sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.9

1.9
–Terminando manobra de amarre. Fechar garras de atracação – respondeu em perfeito espanhol a voz clara de Leif – Selene III desliga.

Eva, com seu capacete nas mãos, disse:

–Acho que está na hora. Eric?

–É um prazer – responde o médico estendendo a mão para abrir a escotilha.



Eric não conseguiu abrir, e notou uma certa vibração do outro lado:

–Tem algo errado. Parece que estão forçando por fora.

Nesse momento a escotilha se abriu violentamente e a nave foi abordada por três comandos ao serviço da ditadura, armados de pequenas pistolas automáticas.

–Ninguém se mexa ou atiro! – gritou um deles apontando sua arma.

–Obrigado por abrir – disse o segundo, flutuando para dentro no ambiente de gravitação zero – a escotilha estava difícil de abrir pelo lado de fora!

–Agora para trás! – gritou com prepotência o terceiro.

–Mas o que é isto? – perguntou escandalizada a doutora Klinger.

Silêncio! – gritou o primeiro; e dirigindo-se à Dra. Lina Antúnez:

–Você aí, mulher!... Tire já esse capacete!

–Somos o Grupo Operacional Ligeiro do Estado Mundial – disse o que parecia liderar – Estamos confiscando esta nave em nome da Nova Ordem Mundial!

–Quem de vocês é o capitão? – perguntou o primeiro.

Passado o choque, Eva cravou neles seus gelados olhos azuis com desprezo por aqueles seres animalescos e repugnantes que tiveram a ousadia de invadir sua vida, seu espaço vital, seu território. Sua boca apertou-se num gesto de ódio. Tama Wilkins, também fechou sua face com uma expressão de ódio impossível de ocultar.
Como era possível que estes seres desprezíveis a serviço do mal ousassem invadir seu espaço vital e atrapalhar seu trabalho? Apenas a Dra. Lina que ainda não tirara o capacete; manifestava medo. Leif Stefansson, concluiu a manobra de amarre,
levantou-se da poltrona e dirigiu-se à escotilha, a tempo de ouvir perguntar por ele.

–Eu sou o capitão. O que pensa que está fazendo?


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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.8

1.8
Recém chegada à base orbital desde a Lua; a Selene III comandada pelo capitão norueguês Leif Stefansson e tripulada pelos doutores Nico Klinger, Eric Wilkins, Eva Klinger, Tamara Wilkins e Lina Antúnez; retornando à Antártida após uma missão no Hospital Lunar; estava atracando na doca.

– Seja bem vinda, Selene III! – radiou o operador da base orbital.

–É sempre bom voltar – disse Leif Stefansson – diminuindo velocidade agora.

–Confirme atracação na escotilha Dois.

Nesse momento a jovem médica alemã Eva Klinger entra na ponte:

–E então, Leif? Posso avisar o pessoal?

–Sim, Eva. Já alcanço vocês.

–Não demore ou deixamos você aí – disse Eva, sorridente, antes de passar para as dependências interiores da nave onde anunciou:

–Certo, pessoal! Chegamos em casa. Todos dentro dos trajes!
Em seguida, dirigindo-se ao médico australiano Eric Wilkins, que flutuava na sala de estar, com um livro de biologia espacial na mão, disse:

–E você, Eric? Ainda não acabou esse livro?

–Já, mas comecei de novo – respondeu ele – Já atracamos? Não senti nada...

Em seguida ouviu-se nos alto-falantes a voz do operador da base:

–Diminua agora, vamos estender o tubo de acoplamento.


(continua)
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mundos Paralelos - Capítulo I - 1.7

1.7
Tragédia.
Longe estavam aqueles jovens de imaginar que muito cedo os acontecimentos precipitar-se-iam.
Muita gente não marcada trabalhava na Lua; na cons
trução de bases, desafiando o governo mundial.
A Lua estava ao alcance de
mísseis do braço armado da ditadura; os Estados Unidos.
No século XX foram assinados
tratados obrigatórios de suspensão de testes nucleares com intuito de que apenas aquele país; futuro xerife do governo mundial; estivesse armado.
Membros do Grupo dos Treze, famílias e correligionários, estavam enquistados em pontos chave dos governos desde antes de anunciar ao mundo que eles mandavam de fato; ocultos desde séculos imemoriais.
A Humanidade não sabia que
era escrava, porque o melhor escravo é aquele que não sabe que é escravo.
Os que
recusaram a marca eram caçados e executados, apesar de que, quando nas sombras, os atuais inimigos da raça humana sempre lutaram pelos chamados direitos humanos e pela abolição da pena de morte em todos os países do mundo.
Agora que os integrantes do chamado Grupo dos Treze tiraram a máscara, não tinham escrúpulos em perseguir e matar com prepotência o povo simples, o qual eles consideravam e chamavam animais de duas patas.
Mas isso era
uma arma de dupla face; agora que o povo sabia a verdade, os inimigos da Humanidade não podiam se camuflar entre os humanos normais e migraram para pequenos países nos quais a população normal foi retirada ou exterminada com catástrofes, desastres provocados, enchentes, furacões, terremotos, guerras, fome, embargos comerciais e boicotes.
Enquanto na Antártida preparava-se a expedição salvadora ao planeta Marte, no espaço preparava-se uma maquiavélica infâmia para fragmentar a aliança das pessoas livres.
Assim como
desde anos atrás os rebeldes têm um grupo pioneiro de paladinos conhecido como Esquadrão Shock; que os ajudaram a tomar tecnologia da ditadura; esta também tem um grupo de assassinos infiltrados entre os antárticos; o Grupo Operacional Ligeiro do Estado Mundial.
*******.

(continua)
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