quarta-feira, 30 de setembro de 2009

On Topic: Gilgamesh, o Imortal


Continuo mexendo na poeira dos meus velhos livros e revistas em quadrinhos.
Achei O Imortal.
Não o Highlander, senão "Gilgamesh, El Inmortal".
É uma publicação em espanhol, iniciada em 1969, escrita por Leo Gioser, e desenhada por Lucho Oliveira (acho que são a mesma pessoa) . Não sei se ainda estão/está vivo(s), (o Google está aí para isso). Vou publicar as 10 páginas deste episódio com dois dias de intervalo.
Também achei um video feito por alguém que ama o personagem.
Acho que guardei a revista por tantos anos, (mais de 35) por causa de que tem um flashback de suas origens na longínqua Mesopotamia, o atual Irak (ou Iraque, para os puristas da língua). Gilgamesh nasceu em Akkad, local que provavelmente não existe mais, (o que restou de suas ruinas milenares deve ter sido destruído, de vez pelas Forças Humanitárias da Justiça e os Direitos Humanos , na última guerra que teve por lá no inicio deste século) e teve um encontro do terceiro grau, o qual... mas vamos ler, se entendemos o espanhol.
Como sempre: click nas imagens para ampliar.

Bonus:
Página 2: curtam


Assuntos Relacionados: Meus Arquivos Implacáveis

O antepassado do capitão Kirk.
Folheando velhos livros (livros, sabe? Aqueles objetos de papel costurado, com capas de couro) de história; procurando uma foto do general Patton, para ilustrar uma aula de história da segunda guerra mundial, encontrei esta foto, onde o distinto general, que costumava discursar para seus soldados: "A obrigação do soldado não é morrer pela pátria, senão procurar que o inimigo morra pela sua"; encontra-se acompanhado do Vice Almirante Kirk.
Não consegui descobrir o primeiro nome do Vice Almirante, mas suspeito que seja Tiberius. Minha teoria é que ele seja antepassado do Jim Kirk. recomendo examinar essa foto com atenção. Talvez haja uma semelhança.
Correcção: Descobri: Não era Tiberius, senão Alan G. Kirk. (Não se pode ganhar todas)
Clik na foto para aumentar.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Pasado do Sistema Solar IV


Com a carta póstuma de Angztlán na mão, Pru viu partir o autoplaneta Analgopak-Ran com algumas centenas de milhares de ranianos inferiores, que fugiam da iminente destruição. A frota inimiga fora detida graças ao sol de antimatéria, a arma total, que os destruiu junto com uma estrela e seus planetas. Mas com isso, o núcleo de Ran desestabilizou-se, devido ao grande dreno de energia usado para criar o casulo de contenção. Agora os terremotos eram freqüentes e os cidadãos com meios próprios de locomoção começaram a emigrar para os mundos do sistema e sistemas vizinhos, onde confiavam em sobreviver. Pru-43 reuniu sua tripulação dispersa e abasteceu a nave para partir. Solicitou permissão para decolar à mesa de controle do espaço-porto, mas havia tanta confusão e pânico por todos lados, que decolou por conta; assim que os tripulantes embarcaram. Em suas memórias nos diz:

" Nossa intenção era ir para Vurón, que nesse momento encontrava-se em oposição, do outro lado do sol. Quando menos o esperamos, Ran explodiu por trás de nós, dilatou-se, crescendo até ficar muitas vezes maior do que era. O tempo e o espaço convulsionaram-se à nossa volta e fomos obrigados a entrar na grossa atmosfera do terceiro planeta para proteger-nos dos destroços. Uns poucos caíram nele, e fomos testemunhas de um grande dilúvio e do afundamento de dois grandes continentes. Os nativos, avisados pelos ranianos, lutavam para sobreviver em grandes barcos de madeira, mas as principais colônias ranianas, Atlantis e Lemúria, desapareceram sob a grande massa de água, que dava aquela cor azul ao planeta..."
Noé Asteca
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Poderia ter sido assim...

