

Ele teria mais de dois metros em pé. Na Terra pesaria em torno de cento e vinte quilos. Seu corpo era delgado e bem proporcionado, embora com peito amplo, o que denotava grandes pulmões.

Suas mãos finas e grandes tinham cinco dedos compridos e finos. Seus braços e pernas longos e finos estavam de acordo com a gravitação. Sua pele grossa, apesar da palidez da morte, era parda como os índios.

Sua
cabeça de forma levemente oval na parte de cima, denotava um crânio de linhas fortes com as maçãs do rosto sem barba, bem destacadas e uma mandíbula fina com uma covinha no meio.

Seu cabelo preto em escovinha; raspado artisticamente, formava
arabescos. Seus olhos mortos, protegidos por grandes supercílios ósseos e proeminentes eram grandes e pretos; e na testa, como um terceiro olho; ostentava uma jóia vermelha encravada na pele.

Seu era nariz curto e achatado com grandes narinas e
sua boca tinha lábios finos e dentes pequenos e brancos. Suas orelhas grandes tinham os lóbulos perfurados como se costumasse usar brincos.

Estava preparado para a
intempérie, com roupa de abrigo: calças e camisa com bolsos, de tecido resistente e grosso; chaqueta de couro trabalhado, um par de meias soquetes grossas de lã rústica; botas trabalhadas de couro; altas até meia perna; equipadas com bolsos.

Sua roupa interior era de um tecido grosso semelhante ao algodão.

Possuía um cinto de couro trabalhado, com compartimentos e um coldre com uma pistola. Nos bolsos tinha documentos em papel grosso, escritos com caracteres que pareciam sânscritos.

*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 3

Visão singular de uma invassão alienígena.

(Não esqueça de clicar na imagem para aumentar).



(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.11

3.11
14 de maio de 2013, ao amanhecer.

Após o café, os antárticos rodaram o Engesa até uma rocha plana elevada a cinco metros da água, como uma atalaia sobre o rio.

Calçaram as rodas com pedras; e colocaram a bagagem no barco.

Fecharam o Engesa, ligaram o escudo e o transmissor de dados. O sistema ficou ligado ao acampamento e ao computador dos exploradores, que era o contato com os camaradas, por intermédio do Engesa e seria de importância vital, já que estava ligado ao navegador por satélite.

Com o motor ao máximo, o barco atravessou o rio em quinze minutos. Do outro lado, Lúcio e Aldo subiram o barranco com os impulsores e puxaram o equipamento com cordas.

O barco, esvaziado e dobrado, ficou do tamanho de uma mala de viagem. Com madeira local Boris fez um trenó, uma estrutura grande e ridícula, porém funcional, que a gravitação reduzida tornava leve. Colocaram tudo nele; barco, mochilas, munição, provisões, água e oxigênio de emergência.

–Muito bem – disse Aldo – vamos andar!

Deram a última olhada ao Engesa e Boris olhou o pé do barranco para ver se esqueceram algo, quando de repente viu...

–Um corpo. Deve ser algum ser que matamos rio acima.

–Este parece diferente, vamos pegá-lo.

–Eu pego – disse Lúcio, fazendo um laço com uma das cordas.

Após várias tentativas, Boris tomou o laço das mãos de Lúcio, olhando-o com desdém através do visor e conseguiu laçar o corpo flutuante.

–Viu? Faz-se assim.

–Nota-se que você foi criado no meio das vacas...

Levantaram-no até a borda do barranco e o colocaram no chão de rocha.

–Eis o primeiro marciano; senhores! – exclamou Boris.

*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 2

Visão singular de uma invassão alienígena.

(Não esqueça de clicar na imagem para aumentar).



(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Jose Victor Soares (In Memorian)

Hoje, 10 de dezembro de 2010, às 6 da manhã,
faleceu em Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil,
o Grande Ufologista português açoriano
JOSÉ VICTOR SOARES,
meu camarada há 21 anos.

Era um homem simples, de vasta erudição.
JOSÉ VICTOR SOARES (In Memoriam)
Natural dos Açores, diretor da Irmandade Cósmica da Cruz do Sul (ICCS) de Gravataí, RS, fundada no dia 20 de agosto de 1967, sendo portanto uma das mais antigas do país.
É responsável por mais de 600 investigações de campo que realizou, mais de 100 publicações de suas pesquisas.

Ele agrupou diversos relatos e fotos provenientes de mais de 70 países.
Salve Vitor!
Que os Deuses o tenham!
A Luta Continua!
Ao final Venceremos!
*******
Martin Juan Sarracena

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.10

3.10
13 de maio de 2013, noite.

–O dia foi agitado. Encontramos o rio da floresta.

–Quero saber se a água é potável – disse Nico.


–Os animais a bebem. A análise mostrou matéria em suspensão, mas não há
nada que pareça nocivo. Envio o arquivo para que o veja e tire suas conclusões. Há peixes e humanóides anfíbios. Seres de três olhos; reptilianos. Parecem ser inteligentes, embora na Idade da Pedra. Não gostaram da nossa visita.

–Explique melhor isso – disse Inge.


–Resolveram quebrar nossas cabeças com seus machados de pedra.


–E o que aconteceu? – perguntou Bárbara.


–Ganhamos, ora!

–Simples assim?


–Sim, ganhamos nossa primeira batalha neste mundo, Inge.


–Não sei se isso é bom ou mau – disse a jovem.


–Seguem os vídeos. Descarregamos as câmeras para que recebam tudo
porque vamos abandonar o veículo. Embora o possamos fazer flutuar no rio, que é bem fundo, não sobe do outro lado; há uma parede de vinte metros.

–No barco e depois a pé? É perigoso, Aldo, voltem e usem a nave!


–Não quero alertar os nativos. Até agora aparentemente não nos viram. Por
terra temos liberdade de movimentos e não somos notados. Há notícias de Elvis?

–A Antares, a Antarte e a Polaris chegam lá pelo 20 de maio, trarão cientistas
para fazer pesquisas que não temos condições de fazer. São trinta pessoas ao todo.

–Bom. Isto ficará mais animado, não acham?

*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno: "Esta é a primeira vez que uma sonda espacial registra diretamente uma atmosfera contendo moléculas de oxigênio em um mundo além da Terra."

Base em Rhea, com oxigênio ou sem oxigênio.

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Mundos Paralelos já está aqui, no quarto volume.

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Na foto: Um terrestre, um marciano e um siriano.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Quadrinhos de Sussol - Parte 1

Esta história em quadrinhos antigos começa de maneira normal.
É uma visão singular de uma invassão alienígena.

(Não esqueça de clicar na imagem para aumentar).




(Continua no próximo domingo).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.9

3.9
12 de maio de 2013, pela manhã.

O Engesa começou a atolar-se na lama.

–Estamos quase no centro da floresta, o terreno é baixo e não demora em aparecer água – disse Boris.


Perto do meio-dia, atingiram à margem imprecisa de uma massa de água que devia ser o rio. Acima podiam ver o sol, que até aí estivera oculto pela vegetação.

–O Engesa não atravessa isso – disse Lúcio.

–Vamos sondar o rio – disse Aldo – Lúcio, monte o barco.

O barco de vitroplast era grande e forte, equipado com motor elétrico fora de borda e remos de emergência. Boris cortou galhos compridos para sondar o fundo e foi com Lúcio até a outra margem; distante mais de três mil metros.

–O Engesa não atravessa aqui – disse Lúcio – já temia isso.

–Podemos adaptá-lo para flutuar! – replicou Aldo.


–Do outro lado não sobe. Há um barranco de vinte metros, muito empinado.

–Só faltava isso! Voltem!

–Espera, vamos subir o rio para ver se encontramos uma passagem.

–Vou verificar rio abaixo – Aldo colocou o impulsor nas costas.

–Marcos, fique no Engesa.

Voando por sobre as águas em direção contrária à do barco, para verificar a margem, Aldo percorreu mais de dez kms sem encontrar um passo que o Engesa pudesse atravessar. Chegou a pousar na outra margem e examinar o terreno.

–Me escutam?

–Sim – disse Marcos.

–Deste lado é uma parede de rocha. Não há como passar. Insistir é perda de tempo e sair da rota preestabelecida. Vou voltar, Marcos.

Aldo retornou. Marcos esperava, sentado em cima da torre do Engesa.

–Onde estão Lúcio e Boris? – perguntou.

–Ainda no rio.

–Estamos ouvindo! – disse a voz de Boris nos seus capacetes – Avançamos quatro quilômetros rio acima. A margem esquerda é um barranco de mais de vinte metros. Não há como passar com o Engesa.