video

Quem diz que isto não aconteceu?
É uma fantasia divertida que recebi de felizardos amigos ricos e desocupados que passam o tempo todo na internet, pesquisando e enviando para este humilde escriba, sempre ocupado, buscando o caviar nosso de cada dia, todas essas maravilhosas coisas estranhas que encontram. Tenho sorte de ter amigos assim, que me poupam tempo precioso.
Em tempo:
Este fime fez-me lembrar, não sei por quê, daquele episódio de Star Trek Voyager, onde Janeway e Tom Parrish recuam na evolução e acabam num planeta primitivo e pantanoso, transformados em iguanas.
Curioso.
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Pasado do Sistema Solar III


8.386 anos antes de Cristo
Era a Idade de Ouro do vasto Império de Milkar.
Mais da metade das estrelas habitáveis da galáxia de Andrômeda eram pisadas com marcial passo pelas botas da ocupação. Os legionários de silício caminhavam pelos mundos dominados, com estritas, embora não arbitrárias leis.
Pru Atol Número Quarenta e Três, aperfeiçoara a transdobra e estava decidido a prosseguir na busca de Pru Um, mais preparado do que seus antepassados. Além do disco que seu pai deixara, tinha um relatório, infelizmente incompleto, que os descendentes da expedição original fizeram num posto de guarda fronteiriço, num insignificante mundinho periférico.
O relatório de segunda ou terceira mão foi feito verbalmente, por um burocrata fronteiriço a um ser muito alienígena que o repetiu por sua vez a um capitão de navio da Metrópole, numa muito castigada língua milkara.
Sabendo do que acontecera, resolveu procurar os restos, se os houvesse, do seu antepassado, e levá-los a Milkar Prime, onde seria feito o ritual de duplicação em que é criado um clone do defunto; com o código genético dos restos.
A informação vital para a viagem intergaláctica finalmente chegara a Milkar. Havia uma anomalia espaço temporal instável, que comunicava a cada tanto, com o quadrante da galáxia vizinha, onde Pru Um se perdera.
Embora Pru 43 não tivesse conversado com nenhum descendente da expedição original, seu antepassado morrera com honra. Com a idéia de encontrar o disco e talvez os restos de Pru Um, passou a idéia à família e partiu.
Pru Quarenta e Três chegou à capital do Império Raniano, que compreendia uma esfera de oitocentos anos-luz com Ra no seu centro. Chegou numa época conturbada. Não todos os estrangeiros eram bem-vindos. Afortunadamente deixou suas memórias referentes à visita ao fabuloso Império Raniano. Elas contam-nos:

Desembarquei na capital do Império e fui interrogado. Ao souberem da minha nacionalidade comunicaram-se com o nosso cônsul nas luas de Vurón, o planeta gigante, que lhes informaram quem era eu; e qual minha missão. Ficaram tranqüilos e eu também. Pensei em achar um compatriota para guiar-me, mas eles deram um guia nativo. Por ele conheci um grande guerreiro, o príncipe Angztlán, jovem Cavaleiro do Cosmos, sobrinho-neto do Imperador Ramsés XVIII.
Angztlán e eu ficamos amigos. Ele disse que em vários pontos-chave, a Esfera Raniana fora invadida por uma raça de carbono, embora muito alienígena; uma raça forte de guerreiros e caçadores: o Império Alakros. Eles penetraram a esfera raniana e tomaram uma gigante vermelha muito próxima, quase a 159,51 parsecs da capital. Dessa cabeça de ponte, o inimigo ocupou indefesos mundos coloniais. As legiões de ocupação ranianas eram obrigadas a retroceder perante as hordas alakranas. Mais ou menos essa era a situação quando cheguei à capital.
Pru-43, em suas memórias nos conta mais sobre o Príncipe Angztlán, que se fez seu amigo na capital de Ran:

O Cavaleiro do Cosmos não era bem querido pelos Treze Conselheiros do Império, apesar das suas vitórias. Parece que eles governavam o Império entre bastidores, manejando ministros e o próprio Imperador. Adoravam um deus de nome impronunciável, em detrimento dos deuses oficiais, que prezavam honra e respeito. O deus dos conselheiros da espécie parasita dominion; infiltrados em pontoschave do governo; era um deus sinistro, materialista, sanguinário e vingativo, que requeria sacrifícios humanos, sendo satisfeito pelos devotos, seqüestrando crianças para lhe oferendar de forma discreta que não chocasse à população inocente que nada sabia, população que considerava os seres dessa raça como pessoas de bem. O imperador Ramsés XVIII homenageara o príncipe com o título de Herói do Império, o que lhe acarretara muita inveja. Além do mais, pelo que me contou; os conselheiros sabiam que ele conhecia seus sinistros propósitos. Não poderiam permitir que alguém com tanto prestígio e credibilidade, continuasse a viver, cedo ou tarde ele poderia abalar sua hegemonia. Um triste dia foi publicado um documento pelo qual se anunciava que o príncipe solicitava ser congelado por mil anos. Eu não podia acreditar nisso. Segundo os conselheiros, o Príncipe, cansado de lutar, abandonara tudo o que fora seu ideal. Comentava-se na rua que uma frota de trinta milhões de belonaves alakranas e de raças-clientes, aproximava-se da Metrópole quase sem oposição, porque a frota estelar estava dividida em inúmeras frentes... O enterro de Angztlán foi memorável; a câmara hibernadora foi depositada no subsolo de uma enorme pirâmide, como correspondia a um Príncipe e Cavaleiro. Fiquei muito triste quando tudo terminou e afastei-me em direção do meu veículo enquanto assopravam maus ventos e o céu estava cinzento. Mas, quando cheguei ao meu quarto, me esperava o fiel secretário do príncipe com uma mensagem:

Pru; o Conselho vai lançar um sol de antimatéria contra a frota inimiga. Mas para isso vão usar toda a energia de Ran. O planeta vai explodir quase em seguida. Vá embora, meu amigo, e conte ao seu povo o que aconteceu aqui...
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Off Topic = Cachorros


Eu tenho um cão.
Uma cadela de raça pura american pit-bull chamada Kalane. Meu filho caçula a trouxe com dois meses, e já está com 4 anos.
É uma cachorra carinhosa e e obediente, gosta de fazer companhia aos humanos. Enquanto digito estas linhas ela está aos meus pés, embaixo da mesa. Como sempre estou escutando música, ela me acompanha e adora a música. Também gosta de ver TV e brincar com a minha neta de sete anos.
Sempre está solta e livre dentro de minha casa de dois andares, sobe e desce pelas escadas correndo com agilidade, nunca foi amarrada, não passa frio nem fome. Dorme tampadinha no inverno, e adora tomar banho de chuveiro no verão.
Ela protege minha casa e minha família, não deixa extranhos se aproximarem, e todos na minha rua têm medo dela, sem saber que de brava só tem sua cara feia. Mas ela parece saber quem é que não presta e fica furiosa quando certas pessoas se aproximam da minha porta.
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Eu não queria ter animais em casa. Agora não vejo a vida da minha familia sem essa cachorrinha.
É isso.

domingo, 20 de setembro de 2009

Assuntos relacionados: Uma divindade africana em Hollywood.

Uma divindade africana em Hollywood.
por Eduardo de Osala.
http://ileaseomiorisa.zip.net/
e-mail: eduardodeosala@hotmail.com
Hoje me deparei com uma divindade africana sendo mostrada num personagem de filme americano. Personagem originário das histórias em quadrinhos, mais precisamente denominado
"X-Men".
Até o momento não havia observado nenhum personagem em tempo algum da mitologia africana sendo desenvolvido no cotidiano de entretenimento. Ao longo dos anos foram mencionadas algumas divindades de outras Nações, como, por exemplo, Thor, o Deus do Trovão da mitologia nórdica, Zeus da mitologia grega e outros, sendo mudadas apenas algumas de suas características divinas para melhor adaptação a um roteiro maleável aos olhos dos consumidores de leitura de ficção.
O personagem a qual me refiro no filme X-Men se chama Ororo, codinome "Tempestade".
Não fiz a comparação aleatoriamente, me baseei nas características do personagem, que é de origem africana, com uma estranha cabeleira branca e com poderes climáticos, sendo os principais o domínio dos raios e dos ventos. Perante aos dados que passo, os mais religiosos de cultura africana estariam comparando Ororo - Tempestade, com a divindade africana Oiá, deusa dos ventos e tempestades. Até certo ponto procurei algo mais concreto para me basear. Alguns fatos mencionados pela autora americana Judith Gleason no seu livro: OYÁ - Um louvor à Deusa Africana, ela menciona outra deusa africana quase esquecida aos olhos ocidentais, da região de Bambara, do alto Níger, de nome Nyalé, com dons divinos iguais a Oiá, mas com certas atribuições comparativas particulares ao personagem fictício Ororo. Como mencionam alguns itás sobre ela: Nyalé, uma mulherzinha de cabelos brancos. Iguais como aparece Ororo nas revistas em quadrinhos e nos filmes de película.
Havendo uma mudança radical nos valores teológicos dos bambarás, impostas pela inclusão de outras doutrinas religiosas, predominantemente islâmicas, eles ainda retêm lembranças de uma cosmologia Elementar. Mesmo banida do esquema ideal de adoração, a divindade Nyalé se retirou para o submundo, rebaixada de deusa a feiticeira. Assim também se comporta Ororo em suas aventuras nas histórias em quadrinhos e filmes, usando seus poderes elementares para fazer o bem. Nascida com dons especiais e vista pela sociedade como uma aberração.
Há também em suas narrativas fatos que mesclam o cotidiano ocidental com a cosmovisão africana na relação do personagem desenvolver uma simbiose com a natureza, dando alusão que se houver um desequilíbrio desta, haverá também em seus poderes.
O importante de tudo isso é que o personagem Tempestade foi bem elaborado. Mesmo que não fosse baseado na divindade africana Nyalé ou Oiá; foi demonstrado em suas características dons bastante divinos, se mesclando deusa e heroína, e deixando o mundo conhecer que a África, com toda sua magia, transporta para outras terras Divindades que se transformam em Heróis.
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Fontes: Gleason, Judith - Oyá "Um louvor à Deusa africana" ed. Bertrand- Brasil
Ribeiro, José - Mágico mundo dos Orixás - ed. Pallas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Pasado do Sistema Solar - II