–Voltem, vamos acampar aqui mesmo para ver o que fazemos.

Pouco depois, ouviu-se a voz desesperada de Lúcio:

–Aldo! Marcos! Venham com armas! Estamos sendo atacados!

–A caminho! – Aldo pegou um fuzil e levantou vôo.

Marcos pegou seu impulsor e foi atrás. Um minuto depois avistaram o barco rodeado de monstros humanóides que tentavam subir. Era uma luta corpo a corpo; Boris abria cabeças e decepava membros com seu inseparável facão; Lúcio atirava com a pistola e estourava corpos com balas explosivas; mas apareciam mais monstros.

Aldo e Marcos desceram atirando, abrindo uma brecha na massa humanóide.

–Chegaram na hora! – disse Lúcio sem deixar de disparar.

Ao ver os seres voadores, os monstros mergulharam nas profundezas, deixando apenas cadáveres flutuando. Por via das dúvidas Aldo descarregou sua arma no local do rio onde os monstros desapareceram. Mas eles não voltaram.

–Foi por pouco! – disse Boris, puxando um cadáver para perto – São feios!

–Parecem lagartos – observou Lúcio – três olhos, pele reptilóide... Anfíbios!

–Estavam armados?

–Com machados de pedra, Aldo.


–Devem ser os aborígines da região – disse Boris.

–Sem dúvida. Não estão feridos?

–Não, Aldo – respondeu Lúcio – A roupa e os capacetes resistiram, mas estamos doloridos. Nada que um descanso não resolva.

–Ainda bem. Vamos embora daqui. Liga o motor, Boris.

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Foto dos quatro astronautas: Homenagem ao filme "Angry Red Planet"(1959).



Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 28 de novembro de 2010

Vale a pena ler de Novo.

Reproduzo de novo um e-mail...

...que receb
i em 09/11/2008 do autor de "Mundos Paralelos":

(Alguns nomes e endereços de lugares foram retirados ou mudados em respeito à privacidade do autor e da família Cardelino).
M.J.S

"Caro Martin:
Mando-te em anexo o Sermão do Padre Caselli.
Logo do telefonema de hoje, quando dissestes que estavas na reunião de família, resolvi que vou te mandar, se já não te mandei, (Este Dr. Alzheimer...!) uma lista excel de personagens vivos, mortos e por morrer, em ordem de aparição, que fiz para não me perder.

Copiei a ideia de Charles Dickens. Em Londres do século 19 ele não tinha o Excel 2000 da Microsoft do Bill Gates, e por isso mandava fazer uns bonequinhos de barro com um ceramista vizinho, que colocava encima da mesa. Quando o sujeito (ou sujeita) em questão morria, ele quebrava o bonequinho.

No capítulo 14 acontecerão os "terríveis acontecimentos de março", mencionados na foto de arquivo que te mandei dias atrás, e que continuam terríveis, depois, no capítulo 15.

Mas vamos a um pequeno retrospecto do volume um, que tinha separado há dias, quando lembrei que mencionastes que estavas perdido no meio dos personagens.
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Acredites o não - (tenho o original em espanhol, escrito a mão num caderno amarelado, para provar) - este sermão, que incluí na página 133 do capítulo 8, volume 1 Fase 1; do qual anexo 5 páginas (129-133) para apreciação e para que te situes quanto aos personagens (alguns deles estavam desembarcando no Ponto de Apoio, como já te disse (será que eu disse...?) ao telefone); foi escrito por mim talvez em julho de 1969, quando Armstrong desembarcou na Lua.

Lembro porque eu tinha 16 anos e namorava há dois com Letícia Cardelino, da mesma idade; que depois morreu de leucemia em Buenos Aires em 28 de novembro de 1970.
Naquela época não havia cura para isso.
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Passaram-se 21 anos e um dia fui a Buenos Aires a trabalho (Lembras disso?), e às cinco da tarde de 22 de junho de 1991; um dia congelante com menos um grau de temperatura; finalmente achei seu túmulo em La Chacarita, com ajuda de um funcionário.

Se um dia viajas para lá; o panteão familiar dos Cardelino fica a sete ruas do panteão de Gardel, a direita de quem entra pela avenida principal.
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Letícia Helena Cardelino nasceu em Montevideo em 1º de setembro de 1953.
Era a irmâ do meio, entre Horacio, o mais velho, nascido na Itália, e Esther, a mais nova, nascida em Buenos Aires.