O Sol do Império Raniano possui dez planetas em órbitas variadas, é amarelo e chama-se Ra. O primeiro planeta está perto demais, é pequeno e quente. O segundo está numa órbita mais sadia, chama-se Boral, é quente, tem abundante vegetação, alguma fauna, e está coberto de nuvens. O terceiro, de cor azul, chama-se Xarn, tem mais água do que terra, abundante vegetação, fauna variada, os pólos congelados e uma lua próxima, que provoca marés nas massas de água. O quarto, que possui duas pequenas luas, chama-se Gopak; seu solo é avermelhado, tem pouca água, alguma vegetação, um pouco de vida animal, e seus pólos estão congelados. O quinto chamase Ran, é grande e um pouco seco, mas seu clima é frio. Seu solo é marrom avermelhado, possui quatro grandes luas e dois anéis. Nele está a capital do império. Nele mora mais de um trilhão de habitantes. O sexto é um gigante gasoso e chama-se Vurón, possui várias luas. O sétimo também é um gigante gasoso, possuidor de diversas luas e também tem anéis. Há mais dois gigantes gasosos e outro planeta gelado e distante. Pru Atol Numero Dois soube que Ran era o berço da civilização e da cultura nesta região da galáxia. Em suas memórias; muito tempo depois; nos diz:
Ran é um planeta habitado por inteligentes seres de carbono, meio parecidos conosco, embora seu crânio seja diferente do nosso, divididos em duas raças, Superiores e Inferiores. Os denominados Inferiores, são originários de uma estrela próxima, e se diferenciam dos Superiores por que têm cabelo curto e escuro, pele clara e olhos penetrantes. Aparentemente possuem um certo poder mental. São telepatas. Os Superiores são de configuração forte, têm dois olhos, possuem cabelo muito claro na cabeça, que raspam, e são de pele clara, como nós.
Ran domina totalmente o quarto planeta, habitado por milhões de Inferiores, e outros elementos, e também domina o terceiro planeta, habitado por seres meio selvagens de pele e cabelo escuros.
Anos depois, a expedição retornou a Milkar. Quando Pru chegou à casa da família, pensou encontrar-se com seu filho Pru Três, a quem tinha deixado ainda bebê, mas descobriu que tinham passado séculos de sua partida, devido à errada manipulação da dobra temporal, o mesmo problema do seu antecessor Pru Um, com o que encontrou pessoas estranhas e um jovem astronauta desconhecido, chamado Pru Atol Numero Trinta e Cinco.
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sábado, 12 de setembro de 2009

O Pasado do Sistema Solar


20.000 anos atrás...
Quando Pru Atol Numero Dois, que pertencia a uma estirpe de cosmonautas, atingiu a idade adulta, sua raça já dominava a transdobra para atravessar a fenda espacial instável, mas faltavam os dados que deveriam vir na nave do seu pai, Pru Atol Número Um. Ele sabia que isso não seria possível enquanto vivesse e ofereceu-se a experimentar a nave equipada com o novo oscilador de transdobra, com a secreta esperança de encontrar o seu pai. Também ele tinha família, que abandonou para lançar-se ao espaço com uma grande tripulação. Levava na bagagem um disco de comunicação e identificação igual ao do seu pai, objeto que todos os cosmonautas usavam. Ao chegar onde seu pai estivesse, os discos chamar-se-iam. Pru contava com isso para achar seu progenitor ou seus restos. Se o cálculo fosse correto, a anomalia levaria ao local em que se calculava que estivesse a nave precursora.
Cheios de confiança, Pru Dois e seus camaradas empreenderam a viagem sem perceber que entravam em dobra temporal. De novo deslocaram-se através da anomalia, chegando às imediações deste sistema solar, numa época diferente. Pru e seus camaradas aterrissaram no quinto planeta do sistema.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Marte Hipotêtico


Falando em Marte, vejam o que encontrei num velho livro de 1919 - desculpem o pleonasmo - uma cidade de Marte imaginada por um artista.
Procurando uma imagem de Aeroportos Hipotêticos para mandar a um membro da Excelsa Lista da Frota Estelar, achei esta raridade.
Cilck para aumentar.
O livro em questão é um volume do "El Tesoro de la Juventud" e está em espanhol. Editado em Boston. Mais informações, o Google está aí.
Acabo de lembrar:
Princesa de Marte, de Edgar Rice Burroughs autor de Tarzan. Também é da época.
Em Tempo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Carter

Think about, guys!


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Primeiros em Marte em 2013

Esta é a capa de Mundos Paralelos, escrita por Gabriel Solís e desenhada por André Lima, que transformou o texto numa revista em quadrinhos ainda inêdita.

A história começa em 2013, mas tem vários flashbacks do passado remoto, como este da página 2:


70 milhões de anos atrás
Pru Atol Número Um era um cientista e explorador famoso do Império de Milkar. Um dia, o Imperador ordenou-lhe que partisse a explorar a galáxia vizinha.
Pru obedeceu; despediu-se da sua família e embarcou na mais moderna nave de transdobra já construída, com grande número de tripulantes, cientistas e militares.
Naquela época os engenheiros espaciais milkaros recém tinham desenvolvido a transdobra. Ainda não a dominavam bem e não havia como saber se ao retornarem o tempo seria o mesmo ou teriam se passado milhões de anos. A nave de Pru era a primeira assim equipada e poderia acontecer qualquer coisa. Mas os milkaros eram; e são; uma raça forte e decidida; adoram desafios e não temem a morte. São motivados pelos deuses, pelo destino da sua raça empenhada em conquistar o cosmos. Dominam parte da sua própria galáxia, e querem mais. São curiosos.
A nave, grande como uma cidade, entrou no espaço intergaláctico e decompôs a oscilação do Tempo, adiantando-o para os que ficavam. Encontrou uma anomalia espaço temporal instável que o trouxe a nossa galáxia, onde após um tempo achou um planeta azul, o terceiro de uma pequena estrela amarela com dez planetas.
Os milkaros examinaram o setor e comprovaram que não voltariam ao seu mundo no tempo que ainda tinham de vida. Mas foram práticos, conseguiram fazer os ajustes no sistema de transdobra, e quando seus descendentes conseguissem retornar, o estudo estaria completo e as próximas naves não mais se perderiam no tempo.
Sabiam que estavam sacrificando-se pelo bem da sua raça. Prosseguiram sua missão sabendo que conseguiram parte do seu objetivo e retomaram o programa original.
Examinaram o sistema, começando pelo pequeno planeta azul. E foi naquele planeta azul, numa linda manhã, que Pru deixou seus ossos, na margem pantanosa de um rio.
Um bando de enormes monstros herbívoros mastigava vegetação quando um perigoso carnívoro aproximou-se e produziu-se uma debandada. Os exploradores dispararam suas armas contra as bestas em fuga para não serem atropelados. Por azar, o carnívoro viu aqueles pequenos seres brilhantes. Pru sacou a pistola e atirou bem na cabeça do monstro, que desabou sobre ele, afundando ambos no barrento rio. Algum tempo depois, os cadáveres dos milkaros mortos foram resgatados, mas Pru, apesar dos esforços de seus companheiros, não pôde ser encontrado.
E assim, ao ver que este planeta era perigoso, encerraram ali a aventura, antes que algo pior acontecesse e não pudessem levar a valiosa informação ao seu povo. Com a lembrança de Pru nos seus corações de silício, seus camaradas empreenderam a volta à distante galáxia, que nós conhecemos pelo nome de M31: Andrômeda.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Mundos Paralelos - Introdução - por Gabriel Solís