Sua família de Trieste, Itália, era dona de uma famosa loja de eletrodomêsticos de Buenos Aires. A filial de Uruguai; a CASA CARDELINO, ainda deve estar no centro de Montevideo, ao lado do EMPORIO DE LOS SANDWICHES, a uma quadra e meia de um dos apartamentos de minha madrinha.
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Sua tia, irmã do seu pai, que gerenciava a filial, morava numa mansão no fino bairro de Carrasco, a duas ou três quadras da praia do mesmo nome. Eu a conheci em abril de 1967. Desde fim de março fazia bico como ajudante de iluminador e meu primo fazia bico de ajudante de sonidista num programa dominical no canal 4 de televisão. Ela participou do programa de calouros, como cantora e no final do programa, a encontrei na cafeteria e conversamos por primeira vez. Descobri que ela tinha permissão para viajar sozinha entre os dois países, e ficava sempre na casa de sua tia por duas ou três semanas.
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Ela tinha planos para o futuro que nunca chegou;
queria ser médica.
Era
uma menina de olhos azuis, magra e alegre; tinha uma bela voz de contralto e usava o cabelo loiríssimo cortado a la garçom, como era a moda de todas aquelas gurias aborrecentes da época, que queriam parecer-se com a modelo inglesa Twiggy, muito famosa naqueles anos.

Ela gostava de
cinema e de música. Foi com ela que assisti a estreia do meu filme francês favorito; Un Homme et una Femme, de Claude Lelouch, com Anouk Aimeé e Jean Louis Trintignant em agosto de 1969, no cinema Eliseo, de Montevideu, hoje igreja do bispo Macedo, ou de qualquer outro desses reverendos.
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Foi Letícia; com sua aparência física, com sua maneira de ser e de falar; que estava presente na minha cabeça ao criar a psicóloga italiana, doutora Regina Lúcia Cardelino, bem-humorada esposa do comandante Boris Jaskavitch; como a melhor amiga e conselheira do sofrido, porém esquentado capitão Aldo.

É Regina, com seu carinho e seu bom humor, que consegue controlar e diluir todo o ódio, toda a raiva e o fanatismo de um homem que teve seus pais cruelmente assassinados pelos dominadores do mundo.
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Regina Cardelino é minha personagem favorita, e só não a casei com Aldo, porque o comandante Boris, o segundo em comando, um brutamontes russo-brasileiro, filho de fazendeiro gaúcho; é mais parecido comigo do que o capitão antártico.
Aldo a vê como uma irmã, a melhor amiga e confidente. Sem falar q
ue ele e a Reverenda Sacerdotisa Odínica Ingeborg, se amam desde que eram crianças; quando tiveram seus pais assassinados pela ditadura; ocasião em que Aldo e seus irmãos; e Inge e seu irmão Leif, foram levados para Antártica e adotados pelo solteirão rabugento Doutor Valerión que os juntou às outras crianças, filhas de líderes ainda vivos na época; entre elas, Regina e seu irmão Lúcio; as gêmeas Blanes e outros.
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Alguns diálogos deles que aparecem por toda a obra; são conversas nunca esquecidas que Letícia e eu tivemos. É a forma que achei para que ela não desapareça, esquecida, no turbilhão dos Mundos Paralelos.
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Eu tinha uma bela foto dela, 4x4, preto e branco, que bati com a minha velha Brownig quadrada, mas o falecido tenente Nguyen Lao Tyu, a usou para acender um charuto que depois apagou nas minhas costelas em fevereiro de 1976, uma ou duas semanas antes que o o degolasses como um porco, igual que o Pearl; depois de fuzilar seus homens, perto de Hue, no paralelo 17, Vietnam. (Obrigado - de novo - por me salvar. Um brinde aos camaradas ausentes! Hoje estão com os deuses!)

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Restou-me como consolo a imagem que anexo, a modo de homenagem à minha saudosa e sempre amada Letícia Helena Cardelino; na figura carinhosa e querida da doutora Regina, desenhada fielmente por nosso amigo André Lima. tal qual eu a descrevi, num fim de semana de agosto de 1994 em minha casa de Gravataí.

Finalmente ela tornou-se uma doutora, heroica e famosa.

Mais do que ela que
ria.
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É isso aí o que tinha hoje para dizer, meu caro Martin. Acho que exagerei, mas se não te contasse, nunca saberias que ela existiu; quem ela foi, que queria ser médica, que gostava de cinema e música, que foi uma moça alegre enquanto viveu e que para mim foi uma pessoa muito importante."
Gabriel Solís.
9 de novembro de 2008
*******


(Como sempre, Click nas imagens para aumentar - Ah...! Tomei a liberdade de colocar imagens da modelo inglesa para ilustrar sua semelhança com a jovem Letícia -
falecida há hoje exactos 40 anos - de acordo com a descrição feita pelo autor).

Martin Juan Sarracena,
28 de novembro de 2010.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.8

3.8
Ponto de Apoio, 10 de maio de 2013.
Noite.
–Apareceram formigas de quase dois metros – disse Aldo.

–Não diga...! – disse Bárbara que estava de plantão – coloque-os na tela!

Em seguid
a apareceram as imagens dos monstros.

–É possível que nos ataquem se formos a pé. Como vêem possuem mandíbulas
como formigas, mas vejam a proporção.

–Se são fortes como formigas, podem levantar o Engesa como se fosse um brinquedo. – observou Nico.

–Não se preocupe.


–Com a gra
vitação fraca, todo pesa menos... O tamanho desses monstros é devido a isso. Na Terra não teriam crescido tanto, e nem as árvores.

–Mas a gravitação é fraca e a força é equivalente. Não têm tanta força.


–Como sabe?


–Atropelamos alguns e os jogamos para o lado com facilidade, para eles, nós
somos terrivelmente pesados...

–Mas isso não impede que prendam um humano e o esmaguem.


–Sim já notamos isso, Nico.


–Tenham cuidado. Não estamos aqui para brincar com a sorte.
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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

domingo, 21 de novembro de 2010

Brick Bradford - 029 - Fim.

Brick Bradford, de William Ritt e Clarence Gray (1933).

Muitos anos antes de Star Trek existir...

Brick Bradford visitava os planetas,

"Audaciosamente indo onde nunca ninguém jamais esteve..."

E agora terminamos a historinha portuguesa desenhada por Paul Norris...



(Ah... sim! Não se esqueça de clicar nas imagens para aumentar!!)

Mais quadrinhos em dezembro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.7

3.7
Ponto de Apoio, 9 de maio de 2013.
Noite.
Após o jantar, Nico e as garotas, rodearam a tela de comunicação. Aldo e seus camaradas tinham feito uma parada para jantar e descansar, mas antes estabeleceram comunicação para mostrar o avanço pela floresta.

–Vamos a uma média de dez quilômetros diários, portanto em quatro dias
estaremos do outro lado, se não aparecer algum obstáculo.

–Como se comporta o Engesa? – perguntou Nico.


–Muito bem. Vamos devagar, porque paramos para filmar coisas
interessantes. Cortamos mato sem problema, a invenção de Lúcio funciona bem. Tivemos que fazer alguns ajustes, porém funciona a contento.

–Encontraram vida animal?


–Sim Regina, de vários tipos. Por exemplo, há pequenos seres arborícolas que
parecem macacos cruzados com lêmures, embora não pudemos pegar nem um só. São rápidos no solo. Boris acertou um com o fuzil, mas esquecemos que estamos usando balas explosivas e o infeliz bichinho desintegrou-se.

–Coitadinho do bichinho, Aldo...! – exclamou Bárbara – Quanta maldade!


–Sim, querida, até concordo contigo. Na verdade não estamos interessados
nem equipados para pesquisas biológicas. Isso deverá ficar para os que virão depois. Nossa pesquisa é só geográfica, queremos mapear e delimitar território.

–Para delimitar o território; não esqueçam de urinar nas árvores ao longo do
caminho; seus machões! – exclamou Regina, sempre debochada.

–Não dá, Regina – observou Aldo rindo – os trajes não o permitem. Urinamos
dentro do Engesa. Mas estamos deixando postes de sinalização a cada cinco kms.

–Disseste que há vida de vários tipos...


–Sim, Regina. Há uns bichos carnívoros de meio metro de altura, com cabeça
e corpo de morcego, porém sem asas, com um longo rabo e seis longas patas peludas parecendo aranhas, duas delas com arremedo de mãos com quatro dedos. (*)

–Finalmente temos os clássicos monstros marcianos! – exclama Ingeborg.


–Não esqueça que vimos sinais de vida muito mais inteligente.

–E disse que são carnívoros?