Introdução
O universo em que vivemos oscila em uma determinada freqüência de onda. Nos intervalos entre oscilações, existem outros universos quase iguais ao nosso.

Quando dizemos: “–Se não tivesse acontecido isto ou aquilo; teria sido assim ou de outra forma...”; Aquele “teria sido” e aquele “de outra forma” seguiram coexistindo conosco em diferente freqüência de onda. Essa outra freqüência de onda chama-se Mundo Paralelo.

É possível que em algum deles, os 300 espartanos não detivessem os persas no Passo das Termôpilas; e, portanto, há um século XX onde se fala língua persa e as mulheres vestem-se com véus e os homens com longas túnicas.

Em outro, Jesus Cristo não foi beijado por Judas e o cristianismo não veio a existir. Talvez em outro, a mãe de Cristóvão Colombo abortou e América não foi colonizada pelos espanhóis e talvez ainda existisse o império Maia, Asteca ou Inca.

Em outra realidade o Japão não atacou Pearl Harbor, senão à União Soviética em 1941, com o que o Terceiro Reich ganhou a guerra, o comunismo desapareceu e o mundo ficou diferente, com a Lua ocupada pelos alemães.

Tudo isso existe em algum ponto do tempo e do espaço. Nosso universo pode ser irreal, nós podemos não existir para os que vivem numa outra freqüência de onda; assim como eles não existem para nós. Essa é a teoria. Considerando que têm existido bilhões de pessoas; podemos imaginar a quantidade incalculável de mundos paralelos... Realidades que poderiam existir.

Já que sabemos o que é um mundo paralelo; vejamos o que aconteceu num deles; partindo do ponto em que o escritor russo Ivan Efremov parou no seu livro Naves de Estrelas.

Efremov relata a expedição paleontológica dos professores das universidades de Moscou e Leningrado (hoje São Petersburgo), Ilya Andreievitch Davydov e Aleksei Petrovitch Satrov com um grupo de estudantes em Sibéria, na década de 50. Num local acharam fósseis com marcas impossíveis; eram perfurações de raios laser, coisa utópica naqueles anos.

Sob um crânio de dinossauro com uma perfuração que o atravessava de baixo para cima, a estudante Zenja, discípula de Davydov, encontrou um fóssil que achou fosse uma casca de tartaruga.
Limpando-o, ela comprovou que era um crânio de tamanho igual a um crânio humano.
Em vez de dentes tinha um bico córneo de tartaruga.
Estava perante um ser não humano.

A pesquisa prosseguiu e encontrou objetos metálicos, entre eles um disco de três polegadas de diâmetro, de metal desconhecido. Posteriormente no laboratório de Leningrado, descobriram que o crânio não era de carbono, como os seres da Terra, porém de silício.
A limpeza do objeto trouxe nova descoberta.

Olhando em determinado ângulo, aparecia a imagem tridimensional de um ser, talvez o dono do crânio em vida, calvo, olhos grandes e boca como um bico de tartaruga.
No verso do disco havia um símbolo de espirais e estrelas.
Mas não era tudo; perto de um rádio ligado, o disco produzia interferência.
O objeto era indestrutível, não havia como abri-lo com nada fabricado na Terra.

Ivan Efremov não dá detalhes sobre o destino do disco e do crânio do alienígena jurássico.
Ambos objetos ficaram num armário do museu da Universidade de Leningrado, esquecidos, para serem reencontrados apenas no século XXI.
Como chegou aí o homem de silício?
Devemos recuar no passado, até a época do estrato do solo em que o local paleontológico foi achado: setenta milhões de anos...!

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Continua...