–Caçam e comem uns bichos arborícolas e outros bem nojentos, umas lesmas
de dois metros e meio e meio de largura que abundam muito por aí. Em qualquer momento pode-se esbarrar na gosma deles.

–Tenham cuidado – disse Nico – Não levem micróbios para o Engesa.


–Sim, por favor – suplicou Inge – tenham cuidado!


–Tomamos todas as precauções. Só descemos do veículo em caso de extrema
necessidade. Mas sempre nos limpamos na escotilha com o scanner germicida.

–Não podemos correr riscos – disse Nico.


–Há animais hostis? – perguntou Regina – quer dizer... Que os tenha atacado?


–Por enquanto não.


–Mas tenham cuidado!


(*) - Foto do monstro: Homenagem ao filme "Angry Red Planet"(1959).
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Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Segredos do Sol - explosões solares em 2012

A coisa vai esquentar mesmo.

O mundo pode não acabar em 2012, como no filme... mas que algo grande vai a aconcecer... ah! Isso vai.


domingo, 14 de novembro de 2010

Brick Bradford - 028

Brick Bradford, de William Ritt e Clarence Gray (1933).

Muitos anos antes de Star Trek existir...

Brick Bradford já estava nas telas do cinema...



E agora continuamos a historinha portuguesa desenhada por Paul Norris...



(Ah... sim! Não se esqueça de clicar nas imagens para aumentar!!)


Continua no próximo domingo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mundos Paralelos - Capítulo 3 - 3.6

3.6
Ponto de Apoio, 8 de maio de 2013.
Após o café, os antárticos fizeram a checagem final e embarcaram no Engesa.
Afastaram-se no meio de uma nuvem de pó, enquanto Nico e as moças observavam pela janelinha redonda de vitroplast do alojamento.

–Estou apavorada – confessou Inge.

–Também estou – disse Bárbara.

–Agora eles estão por si – disse Regina – sozinhos...

–Meninas! – exclamou Nico – podemos vê-los em todo momento pelo satélite!

–Tens toda a razão, querido – concordou Regina bem-humorada – mas acabas de estragar um momento romântico...

Nico ficou com as cinco mulheres no acampamento. Pela janela contemplava o ponto em que se tinha transformado o Engesa que se afastava rapidamente, levantando poeira vermelha na enferrujada paisagem.

Nesse meio tempo, no espaço, com 24 horas de diferença entre elas, viajavam a máxima velocidade as três naves seguintes da seqüência da série “B”, a Antares, a Antarte e a Polaris. Elvis Santos, ao comando da primeira, Andrés Rodríguez na segunda e Luiz Fagúndez na terceira.

Apesar de ter partido em datas diferentes, a previsão era de que chegassem em torno do 19 de maio, aproximadamente. Todas elas traziam seus containeres repletos de material, inclusive mini-fábricas desmontadas, para fabricar alimentos, combustível, material de
construção e outros elementos necessários à sobrevivência no planeta.

*******.

Mundos Paralelos ® – Textos: Gabriel Solis - Arte: André Lima.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nove de Novembro na História.

Esta data sempre tem sido misteriosamente predisposta para marcantes acontecimentos mundiais.

Senão, vejam só:

1799- Golpe de Napoleão.



1800-Inaugurado o Museu do Louvre.


1888-Último crime de Jack Estripador.


1918-1ª República Alemã.

1923-Punch da Cervejaria em Munich.

1938-Kristalnacht.

1960-J.F. Kennedy Eleito presidente dos Estados Unidos.

1969-Rockefeller alerta contra a onda de Nacionalismo.

1988-Bush (Pai) Eleito.

1989-Queda do Muro de Berlim.

1992-Fim da Era Bush (Pai) e Saddam se mantêm no poder.

1993-PC Farias com a cabeça a prémio.

1994-Inauguração do Memorial do Holocausto em Montevideu, Uruguai.

2000-Bush Jr. eleito com falcatrua.

2001-Bush Jr. ataca o Afganistan.

2002-Bush Jr. se prepara para a guerra contra Saddam.


E em 2009

Alemanha celebra 20 anos da queda do Muro

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Berlim - Milhares de alemães saudaram com entusiasmo o momento que marcou a queda do Muro de Berlim há 20 anos

E em 2010...........................................?


O quê acontecerá hoje
que será marcante na História?


(Clik na imagem para... ora, você já sabe)